quarta-feira, 22 de maio de 2013

Tarifas de ônibus, metrô e trens em SP passam a custar R$ 3,20

Aumento vai ser cobrado a partir do dia 2 de junho

Do R7
Tarifa do Metrô, trens da CPTM e ônibus vão subir no próximo dia 2Renato s. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo
A Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado informaram, nesta quarta-feira (22), que as passagens de ônibus, metrô e trens da CPTM vão custar R$ 3,20 a partir do dia 2 de junho. O reajuste foi de 6,67% nas tarifas. 
Segundo a administração municipal, a tarifa atual de R$ 3 vigora desde janeiro de 2011 e chegaria a R$ 3,40 se fosse feito o reajuste da inflação acumulada no período pelo IPC/Fipe.
Na terça-feira (21), o prefeito Fernando Haddad (PT) já havia informado que o novo valor da tarifa de ônibus  ficaria abaixo de R$ 3,40. A declaração do prefeito foi dada durante a vistoria nas obras de um teatro na Penha, na zona leste, acrescentando que quanto menor o aumento, maior será o subsídio pago pela prefeitura às empresas de ônibus.
Nesta quarta-feira (22), ele se reuniu com técnicos da Secretaria dos Transportes para analisar os "cenários" relativos tanto ao preço da tarifa quanto ao do subsídio e, assim, tomar uma decisão sobre o reajuste e encaminhar o valor para apreciação dos vereadores na Câmara Municipal. Por lei, o Executivo tem o prazo limite de cinco dias úteis antes da entrada em vigor do novo preço para enviar a proposta ao Legislativo.
Além dos ônibus, o reajuste da tarifa do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) também ocorrerá, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou na última semana. O novo valor do metrô e trens ainda não foi confirmado.
O sindicato dos Metroviários afirmou, na semana passada, que a passagem do metrô será reajustada para R$ 3,40.
Matéria publicada originalmente no Portal R7

segunda-feira, 20 de maio de 2013

SP tem Virada Cultural mais violenta; PM e Haddad culpam ‘vinda’ de ladrões

Pelo menos cinco pessoas foram baleadas e duas, esfaqueadas; um rapaz foi morto a tiros ao tentar recuperar celular roubado e outro morreu de overdose


Arrastões, roubos, brigas, uso de drogas, fechamento de estações de metrô e o mais grave: dois mortos (um a tiros e outro por overdose), cinco baleados e pelo menos dois esfaqueados. São Paulo registrou no fim de semana a Virada Cultural mais violenta desde sua primeira edição, em 2005. Os crimes se concentraram entre 2h e 5h de ontem e causaram cenas de terror, como a do jovem esfaqueado na região do Viaduto do Chá. Ao todo, 28 adultos foram presos, 9 adolescentes acabaram apreendidos e 1.800 pessoas tiveram de ser atendidas por excesso de álcool.
Ao todo, 28 adultos foram presos e 9 adolescentes acabaram apreendidos  - Epitácio Pessoa/ Estadão
Epitácio Pessoa/ Estadão
Ao todo, 28 adultos foram presos e 9 adolescentes acabaram apreendidos
Prefeitura e Polícia Militar admitiram o recorde de violência na Virada deste ano e atribuem os problemas ao "aumento da quantidade de pessoas dispostas a roubar". "O comportamento das pessoas muda. Pessoas que não vinham vieram (à Virada, no centro) com propósitos diferentes", disse o prefeito Fernando Haddad (PT), ao comentar os resultados da primeira Virada de sua gestão. "Mas não podemos nos intimidar. Temos de ir para as ruas." A seu lado, o coronel Reinaldo Simões Rossi, comandante da PM, disse que o efetivo policial deste ano foi o maior de todos – 3.424 homens da corporação (350 a mais do que no ano passado) e 1.400 guardas-civis. "A PM tem expertise em policiamento de multidões. O comportamento dos protagonistas dos roubos, contudo, transcende qualquer planejamento", disse.
Durante o dia, houve reclamações de que PMs não reagiram com firmeza diante dos crimes. "Diante de uma multidão de 4 milhões, o tumulto causado por policiais correndo atrás do ladrão pode ser pior do que o roubo em si. Há procedimentos a ser seguidos para evitar problemas mais sérios", justificou o coronel. Houve cenas de correria e confusão provocadas por brigas e arrastões na madrugada. Algumas regiões ficaram mal iluminadas, como a Praça Ramos, na frente do Teatro Municipal, e o Viaduto do Chá. O Estado presenciou arrastões na esquina das Ruas Direita com Quintino Bocaiuva, perto da Praça da Sé. Comerciantes chegaram a fechar as portas de seus estabelecimentos. Em outro local, na Avenida Duque de Caxias, perto da Praça da Sé, duas garotas brigavam a 300 metros de uma viatura. Um pouco mais distante, um jovem apanhava de outros quatro. Policiais nada fizeram contra as agressões.
Suplicy. No sábado, logo após o show da cantora Daniela Mercury com o grupo Zimbo Trio, uma das vítimas da violência havia sido o senador Eduardo Suplicy (PT). Assim que percebeu que sua carteira havia sido levada, Suplicy foi até o palco e, ao lado de Daniela Mercury, fez um apelo para que devolvessem seus documentos. "Levaram a carteira dele, com todos os documentos. Quando ele me falou, eu disse que vinha pessoalmente aqui pedir que devolvessem os pertences dele", disse a cantora, que continuou: "A pessoa deveria devolver tudo. Se tiver dinheiro, tudo. Deem um jeito de devolver em algum posto." Depois de alguns minutos, a carteira com os documentos do senador foi devolvida, mas o celular não apareceu. / BRUNO PAES MANSO, JULIO MARIA, JOTABÊ MEDEIROS E ROBERTO NASCIMENTO

Matéria publicada originalmente no Estadão.com.br

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Inspeção veicular será suspensa por 2 meses

Segundo Prefeitura, contrato acabou e programa deve parar entre junho e agosto; Controlar não reconhece medida e promete recorrer

ADRIANA FERRAZ - O Estado de S.Paulo
A gestão Fernando Haddad (PT) informou ontem que deu por encerrado o contrato de concessão firmado com a empresa Controlar para inspeção veicular em São Paulo. A medida é administrativa e, segundo o governo, terá como consequência a paralisação do serviço por um período estimado de dois meses. O hiato deve ocorrer entre junho e agosto, quando a Prefeitura pretende anunciar um novo modelo para o programa, a partir do credenciamento de firmas capacitadas para ofertar o teste.
Nas próximas semanas, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente publicará uma portaria com orientações aos motoristas que não submeterem seus carros ao teste. O calendário será reprogramado para contemplar o período no qual a inspeção ficará suspensa. A pasta também terá de informar como se dará o reembolso da taxa de R$ 47,44. Em março, lei aprovada pelos vereadores determinou que o Município faça o ressarcimento neste ano.
A decisão de encerrar a concessão é unilateral. A Controlar não reconhece o fim do contrato e afirma que vai recorrer. Em nota, a empresa diz que "cumpre fielmente todos os termos do acordo e confia na condução transparente de todo o processo, garantindo a segurança jurídica, fundamental para a participação da iniciativa privada em projetos de infraestrutura".
A medida de Haddad tem o respaldo de um parecer da Procuradoria-Geral do Município. Segundo o órgão, a concessão de dez anos está vencida - o contrato foi assinado em 1996, apesar de o serviço só começar a vigorar na capital em 2008.
O Ministério Público Estadual também contesta a manutenção do acordo com a empresa em ação criminal que tem o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) como um dos réus. Ele é acusado de violar a Lei de Licitações ao manter o acordo com a Controlar após 2006 e causar prejuízo de R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos e a donos da frota de carros registrada na capital - o prefeito nega irregularidades.
A notificação sobre o entendimento da PGM foi enviada à empresa no dia 6. A Controlar tem até o dia 21 para recorrer. Na análise da empresa, o prazo de validade do contrato só se encerra em 2018, quando a inspeção completará uma década.
Segundo a Prefeitura, o processo administrativo deve ser finalizado em 20 de junho. A partir dessa data, a inspeção veicular deixará de ser obrigatória na capital até que o novo modelo do serviço seja anunciado. A mesma lei aprovada na Câmara Municipal permite à administração escolher entre abrir concorrência para contratar nova concessionária ou apenas credenciar empresas capacitadas para realizar o teste, fórmula com maior simpatia entre representantes do governo.
De acordo com dados oficiais, 3 milhões de veículos passaram pelos centros de inspeção em 2012. Até o fim de junho, eles serão desativados, segundo a Prefeitura. Mas o prazo poderá sofrer alterações, caso a Controlar recorra à Justiça.
Bianual. O fim do contrato com a Controlar não é a única mudança prevista pela gestão Haddad no programa ambiental. A partir de 2014, a inspeção será anual apenas para veículos considerados "velhos", com mais de dez anos de uso. O restante da frota terá de fazer o teste só a partir do quarto ano e de forma bianual, ou seja, no quarto, sexto e oitavo anos.
Outra regra que será alterada é a que define o pagamento da taxa. No ano que vem, os motoristas que tiverem carros aprovados não terão de pagar pelo serviço. Já os reprovados serão notificados e receberão uma espécie de multa com o custo da inspeção. Mas a participação de uma gama maior de empresas deve fazer o valor cair.
Matéria publicada pelo Estadão.com.br

terça-feira, 14 de maio de 2013

Prefeito de Jaguariaíva - PR apresenta balanço do mandato, na Câmara Municipal

Nesta segunda-feira (13), o prefeito Otélio Renato Baroni (PT) apresentou uma breve prestação de contas na Câmara Municipal que durou por volta de uma hora. Em um discurso de improviso -antes da sessão plenária- falou sobre o problema de saúde que o afasta temporariamente de suas atividades, desferiu algumas alfinetadas naqueles que fazem oposição a seu trabalho, citou alguns projetos em andamento e outros que sequer saíram do papel. Em sua fala afirmou que a caminho da Câmara passou pelas ruas limpas e todas em ordem, coisa que não acontecia em gestões anteriores.

No discurso tudo ficou ótimo e por alguns momentos me senti em uma daquelas pequenas cidades europeias, cheias de charme e esbanjando elegância. Quase me convenci de que tudo por lá é uma maravilha, quando acordei e voltei a realidade mais parecia um pesadelo. Explico, durante o final de semana fiz um tour pela cidade -especialmente pelo bairro Fluviópolis- e registrei a situação precária que se encontram as ruas e calçadas, mostrando a contradição na fala do nobre prefeito.

 
Passei também pelo bairro Cianê e a situação por lá não é diferente, principalmente a rua em frente ao SENAI, onde passei minha infância e morei até os 18 anos.
 
 
Além da situação precária que se encontram as ruas e calçadas nas regiões mais afastadas da área central da cidade, existe também o caso da reforma da rodoviária -assunto já tratado aqui no blog- que parece ser eterna. Segundo a fala do prefeito será entregue no próximo mês de junho, aqui um adendo, está reforma esta avaliada em R$ 278 mil e já dura mais de oito meses.
 
Recentemente foi inaugurada com toda pompa um terminal rodoviário rural sem a mínima estrutura necessária, terminal este que é utilizado apenas duas vezes por dia -manhã e tarde- ficando o resto do tempo na ociosidade. Falta a estrutura mínima para acesso ao terminal como pode-se verificar nas fotos abaixo.
 
 
O incrível é a popularidade do prefeito na cidade, conversando com algumas pessoas você logo percebe que falta um minimo de consciência cidadã  por lá. Perguntando a um cidadão sobre as péssimas condições que se encontram as ruas e calçadas da cidade -inclusive na porta da sua casa-, a resposta foi de pronto 'precisamos de médico e escolas para as crianças e isto o prefeito colocou a nossa disposição' e continuou 'este é o único prefeito que conseguiu trazer dinheiro lá de fora para investir na cidade'. 
 
As pessoas parecem não terem a mínima ideia de que este dinheiro vem dos impostos arrecadados pelo governo, que tem por obrigação devolvê-lo em forma de benefícios para a população e não está fazendo favor algum a ninguém.
 
Para a população não interessa como o dinheiro de seus impostos é gasto na cidade, desde que satisfaça suas necessidades básicas.
 
É uma pena!
 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Política e Reforma Política

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

No início do século XX, o dramaturgo alemão Bertold Brecht cunhou uma manifestação que se tornou célebre pela sua contundência:“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não sabe o custo de vida, preço do feijão, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio, depende de decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.

Se merecedora de respeito ou desprezo, se atrativa ou desinteressante, o certo é que se tornou impossível ignorar a política enquanto engrenagem de qualquer Estado minimamente organizado. Afinal, é na área do que se costuma chamar de Governo que são decididos os destinos do País, do Estado e do Município relativamente às condições de vida da população em geral, não obstante o desprezo que esta manifesta pela classe parlamentar ou pelos parlamentos, conforme apontam as pesquisas de opinião. Todavia, os eleitores são muito poderosos – embora não percebam – e podem – devem – alterar o quadro.

Neste país eivado de contrastes e contradições que a um lado incorporou o jeitinho como forma de conduta e a outro banaliza os escândalos que maculam a integridade de instituições republicanas, atingiu-se a plenitude quanto ao ato do voto. Afinal, neste Brasil de aeroportos precários e de um sistema público aviltante, há eleições periódicas, regulares e secretas para todos os cargos eletivos. Contudo, há que se ter presente que uma democracia ideal, onde predominaria a harmonia absoluta entre tudo e todos, existe apenas numa concepção intelectual e não como realidade concreta. Por outra, sem política não se executa a Democracia. E se não elimina os conflitos sociais, esta fórmula que prioriza a maioria como solução de disputas oferece alternativas para solucioná-los, ainda que falhas ou imperfeitas.

Daí porque a necessidade absoluta de uma Reforma Política no país. Mas uma reforma possível, coerente e direcionada ao que realmente faz diferença numa eleição e na representação junto aos Legislativos e Executivos. Nada de delírios mirabolantes e teses que ninguém compreende.

Leitores e eleitores convergem numa compreensão básica: não há mais possibilidade de contornar temas aflitivos que despertam indignação na sociedade e na própria classe política. Neste cenário, a sucessão de Comissões e adiamentos impulsiona uma sensação de que o desfecho pretendido jamais será alcançado. Se por um ângulo a constante exposição da matéria converteu a Reforma numa espécie de redenção ética de cunho salvacionista, a outro é leviano supor que a sua aprovação funcionará como um antídoto capaz de eliminar todas as mazelas políticas que vicejam no país.

De acordo com estudos e análises de pesquisadores e juristas, inclusive estrangeiros, o eixo sobre o qual gravita o sistema partidário–eleitoral vigente está superado e se revela anacrônico a ponto de causar deformações na própria representação popular, especialmente na distribuição das cadeiras do Congresso Nacional. Diante deste quadro neurótico mas consentido por todos os setores, a cada legislatura, um contingente de respeitáveis e respeitados parlamentares se mobiliza visando modificar o sistema da representação popular no Congresso Nacional.

Não é de hoje e muito menos apenas no Brasil que se constata uma apatia política. Escândalos e mazelas não têm geografia, ocorrem em todos os continentes. Entretanto, a Reforma Politica é uma exigência em nome e em função da democracia brasileira.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor dos livros “Prefeitos de Porto Alegre – Cotidiano e Administração da Capital Gaúcha entre 1889 e 2012” (Editora Verbo Jurídico), “Vereança e Câmaras Municipais – questões legais e constitucionais” (Editora Verbo Jurídico) e “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

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