quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dividida, Câmara adia votação de projeto que eleva salário de Kassab

JOSÉ BENEDITO DA SILVA
DE SÃO PAULO


A Câmara de São Paulo se dividiu na tarde desta quarta-feira e não conseguiu aprovar nem rejeitar o projeto da Mesa Diretora que eleva o salário do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 95% e o dos 25 secretários municipais em 283%.

Para ser aprovado ou rejeitado, eram necessários 28 votos (mais da metade dos 55 vereadores), mas, dos 41 presentes, 20 votaram contra e 19 votaram a favor --dois parlamentares, Eliseu Gabriel (PSB) e Antonio Carlos Rodrigues (PR) se abstiveram.

Se o projeto fosse aprovado, a remuneração de Kassab passaria de R$ 12.384 para R$ 24.117 e a dos secretários iria de R$ 5.344 para R$ 20.499. Já o salário da vice-prefeita, Alda Marco Antônio, subiria de R$ 5.504 para R$ 21.705.

A proposta cria um parâmetro permanente, usando como base o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal --R$ 26.723.

O prefeito poderia receber até 90,25% do valor pago a um ministro do Supremo. A partir daí, o salário do prefeito passaria a ser a referência para a remuneração do vice (90% do pago ao prefeito) e dos secretários (até 85%).

A maioria dos votos contrários veio da bancada do PT, que tem 11 parlamentares. Vereadores do chamado "Centrão" (parte do PR, PTB e PMDB) também se opuseram à proposta, defendida pela base aliada a Kassab.

Com o impasse, o projeto deve voltar à pauta em uma sessão extraordinária, ainda sem data. Até lá, os vereadores terão de negociar uma proposta com algum consenso para ser levada a votação.

Da Folha.com




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