quarta-feira, 29 de junho de 2011

Corintianos cobram Câmara e querem isenção fiscal para construir Itaquerão

Grupo acusou vereadores Adilson Amadeu (PTB) e Aurélio Miguel (PR) de prejudicarem construção do estádio
Diego Zanchetta - O Estado de S. Paulo
Momentos após retirar de pauta o projeto que concede R$ 420 milhões de isenção fiscal ao Corinthians, o gabinete do vereador Adilson Amadeu (PTB) recebeu, por volta das 13 horas desta terça-feira, a visita de torcedores corintianos que queriam saber o motivo da posição do vereador.
O grupo que estava dentro da Câmara Municipal, no centro de São Paulo, acusou o vereador de ser ligado ao Juventus e de estar prejudicando a construção do estádio do Corinthians, que está sendo erguido em Itaquera, na zona leste da capital, para receber a abertura da Copa de 2014.
"Estão tentando nos intimidar, mas não vão conseguir", desabafou Adilson Amadeu no plenário, já no final da tarde desta terça-feira.
O grupo de torcedores corintianos também disse aos assessores de Adilson Amadeu que iriam procurar Aurélio Miguel (PR), vereador ligado ao São Paulo e que tem obstruído a votação do pacote de isenção fiscal ao Corinthians.
Segundo a assessoria de imprensa do ex-judoca Aurélio Miguel, dois torcedores do Corinthians queriam conversar com o vereador sobre sua posição contrária ao estádio. A assessoria também disse que os corintianos querem agendar um encontro com Aurélio Miguel.
A pressão para que os vereadores votem o pacote de isenção fiscal aumentou após o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, declarar que São Paulo vai perder o direito de sediar a Copa se o pacote não for apresentado como uma das garantias financeiras à Fifa até o dia 9 de julho.
"A Câmara está seguindo seu rito normal. Existem vereadores contra, muitas pessoas estão tirando suas dúvidas. Não é culpa do parlamento São Paulo ter ou não a Copa", argumentou o líder de governo, Roberto Trípoli (PV).
Torcedor. Líder do grupo de torcedores que foi à Câmara Municipal, Raphael de Lima Barreto, de 26 anos, assessor comercial, disse que não houve tentativa de intimidação contra os vereadores. De acordo com ele, o grupo não é ligado a nenhuma torcida organizada e luta por um projeto que favorece toda a região carente de Itaquera.

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