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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Lei Cidade Limpa corre risco em São Paulo

Por Milton Jung

A Lei Cidade Limpa, aprovada em 2007, inovou e transformou a paisagem de São Paulo ao retirar os anúncios de rua e padronizar a fachada das lojas. Contra todos os interesses econômicos de fortes grupos que exploravam esta modalidade de publicidade e do próprio comércio, que temia prejuízos financeiros, a prefeitura convenceu os vereadores a aprovarem a legislação que combate a poluição visual. Apesar da melhoria da paisagem e do destaque internacional que a medida trouxe à Capital, a todo momomento surgem tentativas de afrouxar a lei. Na Câmara Municipal, calcula-se, existem 14 projetos que alteram pontualmente a Cidade Limpa e podem ser um retrocesso a ação audaciosa adotada por São Paulo.

A Câmara aprovou, recentemente, em primeira votação ,dois projetos de lei que liberam publicidade em casos onde hoje está proibida. Um deles permite que os nomes, logotipos e logomarcas de instituições religiosas e de saúde não sejam considerados anúncios – ou seja, aquela igreja perto da sua casa, logo vai ganhar um luminoso resplandecente para chamar a atenção dos clientes, desculpe-me, dos fiéis. Outro projeto possibilita a instalação de propaganda em ônibus e táxis, retomando a ideia dos outdoors ambulantes que tínhamos em meio ao trânsito paulistano. No início do ano, a prefeitura afrouxou as normas para anúncios de museus e teatros com fachada menor do que 12 metros.

Perceba que não incluo nessa lista de recuo da Lei Cidade Limpa os anúncios em abrigos de ônibus e relógio de rua, pois a publicidade no mobiliário urbano já fazia parte da legislação original, apesar de muitas pessoas terem se surpreendido quando viram as placas luminosas sendo instaladas nas calçadas, canteiros e praças. Uma das ideias ao se retirar os outdoors era valorizar estes espaços públicos, controlados pela administração municipal, e reverter o investimento para a cidade, sem prejuízo a paisagem urbana. Isto é facilmente perceptível nos pontos de ônibus que ganharam outra cara e bem menos nos relógios que, por mais que tenham tido cuidado com seu desenho, ainda me parecem intrusos na cidade. Sem contar que as informações – hora, temperatura e condição do ar – têm pouca importância diante do que os telefones celulares já nos oferecem em qualquer lugar que estivermos.

Historicamente sabemos que para acabar com uma lei basta começar a criar exceções. Em pouco tempo seu objetivo estará desvirtuado e ninguém mais saberá ao certo o que está valendo, com prejuízo à fiscalização feita pelos próprios cidadãos. Por isso, é preciso estar atento ao que os vereadores paulistanos pretendem fazer, acompanhar de perto as discussões no parlamento e interferir neste debate com a presença nas audiências públicas, encontros das comissões e votações em plenário. Pode-se ainda pressionar o parlamentar por e-mail, no Twitter e no Facebook, pois todos eles, com as exceções de praxe, estão atentos ao que os eleitores dizem nas redes sociais. O vereador Nabil Bonduki, do PT, convenceu a Comissão de Política Urbana a reunir os 14 projetos que mudam a Lei Cidade Limpa para que sejam analisados em conjunto e se tenha ideia do impacto que estas mudanças possam ter na paisagem da cidade.

O prefeito Fernando Haddad, em entrevista a jornalista Fabíola Cidral, da rádio CBN, nesse sábado, disse que não simpatiza com as mudanças propostas pelos vereadores na Câmara. A opinião dele, se mantida, é importante, a medida que o prefeito tem o poder de veto às leis municipais, como fez, por exemplo, ao proibir publicidade nas bancas de jornal. Para garantir o sucesso da Lei Cidade Limpa e o combate a poluição visual na Capital, insisto, será preciso atenção redobrada do cidadão paulistano.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Para boi dormir!!!

O presidente da Câmara, José Américo, para justificar fechar as reuniões da Mesa Diretora ao público, acabando com a transparência delas, no dia mesmo em que fechou a primeira, declarou que queria ter liberdade para chamar atenção de seus funcionários, sem constrangê-los perante uma plateia. 

Depois, talvez achando que a desculpa não “pegou”, resolveu usar como justificativa o sigilo que as licitações impõem.  Disse inclusive que antigos presidentes tinham atitude hipócrita ao permitir a entrada da imprensa e dos membros da sociedade que compareciam às reuniões.

Tanto uma como a outra são razões inaceitáveis. Quanto à primeira, bastaria que tivesse cuidado com suas palavras ao se dirigir aos seus funcionários. Não estamos falando aqui de funcionários quaisquer, somente o alto escalão da Casa participa daquelas reuniões, alguns deles doutores e de muita competência.

A segunda também não procede. As licitações são feitas na Câmara pela Comissão de Julgamento de Licitações (CJL). Ela as prepara, em qualquer modalidade, e pede autorização à Mesa para dar-lhes prosseguimento.  Recebida esta autorização, a CJL finaliza a preparação e lança um edital. Só então aparecem as propostas, que a Comissão recebe fechadas dos concorrentes. No dia marcado para a abertura destas propostas, a Comissão as abre em sessões públicas, terminando aí qualquer sigilo. As licitações são então adjudicadas, isto é, o vencedor e os preços de todos já são conhecidos. A CJL pede então à Mesa que as homologue (ou não) a licitação. Para isso não há sigilo. Quem faz todo o trabalho é a Comissão, que o faz de portas abertas.

Então, senhor presidente, procure outra razão para eliminar a transparência das reuniões da Mesa, porque estas só são boas para boi dormir!!!

Sonia Barboza
Coordenadora dos voluntários na CMSP
Movimento Voto Consciente

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Barrados no Baile!!!

Por Sônia Barboza (20/02/2013)
Movimento Voto Consciente

Hoje foi dia...mais uma vez não nos foi permitida a entrada em uma reunião.

Estávamos na Câmara, tivemos a notícia (não constava da agenda) que haveria  às 14 horas uma reunião do Colégio de Líderes. Soubemos do local por uma assessora que encontramos nos corredores, e por acaso também se dirigia para a reunião.

Era no Plenário, mas como no Plenário uma reunião de poucos componentes?

Qual o local em que eles poderiam se encontrar sem que tivessem câmaras para transmitir?

Surpresa!!! Atrás da cadeira do presidente no Plenário!!!  Ninguém vai lá, só os vereadores. O mesmo local onde certa vez Antônio Carlos Rodrigues, então presidente , dissera que era do “cafezinho” que os vereadores faziam sinal com o dedo polegar para o funcionário marcar seu voto. Sim, foi neste mesmo local que combinaram encontro para a reunião dos líderes.

Inocentemente me dirigi ao local, já no segundo degrau fui barrada pelo segurança – senhora, não é permitido subir. Como não posso subir aqui? São ordens do presidente.

Certamente tive que obedecer. Mais tarde fiquei sabendo que não houve a reunião porque o Presidente não apareceu.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

ONGs criticam a defesa da anulação dos votos

Segundo Sônia Barboza, do Voto Consciente, eleitor decepcionado com a política deve participar de algum movimento ou discutir com entidades locais a escolha de um candidato que desperte confiança.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Debate aborda o desafio de decidir voto para vereador

RenattodSousa


Com mediação do jornalista Milton Jung, âncora da rádio CBN, e participação dos professores da Universidade de São Paulo José Álvaro Moisés (coordenador do Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas) e Marcelo Arno Nerling (do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP), o seminário "Como decidir seu voto para vereador" discutiu os desafios da sociedade no momento em que deve escolher um parlamentar para representá-la.

“Depois de anos de ditadura, entramos em um processo democrático que já leva anos, mas a questão principal é a qualidade desse processo. É importante empoderar o cidadão (levar a população a espaços privilegiados de decisões, de consciência social dos direitos sociais) e temos que cobrar isso dos vereadores”, defendeu Moisés, que aponta como um dos déficils da Câmara Municipal a falta de definição de uma política de difusão sobre como são feitos os orçamentos públicos.

O professor Marcelo Nerling explicou que o voto precisa ser qualificado, e para isso o eleitor precisa correr atrás da informação em sites, imprensa, conhecer pessoalmente o candidato e entender como a campanha dele está sendo financiada. “Poucos se propõem a governar com o povo.” Nerling disse durante o evento que sente falta de ver discutido dentro da Câmara o Plano Diretor da cidade.

O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Police Neto, que participou da mesa de debate, lembrou do processo de transparência de informações pelo qual passa o parlamento paulistano e disse que as Casas Legislativas, que em tese deveriam dialogar com a população, não conseguiram até hoje estabelecer uma relação de poder com aqueles que recebem o serviço público. ”Temos um problema de origem de investigação. Temos um executivo com sua capacidade de interpretar a sociedade muito maior que as casas legislativas, por exemplo.” Police disse que falta ao legislativo a figura do controlador externo, o responsável pela medição da qualidade do que é oferecido pelo poder público.

Milton Jung disse que a sua escolha particular de voto começa sempre por eliminação. “Antes de ser jornalista, sou cidadão, e começo tirando quem eu não gostaria que fosse eleito”. Para essa escolha, Jung sugere buscar informações, jamais votar por algo subjetivo e descobrir quem financia a campanha dessa pessoa. “Informação é fundamental e isso pode ser encontrado em sites, veículos de comunicação e cada vez mais na redes sociais”, diz. O debate foi transmitido pelo site da Câmara.

Confira entrevistas em vídeo:

Seminário - parte 01



Seminário - parte 02




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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Evento discute como tornar voto mais responsável

RenattodSousa
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A Câmara Municipal recebeu nesta quinta-feira (26) o seminário “A Responsabilidade do Voto”, promovido pelos movimentos Voto Consciente e Adote um Vereador. O encontro discutiu os desafios para tornar o processo eleitoral mais transparente e a escolha mais fácil para o eleitor.


Participaram do evento o presidente da Casa, José Police Neto (PSD), o historiador Marco Antonio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos, e o publicitário Luli Radfharer, professor da Universidade de São Paulo. A mediação ficou a cargo do jornalista Luiz Motta, da Rádio Eldorado. Também integraram a mesa Cláudio Vieira, integrante do movimento Adote um Vereador, e Sônia Barboza, diretora do movimento Voto Consciente.


Villa afirmou que o eleitor brasileiro ainda não dá o devido valor ao voto, e isso se reflete no alto índice de abstenções observado nas eleições. Ele atribui essa falta de engajamento, em grande parte, à falta de familiaridade da população com as instituições democráticas.


“Quando começou a consolidar um pouco a participação popular, a partir da década de 40, veio o Regime Militar”, disse o historiador. “Democracia plena, nós só tivemos a partir de 1988, um período de 25 anos, muito pequeno. Não é da noite para o dia que nós conseguiremos mudar.”


Já Radfharer acredita que as novas tecnologias podem tornar esse processo de mudança mais rápido, facilitando o processo de escolha do cidadão.


“A internet em si não resolve, ela é só uma rede. É preciso uma simplificação do acesso a esses dados, uma maior conversa entre essas bases de dados. Nós temos que tornar a informação fácil de coletar, fácil de armazenar, fácil de acessar”, afirmou o professor da USP.


Para Police Neto, mais informação à disposição não significa necessariamente uma escolha mais fácil. “Como descobrir uma fonte de informação na qual eu tenha plena confiança? Não existe uma fórmula. Nós temos que ser garimpeiros de informações”, comentou o parlamentar, que também elogiou o trabalho das organizações que idealizaram o evento.


“O que é fundamental para a escolha? Acesso à informação. E o trabalho que tem sido feito pelo Voto Consciente e pelo Adote um Vereador permite que você tenha um conjunto mais ou menos organizado dessa informação”, declarou.


Confira entrevista:





quinta-feira, 19 de abril de 2012

Movimento Voto Consciente e Adote um Vereador debatem a importância do voto na CMSP

Ericka Perestrelo


A Câmara Municipal de São Paulo será palco no dia 26 de abril, às 19h, do debate "Eleições 2012 – a responsabilidade do voto".

Promovido pelo Movimento Voto Consciente e Adote um Vereador, o evento contará com a participação do presidente da Câmara Municipal, vereador José Police Neto (PSD), e os professores Marco Antonio Villa, do Departamento de Ciências Sociais da Uuniversiade Federal de São Carlos (UFScar), e Luli Radfahrer, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.

A mediação do debate será feita pelo jornalista Milton Young, âncora do Jornal da CBN.

O evento será realizado no plenário Prestes Maia, no 1º andar da Câmara Municipal.
A participação é gratuita e aberta ao público.


sexta-feira, 16 de março de 2012

Vereadores, irritados, criticam fiscalização do Voto Consciente

Por Milton Jung


Vereadores no plenário da Câmara Municipal de São Paulo (foto: Arquivo da CMSP)


A proximidade do período de campanha eleitoral parece estar mexendo com os nervosos dos vereadores de São Paulo que, nessa semana, protestaram em plenário contra divulgação da lista de presença deles em audiências públicas. Um dos mais revoltados era Antônio Carlos Rodrigues (PR), ex-presidente da Casa, que não se contentou em usar o microfone em plenário para reclamar, agrediu verbalmente – e aos gritos – a coordenadora do Movimento Voto Consciente, Sonia Barboza, ao encontrá-la na sede da Câmara Municipal. O comportamento de ACR assustou as pessoas que estavam próximas, algumas temiam que algo pior pudesse acontecer tal o tom da reclamação do parlamentar. A dirigente, ao se sentir agredida, não deixou o vereador falar sozinho e exigiu que fosse tratada com respeito. Durante a sessão, ACR voltou a criticar o trabalho de fiscalização da ONG e pediu que a Mesa Diretora tomasse providências contra a entidade.

Além de ACR, os vereadores Aurélio Miguel (PR), Chico Macena (PT), Paulo Frange (PTB) e Tião Farias (PSDB) fizeram críticas, em plenário, à lista de presença nas audiências públicas, divulgada pelo Movimento Voto Consciente, com base em informações publicadas no site da Câmara Municipal de São Paulo. O vereador Adilson Amadeu (PTB) divulgou nota contestando declaração de Sonia Barbosa de que as audiências públicas são de mentirinha, apenas para cumprir o regulamento, no entanto, no próprio texto ele afirma que de oito reuniões nas quais deveria estar presente participou de apenas três: “Levando em consideração o peso dos temas e as características dessas audiências, não acredito que tenha deixado de atender aos anseios daqueles que represento”. Amadeu sugere que os veículos comunicação e o Movimento Voto Consciente façam campanha para promover as audiências públicas e aumentar a participação popular.

A irritação dos vereadores aumentou porque durante a quarta-feira, integrantes do CQC, programa da TV Bandeirantes comandado por Marcelo Tas, estiveram na Câmara e com a irreverência de sempre questionaram a ausência dos parlamentares nas audiências públicas, para reportagem que vai ao ar na próxima segunda-feira.

Algumas considerações finais: a agressividade de ACR não espanta, quando era presidente da Câmara expulsou integrantes do Voto Consciente da galeria do plenário por que a ONG protestava contra a falta de acesso a informações da Casa; retirar os dados do site será um desrespeito ao cidadão que tem o direito de saber o desempenho de cada um dos 55 parlamentares; promover as audiências públicas e aumentar a participação popular é obrigação da Câmara Municipal que tem, inclusive, verba para publicidade; o cidadão tem todo o direito de fiscalizar o trabalho do legislativo; e, por último, mas não menos importante, cara feia pra mim é fome – como dizia minha saudosa mãe.

Texto publicado, originalmente, no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

De cada 5 leis só uma tem impacto, na Alesp

Por Milton Jung


A produtividade e a independência da Assembleia Legislativa de São Paulo estão em baixa, é o que mostra relatório sobre o desempenho dos parlamentares no primeiro semestre deste ano, divulgado pelo Movimento Voto Consciente. Em quatro meses e meio, os deputados estaduais aprovaram  148 leis e destas 119 tratavam de assuntos de pouca relevância (como denominações e homenagens). Apenas 29 tinham alguma importância, sendo um desses projetos a Lei de Diretrizes Orçamentárias – que faz o primeiro rascunho do que será o Orçamento do Estado no próximo ano.
A avaliação do Voto Consciente também chama atenção para o baixo grau de deliberação e discussão no parlamento. Muitas decisões foram aceleradas de acordo com o interesse do Executivo através de ferramentas disponíveis como a apresentação de requerimento de urgência e a indicação de relator especial que substitui os debates nas comissões específicas. Apenas sete dos 28 projetos considerados de impacto receberam emendas dos deputados. O que chama atenção é que todos os 28 projetos foram aprovados por votação simbólica em vez de votação nominal – aquela em que o deputado declara seu voto.
Em outro ponto do relatório se identifica mais uma situação curiosa, quando a ONG avalia a concentração e dispersão dos custos e benefícios de cada lei. Em 13 dos projetos com impacto aprovados na Assembleia toda a sociedade paga os custos da lei e apenas uma parte específica dela se beneficia.
Está na hora da Assembleia Legislativa de São Paulo retomar seu papel e deixar de ser escritório de despacho do Governador do Estado.

Mílton Jung é jornalista, âncora do programa Jornal da CBN, idealizador da Rede Adote um Vereador e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

80% dos equipamentos não corresponde ao cadastro da Secretaria da Saúde


Dia 10 de agosto pp, o TCM fez apresentação do relatório sobre a fiscalização na função saúde, da Secretaria Municipal da Saúde.
Foi feito levantamento, por amostragem, dos diversos aparelhos de diagnóstico, por imagem e com excessão do RX.
A Secretaria Municipal da Saúde não tem a relação correta dos equipamentos , pois 80% dos pesquisados não correspondiam  ao cadastro.
Dos equipamentos estudados, 41% não receberam manutenção preventiva.
Foi levantado o tempo de espera que o paciente enfrenta , para ser atendido no exame solicitado.A média de espera é de 4,5 meses. A variação dos exames vai de 3 meses para ultrassonografia do aparelho urinário até 2,2 meses para ecocardiograma Doppler.
Há estudo por equipamento ,da produção dos exames realizados ,e a variação muito grande entre eles.Estudado também a média da demora dos exames por Coordenadoria de Saùde e por Unidade de Saúde ( AMA, Hospital e Organização Social que gerencia os exames)
Este levantamento mostra que, se o objetivo da Saúde Pública é a prevenção, de nada adianta o agendamento de exames com muita demora e que irão prolongar o período de diagnóstico precoce.
Este é um dos problemas que a Secretaria Municipal de Saúde precisa ter, visão urgente, sobre a municipalização da
saúde, e a importância da prevenção pois a curativa é a segunda etapa da atenção á saúde.

Edna dos Santos Freitas
Voluntária do Movimento Voto Consciente

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fiscalizar não é punir, ser fiscalizado é corrigir

Por Milton Jung


A avaliação do Voto Consciente sobre o trabalho dos vereadores na Câmara Municipal dominou as conversas do Adote um Vereador, na reunião mensal realizada nesse sábado, no Pátio do Colégio.
A presença de Sonia Barboza e colegas da ONG colaborou com a discussão. Aplausos para a atitude fiscalizatória se misturaram a pedidos de revisão de critérios de análise usados para identificar o desempenho dos parlamentares.
A experiência do Voto Consciente e a maneira responsável como atuam na Câmara são exemplos para nós. A avaliação, a partir de agora anual, transformou a pauta no parlamento municipal, revelando a importância deste trabalho.
Mesmo com todas as críticas que possam ter em relação aos critérios, o Voto faz com que os vereadores saiam da inércia, sejam sacudidos pela opinião pública. Não podemos jamais esquecer os muitos avanços que ocorreram graças a este trabalho: o aumento na participação das Comissões foi resultado desta fiscalização, por exemplo.
Do Adote surge apoio para ações na internet, seja na elaboração de um blog, no redesenho de um site, na edição de jornal eletrônico e, até mesmo, na colaboração para que vereadores se comuniquem melhor usando a rede. O trabalho colaborativo com outros cidadão, ONGs e a Câmara está no DNA do movimento. Não se constrói a rede Adote um Vereador sob a ótica da inimizade nem se enxerga os demais como adversários a serem enfrentados.
Nem mesmo os vereadores – por mais que alguns deles ainda vejam os movimentos sociais desta maneira. Fiscalizar não é punir, é alertar e cobrar. Ser fiscalizado, é ouvir e corrigir.
A mesa cheia e com presença de novos participantes também animou o encontro que se realiza sempre no segundo sábado do mês, em São Paulo. Antes do próximo encontro, porém, alguns integrantes do Adote estarão em Jundiai, onde será lançado o Concurso Cidadonos, sobre o qual falaremos mais esta semana.


Mílton Jung é jornalista, âncora do programa Jornal da CBN, idealizador do Adote um Vereador e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Na política, adoção e confusão é solução


Por Carlos Magno Gibrail
Plenario da CMSP as 16 horas
O Movimento Voto Consciente ao analisar o desempenho dos vereadores da cidade de São Paulo, traz à tona um problema e uma solução. As notas atribuídas aos quesitos analisados qualificaram o inqualificável desempenho da Câmara Municipal Paulistana. E, espetacularizaram o que precisava receber os holofotes dos meios de comunicação e da parcela engajada da população.
Considerando peso 4 à avaliação dos Projetos de Lei, peso 2 à presença nas votações nominais, peso 1 à freqüências nas comissões e peso 1 à coerência, a média de todos os vereadores foi de 5,35. José Police Neto com 7,5 foi o melhor, José Olimpio com 3,46 foi o pior.
Pelo critério universitário, a Câmara Municipal de São Paulo está reprovada, e apenas dois dos 53 vereadores estão aptos, Neto e Carlos Alberto Bezerra Jr.
O ruído que tal ação desencadeia é produtivo, e a solução para a melhoria política deverá passar por este caminho, cuja origem é a proposição do ADOTE UM VEREADOR, criada, conceituada e estimulada por Milton Jung.
A continuidade deste processo de adoção, seguido da avaliação anual, inevitavelmente aumentará o numero de eleitores atentos. Ao mesmo tempo em que vereadores que não se enquadrarem serão naturalmente expelidos. O exemplo, cujo sucesso, favorecido por atuar na menor unidade política que é o município, repercutirá em toda a federação pelo resultado favorável no maior e mais importante município da república.
Se a reforma política, em pauta no Congresso Nacional, não desperta esperança de mudanças, nem mesmo para corrigir notórias distorções, como a representatividade da população, pois 53 mil eleitores de Roraima valem 590 mil de São Paulo, a ADOÇÃO vai gerar confusão, mas trará a solução.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Vereador Netinho de Paula (PCdoB) se posiciona sobre sua avaliação pelo Voto Consciente

Hoje (01/04) por volta das 18,30 horas, o vereador Netinho de Paula (PCdoB) posicionou-se em seu perfil no Twitter e deixou um recado ao pessoal do Voto Consciente:
Hoje, tomei conhecimento da avaliação realizada e divulgada pelo @voto_consciente
Acho importante que existam cobranças nesse sentido a fim de contribuir para a melhoria de nossa atuação.
Apesar de respeitar a avaliação, eu não concordo com os critérios adotados. Na minha opinião, o Voto Consciente deveria revê-los!
Por exemplo, eu presidi, em 2009 e 2010, a Com. de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juv., onde obtivemos grandes êxitos.
Em nenhuma reunião, contamos com a presença de algum representante do Voto Consciente. 
Eles alegam que não avaliam as comissões extraordinárias por não terem caráter deliberativo.
Isso não está correto, pois crianças, adolescentes e jovens devem ser tratados como prioridade absoluta pela administração municipal!
Também existem outras comissões extraordinárias importantes: direitos humanos, meio ambiente, idoso e assistência social.
Quer dizer que nenhum desses assuntos é relevante a ponto de ser acompanhado e julgado?
Todas as atividades do legislativo devem ser integralmente acompanhados pela população, sem distinção!
A meu ver, não existe assunto mais ou menos relevante. Todos são convergentes e buscam uma cidade melhor e mais sustentável!
Como já disse, eu respeito a avaliação e farei o possível para melhorar a minha atuação, mas acho que os critérios não estão corretos!
Fica a minha sugestão ao pessoal do @voto_consciente!
Fonte: Perfil no Twitter do vereador 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Encontro mensal do Adote um Vereador


No último sábado (12/02), como acontece todo segundo sábado de cada mês, a turma do Adote um Vereador reuniu-se para um bate papo informal no restaurante do Pateo do Colégio.

Estiveram presentes Audey Danezi, Claudio Vieira, Everton Zanella, Massao Uehara, Milton Jung, Sérgio Mendes, Sonia Barboza e Danilo do Voto Consciente, Silvana Silva, o jornalista e blogueiro Gabriel Leão, eu (Alecir Macedo).

Passamos algumas horas com muita informação e troca de ideias, descontração e bom humor. Um verdadeiro grupo de amigos internautas que uniram-se em um projeto que hoje é sucesso por todo o país.

Sonia Barboza e Danilo do Voto Consciente, exemplos de cidadania participativa, nos trouxeram grandes conhecimentos e experiência no trato com parlamentares devido seus longos anos de experiência.

O Movimento Voto Consciente é uma entidade cívica e apartidária formada por voluntários. Seu trabalho é acompanhar o desempenho dos vereadores nas Câmaras Municipais e dos deputados estaduais na Assembléia Legislativa de São Paulo.



O jornalista Gabriel Leão (blog Política Midiática), esteve presente com a finalidade de conhecer melhor nosso projeto e gravar uma entrevista com Milton Jung (idealizador do projeto). Você pode assistir a entrevista navegando pelo menu à direita aqui no blog, no espaço destinado ao Adote um Vereador.






Quer ver mais fotos do encontro, clique aqui!

Fotos: Alecir e Audrey

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Olhos e ouvidos abertos na Câmara de São Paulo

Por Milton Jung



As câmeras de segurança da Câmara Municipal de São Paulo ganham nova função. Desde terça-feira, são os olhos do cidadão a vigiar o trabalho dos vereadores. Se antes serviam apenas para preservar o patrimônio, agora transmitem pela internet as sessões das comissões permanentes e audiências públicas, onde são realizados os principais debates em torno de projetos de lei e temas de interesse da cidade.
A estrutura técnica do site da Câmara permitirá que cerca de 300 internautas assistam aos encontros de uma só vez, número que aparentemente é baixo se levarmos em consideração a audiência possível na internet, mas é muitas vezes maior do que a quantidade de eleitores que comparecem no parlamento.
Foi Massao Uehara, um integrante do Adote um Vereador – projeto que convida o cidadão a controlar ação parlamentar através de blogs -, que identificou a possibilidade de transformar as imagens das câmeras de segurança em fonte de informação da sociedade, no ano passado.
Naquela época, a demanda já havia sido apresentada pela ONG Voto Consciente em uma lista de sugestões para tornar mais clara a atuação dos vereadores. Restrições técnicas eram alegadas para impedir o acompanhamento das comissões na internet. Pura balela, como pode se ver agora.
Bastou o grupo que mandava na Câmara ser derrotado na eleição à Mesa Diretora para o projeto ser executado. Foi um dos primeiros atos do novo presidente da Casa José Police Neto (PSDB) que sem gastar um só tostão em equipamento colocou as imagens na tela do nosso computador. Para a transmissão serão desembolsados cerca de R$ 7 mil por ano.
Mais importante, porém, é o que esta medida tomada pelo novo comando da Câmara Municipal de São Paulo significa na relação do legislativo com a sociedade. “Foi mais do que um passa à frente, foi um enorme pulo”, disse Sônia Barbosa do Voto Consciente entusiasmada com as raras ações que tornam a vida no parlamento mais acessível ao cidadão, nestes cerca de 20 anos em que a ONG acompanha o trabalho dos legisladores.
“Vai facilitar nosso controle, pois boa parte é feita pela internet”, reforçou Cláudio Vieira que ao lado de Audrey Danezi e Sérgio Mendes representaram o projeto Adote um Vereador no lançamento do sistema.
A falta de transparência é um dos motivos que levam o legislativo paulistano – e não é diferente nas demais cidades – a um índice de confiança vergonhoso. Dentre 24 instituições, é a pior avaliada, tendo a desconfiança de 62% das pessoas ouvidas em pesquisa do IRBEM – Indicador de Referência de Bem-Estar no Município, encomendada pela Rede Nossa São Paulo.
Para mudar esta percepção será preciso ir além. Por isso, depois dos olhos eletrônicos é preciso abrir bem os ouvidos para o que a sociedade pensa.
Seria importante criar um canal para receber, examinar e encaminhar as reclamações, sugestões e pedidos da população. Comentários deixados neste blog revelam o quanto a ausência de respostas indigna o eleitor.
Mais do que reduzir a frustração deste à falta de atenção a e-mails e cartas enviadas, o serviço poderia funcionar como um representante dele dentro do parlamento, identificando as demandas não atendidas e cobrando medidas em determinadas situações.
A luta (literal) eleitoral que ocorreu na disputa pela Mesa Diretora em dezembro, a troca de favores por cargos no Executivo e o surgimento de denúncias de vereadores que se beneficiam com verbas indenizatórias – como a que atinge Antonio Goulart (PMDB) – mostram que a Câmara tem muito a melhorar.
Portas escancaradas – seus olhos e ouvidos, incluídos – à comunidade pode induzir esta transformação de comportamento. E caberá ao cidadão ocupar estes espaços com sua voz para que as decisões no parlamento se traduzam em melhor qualidade de vida no ambiente urbano.
Mílton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo, idealizador do Adote um Vereador e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Câmara de SP não informa voto de vereadores

Por Milton jung

O cidadão tem o direito de saber como o vereador votou nos projetos de lei em debate na Câmara Municipal. É uma informação importante para que se possa avaliar a coerência do discurso com os atos dele. Apesar disso, o legislativo paulistano segue escondendo estes dados do público.
Desde agosto, o Movimento Voto Consciente aguarda a lista com o nome dos 55 vereadores e como cada um deles votou em plenário. Apesar destas informações serem públicas até agora são mantidas em segredo.
Falta organização ou transparência ? Para Sônia Barboza, do Voto Consciente, é falta de interesse mesmo. “Há um mês disseram que o veredor Chico Macena (PT), primeiro secretário da mesa diretoria, iria passar as informações, mas todas as vezes que eu cobro só recebo promessas”, disse ao CBN São Paulo.

Ouça a entrevista com Sônia Barboza, do Movimento Voto Consciente

O curioso é que os próprios vereadores prometeram divulgar estes dados no site da Câmara que foi lançado em setembro mas até hoje não está no ar: “Eles fizeram a festa mas não levaram o bolo”, ironizou Sônia Barboza. Ela lembrou, ainda, que no Orçamento do legislativo municipal estão destinados à área de comunicação R$ 36 milhões, além de R$ 17 milhões para publicidade.


Mílton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo, idealizador do Adote um Vereador e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".


e-mail: milton.jung@cbn.com.br

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Veja o desempenho do vereador que pede seu voto

Por Milton Jung

(Atenção: os dados desta lista sofreram modificações às 21:40)

Uma ótima oportunidade para você analisar seu voto na próxima eleição. Os 17 vereadores que concorrem aos cargos de Senador, deputado federal e estadual tiveram seu desempenho avaliado pelo Movimento Voto Consciente que acompanha o trabalho parlamentar na Câmara Municipal de São Paulo.


O parlamentar que obteve a melhor avaliação foi Carlos Alberto Bezerra Jr do PSDB – que disputa vaga para a Assembleia Legislativa – com média 7,57, enquanto José Olimpio do PP – candidato a deputado federal – fechou a lista com meros 4,01. Netinho de Paula quer ser Senador e teve o sexto pior desempenho na avaliação, com 5,43.

Um destaque negativo no desempenho dos 17 vereadores foi o fato de nenhum deles ter obtido nota acima de 6 na avaliação sobre o impacto dos projetos na cidade. Em compensação, o desempenho foi muito bom em relação a presença deles nas Comissões. Com exceção de Marcelo Aguiar (PSC), todos obtiveram notas acima de 7.

Foram usados cinco critérios para determinar as notas dos vereadores: impacto dos projetos de lei apresentados; presença nas comissões; presença nas votações nominais; avaliação de seus sites; e adequação entre as promessas de campanha e os projetos apresentados. Sonia Barboza, do Voto Consciente, explica que “nem tudo que um vereador faz está nesta avaliação, e os critérios usados são aqueles que mostram o trabalho dos vereadores dentro da Câmara, que pode ser medido com objetividade”.

Veja a nota média de cada um dos vereadores avaliados:

Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB) 7,57

Eliseu Gabriel (PSB) 6,97

Gabriel Chalita (PSB) 6,94

Milton Ferreira (PPS) 6,70

João Antonio (PT) 6,29

Toninho Paiva (PR) 5,96

Mara Gabrilli (PSDB) 6,52

Penna (PV) 6,42

Francisco Chagas (PT) 6,39

Jooji Hato (PMDB) 6,32

Adolfo Quintas (PSDB) 5,48

Netinho de Paula (PCdoB) 5,43

Ricardo Teixeira (PSDB) 5,33

Gilson Barreto (PSDB) 5,33

Marcelo Aguiar (PSC) 5,19

Agnaldo Timoteo (PR) 4,98

Jose Olimpio (PP) 4,01

Na lista, não estão incluídos os vereadores inscritos como suplentes de senadores, casos do presidente da Câmara Antonio Carlos Rodrigues (PR); Goulart (PMDB) e Marta Costa (DEM).

Mílton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo, idealizador do Adote um Vereador e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".

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