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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Kassab muda 18 metas. A maioria para baixo

Houve cortes principalmente na área social: famílias beneficiadas pelo programa de urbanização de favelas passaram de 120 mil para 85 mil


Diego Zanchetta e Renato Machado - O Estado de S.Paulo
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) mudou 18 metas que deve concluir até o fim do mandato, no ano que vem. Nenhuma foi revisada para "mais", com inclusão de novas obras e serviços. A Agenda 2012 previa, por exemplo, construir oito motofaixas, instalar 40 mil pontos de luz e construir 400 telecentros. Agora, a administração prevê, respectivamente, três corredores para motos, 16 mil novos pontos de iluminação e 200 telecentros.
O plano de metas foi o primeiro projeto da sociedade civil a virar lei. Os prefeitos precisam divulgar o plano de governo e cumpri-lo, sob risco de responder por improbidade administrativa. Modificações nas metas estão previstas. A primeira revisão foi aprovada pelo conselho das metas no fim de dezembro.
Uma das áreas mais atingidas foi o atendimento a moradores de regiões vulneráveis. A atual gestão reduziu de 120 mil para 85 mil famílias (-29%) que serão beneficiadas pelo programa de urbanização de favelas. Também houve cortes nas famílias atendidas pelo programa de regularização fundiária (-23%), de recuperação de cortiços (-25%), ou moradores de loteamentos irregulares em mananciais (- 20%) .
"Não há essa denominação nas metas, mas se deduz que sejam moradores de áreas de risco", diz o coordenador do Nossa São Paulo Maurício Broinizi, entidade autora do projeto de lei sobre o plano de metas.
A Prefeitura afirma que não haverá nenhum risco para quem vive em área de risco com as reduções. Na justificativa, a Prefeitura informou que, na época da elaboração do programa, houve um problema de troca de informações entre as Secretarias de Habitação e Planejamento e, por isso, foi "superestimada" a quantidade de famílias que necessitam de atendimento. O município também afirma que algumas ações dependem de outros órgãos.
Kassab também usou uma brecha para reduzir a extensão de calçadas que serão reformadas, de 600 quilômetros para 600 mil m² . "Essa unidade de medida é a mais adequada para aferir a execução da meta", justificou. Sobre as faixas para motos, que chegaram a ser classificadas como "sucesso", a atual gestão agora afirma que não atingiram o objetivo de reduzir os acidentes com motos e que é necessário um período de avaliação.
Segundo a Prefeitura, a Agenda 2012 está com mais de 42% de média de eficiência e 88% das metas estão em andamento.
REDUÇÕES
Habitação
Programa de urbanização de favelas, regularização fundiária, recuperação de cortiços e para moradores de loteamentos em mananciais
Transportes
Terminais urbanos e motofaixas
Cultura
Construção de novos teatros
Outros
Telecentros, calçadas e iluminação de novos pontos

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Secretário Ronaldo Camargo falou sobre caos provocado pelo temporal em São Paulo


Ouça, clicando aqui, a entrevista do secretário ao jornalista Milton Jung no CBN SP em 04/12/2009, onde o secretário afirmava que a cidade estava "preparada para as chuvas" naquela época.

Qualquer semelhança é mera coincidência!

Prefeitura de SP quer corredor de ônibus na Radial e limite de velocidade maior

Plano de Ações de Transportes para 2011 terá um investimento total de R$ 409 milhões; outros sete corredores serão readequados e velocidade poderá ser aumentada em 15%


Marília Lopes - Central de Notícias

A prefeitura de São Paulo anunciou nesta segunda-feira, 10, o Plano de Ações de Transportes para 2011. Um dos destaques do programa é a construção de um corredor de ônibus na Radial Leste, que ligará a zona leste ao centro.
Hélvio Romero/AE - 28/10/2010
Hélvio Romero/AE - 28/10/2010
Outra meta para este ano é ampliar a utilização de combustível renovável
Cerca de R$ 60 milhões serão investidos na construção de corredores este ano. Além disso, sete corredores serão readequados. Entre as mudanças está o aumento do limite de velocidade dos ônibus. Segundo o secretário de Transportes, Marcelo Branco, a meta é ampliar a velocidade dos ônibus em 15%, o que equivaleria a inclusão de 2.250 ônibus na frota e reduziria o tempo médio de viagem dos usuários.
De acordo com Branco, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) receberá investimentos para que possa melhorar o monitoramento do trânsito na capital. Uma meta para 2011 é ampliar a utilização de combustível renovável pela frota do transporte público.
Outro objetivo para este ano é reduzir em 10% o índice de mortes e acidentes no trânsito. Para isso, a Secretaria de Transportes irá implantar faixas de travessia - a maior parte das vítimas do trânsito na cidade é de pedestres.
Investimento. O Plano de Ações terá um investimento total de R$ 409 milhões. Cerca de R$ 263 milhões devem ser investidos em mobilidade urbana, R$ 89 milhões em mudanças e uso racional de matrizes energéticas e R$ 59 milhões na redução de acidentes e de mortes no trânsito.
Segundo o prefeito Gilberto Kassab, grande parte do Plano de Ações só será possível devido ao aumento no preço do ônibus, que era de R$ 2,70 e foi para R$ 3. Com o reajuste, o prefeito afirmou que foi possível reduzir os subsídios de R$ 743 milhões para aproximadamente R$ 520 milhões e remanejar a verba para que a Secretaria de Transportes pudesse implantar o Plano de Ações.

Transbordamentos deixam bairros de SP em estado de alerta

Do G1



O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) decretou estado de alerta na Subprefeitura da Sé, no Centro de São Paulo, às 2h17 desta terça-feira (11). O M'Boi Mirim, na Zona Sul, por sua vez, foi retiradoda situação de alerta.
Por volta de 0h01, o CGE decretou alerta nos bairros da Penha, na Zona Norte, e da Lapa, na Zona Leste.
A forte chuva que atinge a capital fez transbordar diversos pontos das marginais Tietê e Pinheiro, além dos córregos Jaguaré, no Butantã, e Morro do S, no M'Boi Mirim.
Às 22h40, o CGE colocou em estado de alerta os bairros da Freguesia do Ó e Casa Verde, na Zona Norte, devido ao transbordamento do córrego Cabuçu de Baixo.
Por volta das 22h15 desta segunda, o CGE colocou toda a capital em estado de atenção. Até a 4h01 foram registrados 24 pontos de alagamento. A cidade bateu pico de 63 locais alagados perto de 0h30.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, há vários chamados na cidade para resgate de pessoas em ruas alagadas.
Segundo o CGE, áreas de instabilidade que chegaram do interior provocam a chuva de forte intensidade.

Ponto de alagamento na Avenida Marquês de São Vicente, na Zona Oeste
Foto: Leonardo Soares/Agência Estado

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Instalação de 170 paraciclos na região da Subprefeitura da Lapa facilita a vida dos ciclistas

Quem decidir transitar sobre duas rodas pela região da Subprefeitura Lapa já tem onde deixar sua bicicleta. Até o dia 04/01/2011, a Subprefeitura instalou um total de 170 paraciclos em diferentes regiões sob sua jurisdição.


Confira os locais onde é possível deixar sua bike:


- 4 na Subprefeitura Lapa (Rua Guaicurus, 1000)
- 9 no Clube Pelezão
- 3 no Tendal da Lapa
- 10 no Mercado Municipal da Lapa
- 10 no Parque da Água Branca
- 3 no calçadão em frente à Praça dos Inconfidentes
- 5 na Praça General Porto Carreiro
- 3 na Biblioteca Cecília Meireles
- 5 no CDC Mauro Bezerra Pinheiro
- 4 no CDC Jaguaré (antigo Minibalneário Esperidião Rosa)
- 3 na Prala Aureliano Leite (entre as ruas Virgilio Wey e Cenno Sbrighi)
- 4 no CET (Av. Marquês de São Vicente, 2154)
- 3 na Praça Marechal Carlos M. Bittencourt (Rua Renata Crespi x Rua Antônio Nagib Ibrahin)
- 10 na Praça Nicola Festa (ao lado do CAPS-ADULTO e URS-IDOSO - Rua Jeroaquara entre R. Roma e R. Faustolo)
- 4 na Fundação Padre Anchieta (TV CULTURA - em frente ao portão principal)
- 3 na Praça Paschoal Martins
- 5 na Rua Doze de Outubro com a John Harisson e na John Harisson com a Cincinato Pomponet (em frente ao Magazine Luíza)
- 2 na Av. Ermano Marcheti, 874 (ao lado da banca de jornais e do Ponto de Táxi)
- 2 na Faculdade Rio Branco (em frente ao portão principal - canteiro central da Av. José Maria de Farias)
- 5 no CDM - Bento Bicudo
- 12 no Museu do Futebol - Estádio do Pacaembú
- 2 no AMA Boracea
- 3 no Teatro Cacilda Becker
- 7 no Parque Leopoldina-Villas Bôas
- 10 no Parque Vila dos Remédios
- 2 na Praça Cipriano de Moraes
- 3 na Praça Cornélia
- 12 no Parque Zilda Natel
- 4 na Praça Senador José Roberto Penteado
- 4 na Praça Irmãos Karmann
- 3 no canteiro florido (Rua Mutuparana x Av. Pompeia)
- 5 Praça Amadeu Decome
- 4 na Av. José Maria de Faria, 487 - CIUO SP/LAPA
- 2 na Av. Sumaré com a R. João Ramalho


Fonte: Subprefeitura da Lapa

domingo, 2 de janeiro de 2011

Kassab: 48 meses para cumprir 21 metas difíceis

Dos 50 compromissos mais relevantes, prefeito no meio do mandato cumpriu cinco


Edison Veiga e Rodrigo Burgarelli - O Estado de S.Paulo


Dois anos já se passaram desde que Gilberto Kassab (DEM) assumiu o cargo de prefeito de São Paulo pela segunda vez. Muita coisa foi decidida no gabinete do 6.º andar do Edifício Matarazzo nesse período - e a maioria dessas decisões diz respeito a promessas feitas por ele durante a campanha ou o mandato.
Para acompanhar o andamento desses projetos, o Estado selecionou as 50 promessas de Kassab referentes a obras estruturais e ações de maior vulto que constam nos registros do jornal e na Agenda 2012, o plano de metas lançado no início de sua gestão. Foram selecionados projetos em diferentes áreas, divididos de acordo com seu andamento nessa primeira metade de mandato.
Para medir o ritmo de execução, foram levados em consideração todos os passos que eles devem percorrer até saírem do papel - desde os estudos básicos, a elaboração do projeto executivo, a licitação das obras e até a aprovação da Câmara Municipal, que é necessária em alguns casos.
O resultado você pode ver no quadro ao lado - apenas cinco promessas já foram totalmente cumpridas, mas 24 estão bem encaminhadas e com boas chances de sair até 2012. As outras 21, no entanto, vão merecer atenção especial da administração municipal para que não fiquem só na promessa.
Entre elas, estão as duas promessas cujas obras nem chegaram a ser iniciadas. É o caso da construção de três hospitais - em novembro, Kassab lançou uma Parceria Público-Privada (PPP) de R$ 6 bilhões para que a iniciativa privada (que normalmente é mais ágil) seja responsável pelas obras, mas até agora nenhum tijolo foi assentado.
Os trabalhos também não foram iniciados nas obras antienchente na Avenida Pompeia, zona oeste, e no Anhangabaú, região central, pontos que costumam alagar em períodos de chuvas fortes.
A área dos transportes também precisa de atenção especial. Há grandes obras viárias andando em ritmo de congestionamento, como o prolongamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul. Mas a maior preocupação é no transporte por ônibus - dos R$ 133 milhões previstos para serem investidos neste ano em corredores e terminais de ônibus, apenas R$ 4,1 milhões (ou seja, 0,03% do total) foram de fato contratados.
Outra preocupação são as ciclovias e ciclofaixas - dos 100 quilômetros prometidos, apenas 3 km foram inaugurados até agora.
Crianças. Mas talvez a promessa mais difícil de ser cumprida por Kassab é acabar com o déficit de vagas em creches. Apesar de ter ampliado o número de crianças matriculadas de 109 mil para 130 mil entre dezembro de 2008 - um mês antes de começar este mandato - e setembro deste ano, o déficit mais que dobrou no período: passou de 57 mil para 125 mil. A estratégia do prefeito é vender um quarteirão inteiro pertencente ao município no Itaim-Bibi, zona sul, para grandes construtoras em troca de cerca de 200 creches. A licitação, no entanto, só vai ser lançada no ano que vem e sofre resistência de moradores do entorno.
As mudanças urbanísticas anunciadas pelo prefeito em áreas degradadas também devem ser difíceis de ver fora do papel ainda neste mandato. Com exceção da demolição dos Edifícios São Vito e Mercúrio e da reforma da Praça Roosevelt - obras já iniciadas -, os projetos para atrair investimentos para a orla ferroviária, revitalizar a região da Luz, demolir o Elevado Costa e Silva (Minhocão) e enterrar os trilhos entre a Barra Funda e a Luz só estão programados para começar a longo prazo.
Isso porque as etapas do processo são longas: cada um dos projetos precisa ser finalizado, discutido com a sociedade, apresentado à Câmara, aprovado, e, finalmente, licitado. O próprio Kassab já afirmou que as obras da Nova Luz só devem começar, "na melhor as hipóteses", no segundo semestre de 2011. 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Falta de educação e cidadania transforma a represa Billings em verdadeiro lixão


A expedição do flutuador, que começou no dia 16 de novembro, irá medir a concentração de oxigênio na água nos quatro principais reservatórios de São Paulo - Billings, Paiva Castro (Cantareira), Taiaçubepa (Ato Tietê) e Guarapiranga.

sábado, 13 de novembro de 2010

IPTU progressivo poderá desapropriar imóvel vazio


A partir de 2011 Prefeitura vai começar a notificar proprietários e primeira punição é aumento do imposto


JOÃO CARLOS MOREIRA
A Prefeitura de São Paulo poderá começar a notificar a partir de janeiro os donos de imóveis vazios ou subutilizados para que apresentem um projeto de ocupação do bem. O prefeito Gilberto Kassab divulgou, nesta sexta-feira (12), o decreto fixando as regras de aplicação da lei que cria o aumento progressivo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para os imóveis ociosos, abrindo caminho para a notificação dos proprietários, que, no último caso, podem até perder o bem.
A aplicação do IPTU progressivo foi aprovado em junho pela Câmara Municipal. O objetivo é evitar a especulação imobiliária em regiões específicas da cidade e também estimular a ocupação de prédios e terrenos para a moradia, ajudando a reduzir o déficit habitacional.
A medida valerá inicialmente para imóveis residenciais ou não das zonas especiais de interesse social (Zeis) 2 e 3 e no entorno da Operação Urbana Centro. Essas áreas abrangem localidades como Sé, Mooca, Brás, Cambuci e Santa Cecília, entre outros bairros. "São áreas que têm toda a infraestrutura urbana, mas com muitos imóveis sem uso. O IPTU progressivo poderá alcançar os imóveis subutilizados de outras regiões da cidade", disse o vereador José Police Neto (PSDB), líder do governo na Câmara e autor do projeto.
Pela lei aprovada e agora em vigor, a propriedade vazia ou subutilizada com mais de 250 metros quadrados terá a alíquota do IPTU ? que varia de 0,8% a 1,6% do valor venal do imóvel ? dobrada a cada ano, até o limite de 15%. Após cinco anos de aumentos sucessivos do tributo, o imóvel que continuar sem uso poderá ser desapropriado, e o dono será indenizado com títulos da Prefeitura.
Cadastro /Para evitar progressão do imposto, proprietário do imóvel terá um ano para mostrar projeto de ocupação ou reforma, contado a partir da data da notificação. Antes de começar a distribuir as notificações, a Prefeitura deve preparar um cadastro dos imóveis localizados na regiões alcançadas pela lei e ainda vai treinar e orientar as equipes que atenderão os proprietários.
"Vamos cumprir todas as etapas legais, notificando pessoalmente os donos dos imóveis sempre que possível. É uma maneira de evitar contestações judiciais", disse Neto.
A expectativa da Prefeitura é que a nova lei do IPTU progressivo leve mais donos de imóveis a dar destinação ao bem, aumentando a oferta de moradia nas regiões atingidas. "Entendemos que, com a lei se estendendo a outras regiões, teremos aumento constante de imóveis na cidade, que sofre com o déficit habitacional", disse o vereador José Police Neto, líder do governo.
Quando da sanção da lei pelo prefeito Gilberto Kassab, em julho, especialistas também se mostraram otimistas. O arquiteto e urbanista Eduardo Della Manna, diretor do Sindicato das Imobiliárias de São Paulo (Secovi), afirmou que a medida deve trazer para o mercado uma série de terrenos e imóveis hoje desocupados, o que pode influenciar o valor de locações. Outros também elogiaram a medida, mas defenderam a aplicação da lei a outras regiões da cidade.

domingo, 7 de novembro de 2010

Vandalismo faz Prefeitura de SP trocar cerca de 20 lixeiras por dia


A Prefeitura de São Paulo diz que troca cerca de 20 lixeiras todos os dias e gasta R$ 340 mil ao ano com troca de peças furtadas ou depredadas. Nesta semana, reportagens do G1 e do SPTV mostraram como é difícil encontrar uma lixeira inteira, em bom estado, nos quatro cantos da capital paulista. Com a participação dos internautas, o mapa das lixeiras quebradas aumentou - e a reportagem voltou às ruas para conferir onde estão os problemas indicados.


Leia a matéria completa no Portal G1/SP

sábado, 30 de outubro de 2010

‘SP não está preparada’, diz vereador presidente da CPI das enchentes


Entrevistamos nessa quinta-feira, 29, em seu gabinete, o vereador Adilson Amadeu (PDT),
que preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta na Câmara dos Vereadores
em fevereiro para apurar as responsabilidades pelos danos causados pelas cheias ocorridas
no começo do ano.
Entre dezembro de 2009 e março de 2010, 18 pessoas morreram em São Paulo em decorrência dessas enchentes. No total, 78 vítimas foram contabilizadas em todo o Estado.
A CPI deve ser encerrada em dezembro, mas o vereador afirmou na entrevista que o prazo pode ser prorrogado. “Estamos estudando com os outros vereadores estender os trabalhos por mais seis meses”, disse Amadeu.
O grupo conta com oito vereadores de diferentes partidos. Secretários, subprefeitos, funcionários de empresas que prestam serviços à prefeitura e o pessoal envolvido nos pregões e licitações de serviços têm sido ouvidos. “Essa CPI é muito importante e estamos fazendo de uma maneira transparente, trazendo informação. Estamos indo na raça”, contou o vereador, que foi bastante crítico com a administração da cidade. “No início dos trabalhos, solicitei o auxílio de um técnico em engenharia para colaborar, mas até hoje não ofereceram ninguém”, reclama.
SP das Enchentes: Como surgiu a ideia para a CPI?
Amadeu: Na época, comentei com colegas: Não adianta jet-ski nem lancha para contornar as enchentes, o que adianta é estrutura. O crescimento da cidade é brutal, todo dia saem novas edificações, mas os rios continuam os mesmos, e as galerias não são limpas. Então qualquer chuvinha causa alagamentos. Além disso, começamos a receber muitas reclamações da população.
SP das Enchentes: Houve resistência de outros vereadores para instalar o grupo?
Amadeu: Não tivemos resistência para montar, apenas a preocupação de que a CPI seria complicada e que mexeria com pessoas que sempre tiveram uma “condição” dentro do governo. Quero saber quem são essas pessoas, que dão retaguarda para todas as empresas que prestam serviço.
SP das Enchentes: Vocês têm vistoriado os trabalhos das empresas contratadas?
Amadeu: Fui ao vivo e a cores ver o trabalho de limpeza de bocas-de-lobo, bueiros, galerias. Constatamos que uma empresa presta esses serviços à Prefeitura há mais de 20 anos. São sempre os mesmos que ganham os pregões de obras. Uma dessas empresas faz trabalhos para 26 Subprefeituras. O serviço que elas fazem há anos continua do mesmo jeito. Se deram uma melhorada, foi graças à CPI. As empresas são boas para ganhar dinheiro, porém a manutenção deixa muito a desejar.
SP das Enchentes: O que a CPI conseguiu levantar até agora?
Amadeu: Quando você acompanha tudo o que foi falado aqui, por subprefeitos e coordenadores de subprefeituras, você percebe que os dados não batem. Eles afirmam que limpam 120 bocas de lobo por dia quando, no máximo, podem limpar 40. Até dá pra chegar nos 120, se você só levantar a tampa do bueiro, olhar e não limpar. Isso não tem nenhum controle.
SP das Enchentes: Em setembro, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou ao Estado que este ano a cidade está mais bem preparada para as enchentes. O senhor concorda?
Amadeu: Discordo totalmente. A cidade não está preparada. Nada mudou. Os córregos e as galerias são os mesmos e não foram limpos. Os 400 mil bueiros de São Paulo necessitam de, no mínimo, quatro limpezas por ano. Em 2010, não serão limpos nem duas vezes. Eles (Prefeitura) acham que a cidade está bem, que se chover não vai encher. Mas nos últimos dias nós já tivemos mortes ligadas às enchentes.
Eduardo Roberto - ESTADÃO.COM.BR/BLOGS

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Kassab prorroga contrato de varrição por 1 ano

Em janeiro, ao admitir falhas no serviço durante as chuvas, Prefeitura havia anunciado licitação para implementar modelo mais fácil de fiscalizar

Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo
Após as primeiras mortes da estação chuvosa 2010-2011, e a 55 dias do início do verão, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) prorrogou contratos de varrição e transferiu verbas de obras, hospitais e GCM para ações antienchente.
Ao contrário do que havia prometido, a gestão não vai concluir neste ano a escolha das novas concessionárias dos serviços de varrição. Em portaria publicada ontem no Diário Oficial da Cidade, a Prefeitura prorrogou por mais 12 meses o contrato com as cinco empresas responsáveis pela limpeza das ruas desde 2006 - Qualix, Unileste, Delta, Construfert e Paulitec vão receber no próximo ano R$ 437 milhões.
São as mesmas cinco empresas cujas falhas nos serviços foram apontadas pela Prefeitura em janeiro como agravantes das enchentes que atingiram a cidade entre dezembro e março e deixaram 18 mortos. Como o contrato expira em 2011, o aditamento é legal e previsto em lei. Mas, no dia 14 de janeiro, representantes da Secretaria de Serviços anunciaram, em meio aos fortes temporais, que não haveria mais aditamentos e uma licitação para escolher novas empresas seria lançada em abril. As novas contratadas deveriam começar os trabalhos em novembro.
Coleta de entulho. No modelo que entraria em vigor, as empresas de varrição também assumiriam a limpeza dos bueiros e a coleta de entulho. Então secretário de Serviços e de Transportes e homem forte do governo, o promotor Alexandre de Moraes admitiu à época que tinha dificuldades para fiscalizar um serviço que era falho. Ele chegou a acusar varredores de jogarem lixo nos bueiros. "Agora, com o novo contrato, quanto mais cuidados eles tiveram com a varrição, menos trabalho vão ter para limpar bocas de lobo", declarou Moraes em janeiro. O secretário deixou o governo em abril e não se falou mais nos novos contratos da varrição.
Na nova concessão, as empresas também fariam a varrição de ruas comerciais e de calçadas com grande circulação de pedestres - a limpeza é responsabilidade dos donos de imóveis. Hoje as empresas recolhem 300 toneladas de resíduos por mês - enviados para um aterro pago pela Prefeitura. O governo informou que a revisão do modelo de varrição está em estudo, mas não deu prazo para abertura de concorrência. A reportagem apurou, porém, que o governo resolveu fazer o aditamento com receio de não concluir a licitação e a escolha de novas empresas antes do início das chuvas de verão. A decisão de aditar os atuais contratos partiu do próprio Kassab na terça-feira, um dia após o temporal que causou duas mortes.
Transferência. O prefeito também reforçou ontem o caixa para obras antienchentes em R$ 47,45 milhões. Dois decretos publicados no Diário Oficial transferiram recursos de setores como o pagamento de precatórios (R$ 40 milhões), construção de pontes (R$ 1,15 milhão), da Guarda Civil Metropolitana (R$ 255 mil) e da manutenção dos hospitais municipais (R$ 2,92 milhões) para obras de combate às enchentes (R$ 25,5 milhões) e para o Programa de Recuperação dos Mananciais (R$ 21,9 milhões). A verba será utilizada para ampliar as remoções em áreas de risco e para canalização de córregos.

PARA ENTENDER
Até 2005, os acertos eram emergenciais
Até 2005, o governo assinava contratos emergenciais. A licitação ocorreu só em 2006, após o Ministério Público Estadual ameaçar processar o prefeito por improbidade administrativa em caso de novo emergencial. Segundo o governo, as áreas de abrangência das empresas foi ampliada após a concorrência. Mas as falhas no serviço continuaram sendo apontadas por vereadores da Comissão de Finanças da Câmara Municipal e na CPI das Enchentes. Segundo denúncia do vereador Adilson Amadeu (PTB), são as próprias empresas de varrição que fiscalizam o serviço. 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Metade das subprefeituras de SP está na mão de coronéis aposentados da PM

Bruno Paes Manso, Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo
Para tentar diminuir a sensação de desordem na cidade e melhorar a eficiência dos serviços de zeladoria, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) já passou metade das chefias de subprefeituras de São Paulo para as mãos de oficiais da reserva da Polícia Militar. Por enquanto, 14 dos 31 subprefeitos são coronéis aposentados e outros dois devem ser indicados para Guaianases e Vila Prudente, na zona leste.
Outros 17 oficiais são chefes de gabinete, braço direito dos subprefeitos, e 24 trabalham em posições de segundo escalão, como coordenadorias de planejamento e desenvolvimento urbano ou de projetos e obras. Ao todo, 54 oficiais aposentados trabalham nas subprefeituras. Contando as vagas em outras secretarias da administração municipal, os policiais já chegam a 78. Já há mais oficiais da reserva trabalhando na administração municipal que coronéis na ativa - são 61 atualmente na Polícia Militar em todo o Estado.
A estratégia de usar a mão de obra da PM na Prefeitura, que teve início em julho de 2008 com a indicação do coronel Rubens Casado para a Subprefeitura da Mooca, se disseminou rapidamente. Em um ano, o total de oficiais da reserva exercendo cargo de subprefeito se multiplicou por cinco e dobrou o número de policiais na máquina municipal. "São pessoas com excelente formação e com ampla vivência na gestão de grandes estruturas, que acabam se aposentando no auge da capacidade profissional", defende o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo. "A parceria entre a Polícia Militar e a Prefeitura nunca esteve tão estreita."
O uso dessa mão de obra ocorre paralelamente à mudança de papel das subprefeituras, idealizada pela atual gestão. Durante a administração de Marta Suplicy (PT), as subprefeituras tiveram a missão de descentralizar a gestão de áreas importantes, como Saúde, Educação e Obras. O prefeito José Serra (PSDB) diminuiu os encargos dos subprefeitos, que passaram a atuar em tarefas cotidianas, como pequenas obras, administração de centros esportivos, fiscalização de ambulantes, limpeza e recapeamento.
Kassab voltou a centralizar a administração municipal, diminuindo o orçamento e as tarefas dos subprefeitos. Cabe às subprefeituras atualmente cumprir com a tarefa da zeladoria, cuidando de serviços como tapa-buraco e cortes de vegetação.
A nova condição tem motivado reclamações de moradores e associações que anteriormente tinham trânsito mais fácil nesses postos regionalizados. Muitos reclamam das dificuldades em ser recebidos e da falta de jogo de cintura dos coronéis para lidar com impasses políticos ou para solucionar problemas que teoricamente não estão na sua alçada. "Você sabe que sou apenas um zelador", é uma das frases mais ouvidas. 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Por onde andam nossos vereadores?


Nesta terça-feira (19/10) por volta das 15,10 horas, iniciaram-se os trabalhos na Câmara Municipal de São Paulo (CMSP) com apenas 23 vereadores presentes conforme mostrava o painel. 

Pelo menos na abertura da sessão ordinária o vereador Netinho de Paula (PCdoB) não havia marcado sua presença no painel, o que aconteceu quando da verificação de presença para continuidade dos trabalhos.

Até que me encheu de esperanças quando no início da sessão o vereador Gilberto Natallini (PSDB) fez uma homenagem ao dia dos médicos, merecida diga se de passagem, com críticas ao valor das consultas repassadas pelos planos de saúde e a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) pela falta de controle sobre o setor.

Por volta das 15,30 horas a coisa já começava a desandar, parlamentares do PT e PSDB começaram a trocar farpas sobre a campanha eleitoral e assim continuou entre um aparte e outro, ofensas e muitos berros, até parecia a "casa da mãe Joana".

Incrível o controle existente na TV Câmara que por motivos óbvios é claro nunca mostra o plenário e a galeria, fica sempre focada na mesa da presidência, alheia ao que acontece ao redor. De nada tem adiantado as cobranças que Cláudio Vieira e eu temos feito via Twitter (@TVCamarasp abandonado desde 14 de junho).

Por volta das 16,25 horas, o vereador Cláudio Fonseca (PPS) como de hábito pediu contagem dos vereadores em plenário e mais uma vez a sessão foi encerrada por falta de quórum. Pasmem estavam presentes 15 vereadores, uma vergonha!


Depois de tantas tragédias ocorridas no final de 2009 e início deste ano, não existe qualquer discussão na CMSP sobre os problemas relativos a cidade, principalmente quanto as enchentes que tanto tem maltratado o cidadão paulistano.

Díficil acreditar que aconteça algum debate de interesse da cidade neste restante de ano, pois estamos próximos ao recesso de final de ano, muitos projetos aguardando discussão continuarão criando poeira nas gavetas da CMSP.

E assim nosso rico dinheirinho continua indo pelos ralos... 

Até quando? Nem Deus sabe!!!

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