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segunda-feira, 4 de junho de 2012

O que você pediria ao próximo prefeito?

Por Milton Jung


Muito rica de propostas, a edição da revista Época São Paulo chegou às bancas neste fim de semana com o perfil de 13 dos possíveis candidatos à prefeitura da capital e 50 sugestões para quem pretende governar esta cidade com cerca de 11,2 milhões de moradores e R$ 38,7 bilhões no Orçamento. Além disso, é possível identificar as prioridades de parcela da população a partir do resultado de pesquisa encomendada ao instituto Conectaí (braço on-line do Ibope) que contou com a participação de 254 entrevistados.

Na opinião dos paulistanos, a maior encrenca a ser resolvida pelo prefeito eleito é o transporte (40,4% indicaram este tema como o principal), o que não chega a surpreender depois que assistimos a greves em metrô e trem, há duas semanas, e congestionamento que quase bateu na casa dos 300 quilômetros, como na sexta-feira. Não tenho o detalhamento da pesquisa, mas penso que esta demanda está mais próxima da classe média e de quem ainda consegue resolver as questões de educação e saúde por conta própria. Digo isso, porque partidos políticos, em estudos de opinião pública, têm encontrado a área de saúde como a mais crítica – da mesma forma que o Ibope levantou em pesquisa encomendada pela Rede Nossa São Paulo, no início do ano. Na revista, após transporte, apareceram educação (18,4%) e saúde (14,2%).

Para personalidades e leitores, a revista fez a seguinte pergunta: “se você pudesse ter um encontro de 5 minutos com o próximo prefeito, o que pediria a ele?”. Falou-se de pedágio urbano, corredor de ônibus nas marginais, calçadas mais largas, fim do Minhocão, transformação de cemitério em área de lazer, menos cargos de confiança, mais e melhores bibliotecas, entre tantas outras ideias. Vou destacar duas que me chamaram atenção e deixo as demais para você ler na banca.

A primeira, proposta por Maria Alice Setubal, do Instituto Democracia e Sustentabilidade, que prega a extensão da jornada diária do ensino fundamental para sete horas em todas as escolas municipais. Apenas os alunos de 45 CEUs – Centros Educacionais Unificados têm esta oportunidades, em 94% das demais unidades da rede, a jornada é de cinco horas, e 6% submetem parte de seus alunos ao turno da fome, os obrigado a estudar das 11 da manhã às três da tarde. “Numa cidade voltada à educação, as escolas devem estar abertas aos estudantes pelo maior tempo possível”, disse Maria Alice à revista. Candidato que se preze tem de assumir já este compromisso e dar uma solução antes do primeiro ano de gestão.

A segunda ideia que gostei é do psicanalista Antonio Lancetti que propõe a criação de sala de uso seguro para dependentes de crack. Fiquei feliz em ler esta sugestão pois vai ao encontro do que escrevi recentemente na coluna Adote São Paulo que assino na Época São Paulo (leia aqui). Diz Lancetti que “para a iniciativa dar certo, as salas precisam funcionar 24 horas por dia e estar vinculadas a consultórios de rua e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)”. Importante alerta para quem acreditou que a Policia Militar resolveria o problema que assistimos na Cracolândia, região central. Aliás, não sei se você teve oportunidade de ler reportagem no Estadão de domingo que antecipou resultado de estudo encomendado pela Secretaria de Assistência Social no qual 72% dos moradores de rua disseram que a operação policial não mudou em nada a vida deles, enquanto 17% que piorou. O que apenas comprova que as soluções para o crack não são fáceis nem simplistas, assim como não o são para a mobilidade urbana, para o ensino, para a saúde, para a cidade toda. Por isso, senhores candidatos, muita inteligência e criatividade serão necessárias.

N.B: Na edição de junho da Época São Paulo aproveitei para escrever sobre como escolher um vereador na próxima eleição. Mas sobre isso, falo com você mais para o fim da semana. Se tiver uma chance, compre a revista, leia e comente.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Prefeitura de SP quer corredor de ônibus na Radial e limite de velocidade maior

Plano de Ações de Transportes para 2011 terá um investimento total de R$ 409 milhões; outros sete corredores serão readequados e velocidade poderá ser aumentada em 15%


Marília Lopes - Central de Notícias

A prefeitura de São Paulo anunciou nesta segunda-feira, 10, o Plano de Ações de Transportes para 2011. Um dos destaques do programa é a construção de um corredor de ônibus na Radial Leste, que ligará a zona leste ao centro.
Hélvio Romero/AE - 28/10/2010
Hélvio Romero/AE - 28/10/2010
Outra meta para este ano é ampliar a utilização de combustível renovável
Cerca de R$ 60 milhões serão investidos na construção de corredores este ano. Além disso, sete corredores serão readequados. Entre as mudanças está o aumento do limite de velocidade dos ônibus. Segundo o secretário de Transportes, Marcelo Branco, a meta é ampliar a velocidade dos ônibus em 15%, o que equivaleria a inclusão de 2.250 ônibus na frota e reduziria o tempo médio de viagem dos usuários.
De acordo com Branco, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) receberá investimentos para que possa melhorar o monitoramento do trânsito na capital. Uma meta para 2011 é ampliar a utilização de combustível renovável pela frota do transporte público.
Outro objetivo para este ano é reduzir em 10% o índice de mortes e acidentes no trânsito. Para isso, a Secretaria de Transportes irá implantar faixas de travessia - a maior parte das vítimas do trânsito na cidade é de pedestres.
Investimento. O Plano de Ações terá um investimento total de R$ 409 milhões. Cerca de R$ 263 milhões devem ser investidos em mobilidade urbana, R$ 89 milhões em mudanças e uso racional de matrizes energéticas e R$ 59 milhões na redução de acidentes e de mortes no trânsito.
Segundo o prefeito Gilberto Kassab, grande parte do Plano de Ações só será possível devido ao aumento no preço do ônibus, que era de R$ 2,70 e foi para R$ 3. Com o reajuste, o prefeito afirmou que foi possível reduzir os subsídios de R$ 743 milhões para aproximadamente R$ 520 milhões e remanejar a verba para que a Secretaria de Transportes pudesse implantar o Plano de Ações.

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