segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Assembleia: 30% cogitam candidatura a prefeito


FABIO SERAPIÃO
A rotina de cerca de 30% dos deputados da Assembleia Legislativa deve ser tumultuada em 2012. Isso porque, além de se ocuparem com as sessões e comissões, ao menos 28 parlamentares poderão dividir o mandato com comícios, carreatas e discursos durante a campanha para as eleições municipais de outubro.
O JT chegou ao número de possíveis candidatos após conversar com lideranças dos partidos da Casa, assessores e quadros partidários responsáveis pela arquitetura das alianças e possíveis candidaturas para o pleito municipal.
Típicos do ano eleitoral, os compromissos fora da Assembleia – em busca dos eleitores de suas bases políticas –não impedirão que os deputados coloquem no bolso, todo final de mês, o salário de R$ 20 mil e uma verba indenizatória que pode chegar a R$ 21,8 mil.
Entre especulações e vontades individuais, a bancada do PT é a que mais pode ter deputado candidato em 2012. Pelo menos sete dos 24 petistas cogitam concorrer a prefeito. Dos nomes citados como pré-candidatos, Telma de Souza tentará, pela segunda vez, ocupar o cargo executivo em Santos, enquanto Antônio Mentor, Carlos Grana, João Paulo Rillo, Gerson Bittercourt, Luiz Moura e Hamilton Pereira vão buscar o inédito cargo de prefeito em suas cidades (veja ao lado).
Burburinhos de lado, certeza somente em relação ao nome do atual líder da Minoria, que aguarda uma revanche em Rio Preto – Rillo perdeu no segundo turno em 2008 -, e de Hamilton Pereira, candidato em Sorocaba no distante ano de 1992 e que agora pretende acabar com a hegemonia tucana no município. “Meu nome está à disposição do partido”, declara Pereira.
PSDB
Reticentes com antecipações que possam criar um “clima”ruim com seus “superiores”, os tucanos seguem a ordem de arrastar para o início de 2012 a decisão sobre candidaturas. Porém, nos bastidores, os nomes de pelo menos quatro deputados são citados como pré-candidatos para 2012 .
Dentre eles, João Caramez, em Itapevi, e Welson Gasparini, em Ribeirão Preto, já colocaram seus nomes à disposição do partido. “O governador pediu para eu me colocar como nome possível e estou pronto para enfrentar mais esse desafio”, explica o postulante à prefeitura de Itapevi.
DEM, PV e PPS
Em busca do executivo municipal em Franca, Gilson de Souza (DEM) aposta na experiência de já ter ser sido vereador. Por sua vez, Edmir Chedid será o nome novo na disputa em Bragança Paulista. Do outro lado, os democratas já experientes Gil Arantes e Estevam Galvão pretendem voltar ao executivo, na ordem, de Barueri e Suzano.
Entre os verdes, certeza apenas é o nome do Padre Afonso Lobato na disputa em Taubaté. Único nome em Campinas, Feliciano Filho joga a decisão para o partido e Dilmo dos Santos, em Piracicaba, ainda está na lista dos “possíveis” nomes. Alex Manente, embora negue, é o nome do PPS em São Bernardo do Campo e Luiz Carlos Gondim deve representar a sigla em Mogi das Cruzes.
Demais
Embora não assumam, Marcos Neves (PSC), Carlos Gianazzi(PSOL), Vinicius Camarinha (PSB), Ed Thomas, Roque Barbiere e Vanessa Damo (PMDB) devem representar seus partidos nas eleições. Outro que não assume é Pedro Bigardi (PCdoB), que, pela 5° vez, deve concorrer em Jundiaí. Em Ribeirão Preto, mesmo contra a vontade seu partido, o pedetista Rafael Silva já colocou seu nome à disposição.
Disputa entre aliados
Não bastasse as disputas no plenário e nos bastidores do Palácio 9 de Julho, alguns deputados da Alesp poderão se enfrentar em suas bases eleitorais durante as eleições municipais de 2012.
Previsões das lideranças e caciques partidários apontam possíveis “encontros” em Ribeirão Preto (Welson Gasparini x Rafael Silva), São Bernardo do Campo (Orlando Morando x Alex Manente) e Campinas (Feliciano Filho x Gerson Bittencourt).
No caso de São Bernardo, a disputa pela prefeitura pode colocar em lados opostos dois deputados que, hoje, ocupam a base governista na Alesp – Morando pelo PSDB e Manente pelo PPS. Embora os dois prefiram empurrar a decisão para o início do próximo ano, o embate entre os “aliados” é tido como certo.
Em Campinas, o verde Feliciano Filho poderá, em sua segunda disputa na cidade, enfrentar Gerson Bittencourt. “Existe uma grande possibilidade de eu representar o partido”, afirma Feliciano. Já o petista, antes de firmar qualquer compromisso, terá que colocar na balança o fato de ser ex-secretário do atual prefeito Dr.Hélio – imerso em uma crise política sem precedentes na cidade e podendo ser cassado por uma Comissão Processante. Além disso, Bittencourt terá que se livrar das acusações de suposto caixa dois em sua campanha a deputado.
Ribeirão Preto
Lá, caso decida mesmo pela candidatura, Gasparini (PSDB) poderá enfrentar o “companheiro” Rafael Silva (PDT). Vontade de tentar pela segunda vez é o que não falta a Silva, mas seu partido parece não estar contente com seu quadro e pretende apoiar o Democratas, da atual prefeita Darcy Vera. “Se eu me colocar como candidato o partido manda vir gente pra cá denegrir meu nome, como fizeram na última eleição”, afirma um decepcionado Silva, que diz ter sido alvo de uma campanha difamatória – orquestrada pelo próprio PDT – no pleito de 2008.
Por sua vez, Welson Gasparini prefere aguardar. “Vou indicar o deputado federal Duarte Nogueira. Caso ele não queira, eu sou candidato”, afirma ele, ao se mostrar contente com supostas pesquisas que o colocam como favorito para o pleito.


Do Jornal da Tarde

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