O conceito de cidadania sempre esteve fortemente atrelado à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto).
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Vice de Serra diz que parceria com Fundação Casa dentro das escolas foi mal entendido
Ex-secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider diz que gestão Serra/Kassab já antecipou em oito anos cumprimento de meta de atendimento a crianças em idade de creche e que ambiente nas escolas municipais 'é muito bom'.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Nádia Campeão promete olhar cuidadoso sobre as políticas municipais para as mulheres
Em entrevista à CBN, a vice da chapa do candidato Fernando Haddad (PT) destaca a importância da proposta de criação de uma secretaria especial da Mulher, mas descarta possibilidade de absorver o comando da pasta.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Haddad promete trazer apoio federal para investir no Metrô
Em entrevista à CBN, candidato do PT à Prefeitura de SP também afirmou que vai trabalhar na racionalização das linhas de ônibus.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Serra diz que PT aumentou desigualdade social em São Paulo
Em entrevista à CBN, o candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra, também disse que pretende investir R$ 1 bilhão no metrô e melhorar corredores de ônibus na cidade.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
"São Paulo não tem um parlamento a altura da cidade", diz Andrea Matarazzo
Estreante no Legislativo, o segundo vereador mais votado em São Paulo acredita que experiência em cargos executivos na Prefeitura o ajudarão a fazer um bom mandato na Câmara Municipal
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sábado, 6 de outubro de 2012
Futuro senador troca verba para gramados por votos na periferia
PAULO GAMA
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
Prestes a assumir uma vaga no Senado como suplente da ministra da Cultura, Marta Suplicy, o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR) usa verbas da prefeitura para trocar obras em campos de futebol por votos e apoio político na periferia de São Paulo.
A estratégia tem transformado dirigentes de times amadores em cabos eleitorais de sua campanha à reeleição, concentrada na zona sul. A moeda do vereador, conhecido como Carlinhos na Câmara, é a instalação de gramados sintéticos, com valor estimado em R$ 1 milhão cada.
"São Francisco já falava: é dando que se recebe", disse a representantes das equipes em reunião acompanhada pela Folha na quarta-feira à noite, em Campo Limpo.
"Às vezes metem o pau em político, mas a gente não é recompensado pelo que a gente faz. O dinheiro é da prefeitura, sim, mas é verba minha. Verba a que o vereador tem direito", afirmou.
"O jogador marca o gol e corre para a torcida, mostra a camisa. Eu preciso mostrar a camisa. Sou o camisa 10 da região, é a coisa mais chata falar isso, mas falo mesmo."
| Avener Prado/Folhapress | ||
| Crianças em campo de futebol com faixas do candidato a vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR) na zona sul |
No encontro, ele cobrou a instalação de placas de sua campanha nos gramados e ameaçou cortar verbas para melhorias de quem não entregar os votos que espera receber amanhã.
"Antigamente, tinha uma dificuldade para saber quem ajudou e quem não ajudou. Hoje é a maior tranquilidade, a gente sabe urna por urna. Eu vou saber quem me ajudou quem não me ajudou."
Além de exercer controle político sobre a Subprefeitura de Campo Limpo, Rodrigues disse comandar os CDCs (Clubes da Comunidade), instalações esportivas em terrenos do município.
"Fui num campo outro dia e não tinha um carro com meu colante. Eu quase mandei destituir o CDC", contou, irritado. "Não é justo. Não é estupidez, isso é ingratidão. Mandei ver a casa dos diretores e não tinha uma plaquinha minha. Porra, não sabiam que eu era candidato?"
Em seguida, o vereador disse abandonar os campos cujos dirigentes não atuam em suas campanhas. E reconheceu que a prática é uma "judiação" com o povo.
"Fala um campo aqui que eu deixei... Deixei o do Independência. Porra, eles não tão comigo! Para que eu vou regar coisa que não dá fruto? É uma judiação pra população, mas eles que vão pedir pra quem eles votam", disse.
CENTRÃO
Considerado o principal líder do "centrão", grupo de vereadores sem nitidez ideológica que orbita em torno de todas as administrações municipais, Rodrigues é um político capaz de transitar em todos os partidos.
Na eleição para a prefeitura, negociou apoiar o petista Fernando Haddad, mas selou acordo do PR com o tucano José Serra. Mesmo assim, mantém a vaga de suplente de Marta graças a uma aliança com o PT em 2010.
Ele tem adiado a posse em Brasília, deixando São Paulo com um representante a menos no Senado, para fazer campanha de reeleição. Sua meta é garantir posto "reserva" nos próximos quatro anos e não ficar sem mandato caso Marta deixe o ministério.
OUTRO LADO
O vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR) afirmou ontem à Folha que não vê "nada de mais" no que falou durante a reunião da última quarta-feira. "Ameaça seria se eu prometesse para cumprir depois, mas já está tudo feito. Não tem como tirar."
Ele afirmou que verificaria os votos "urna por urna" para mostrar que tem prestígio na região para o próximo prefeito e que isso não significa pressão sobre os eleitores.
"Usei o linguajar que tem que ter. Se não usar o linguajar popular, não adianta."
Matéria publicada originalmente no Jornal Folha de S.Paulo
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Ex-vereadores da máfia dos fiscais dão apoio a Russomanno
Quatro ex-parlamentares envolvidos em escândalo do governo Pitta integram campanha do candidato do PRB; um dos coodenadores diz não ter autorizado participação
Diego Zanchetta, de O Estado de S. Paulo
Quatro ex-vereadores envolvidos no escândalo da máfia dos fiscais dão suporte à candidatura do líder nas pesquisas de intenção de voto em São Paulo, Celso Russomanno (PRB), inclusive com participações em reuniões da campanha.
José Izar, Vicente Viscome, Zé Índio e Archibaldo Zancra foram acusados de participar de um esquema que teria arrecadado R$ 473 milhões em propinas de camelôs ilegais entre 1997 e 2000, durante a gestão Celso Pitta – Izar e Viscome foram condenados. Hoje, estão na linha de frente na busca de votos para Russomanno na zona leste da cidade.
A entrada dos quatro envolvidos no escândalo teve o aval de um dos coordenadores da campanha de Russomanno, o deputado estadual Campos Machado (PTB), dizem integrantes da coligação que apoia Russomanno ouvidos pelo Estado. Segundo eles, foi uma forma de "suprir a carência" de bases regionais.
Condenado pelo crime de extorsão, Viscome passou seis anos preso. Agora tenta voltar à Câmara Municipal pelo PRP. Ele é o principal cabo eleitoral de Russomanno na Mooca, onde tem uma concessionária de veículos.
A propaganda do ex-parlamentar ao lado do candidato do PRB está por todos os lados no tradicional bairro de imigrantes italianos.
Com forte influência sobre os comerciantes e apoio de parte do Clube Juventus, Viscome tem pedido votos para Russomanno nos eventos de que participa e para associações de bairros e paróquias da Igreja Católica. As placas e cavaletes de Viscome levam a foto de Russomanno.
José Izar, também condenado a oito anos de prisão – ele recorre em liberdade – , participa de eventos de campanha do líder nas pesquisas e até ofereceu suporte jurídico ao comitê. O ex-advogado do Corinthians também comanda a busca de votos em regiões do Brás e do Tatuapé, onde mantém ligação com os comerciantes.
O ex-vereador, um dos pivôs do escândalo da máfia dos fiscais, ficou célebre pelo discurso que o salvou de cassação na Câmara Municipal em 1999. No alto do plenário, um pouco antes de ser absolvido, insinuou ter "na mão" seus colegas vereadores. "Minha mão deve ser uma mão de gigante, porque eu tenho mais ou menos 35 amigos nesta Casa. São amigos que tenho certeza que jamais vou esquecer", disse o então vereador na tribuna.
Outro envolvido no escândalo que está na linha de frente da campanha de Russomanno na região da Vila Prudente é o ex-vereador Archibaldo Zancra. Com influência política na Administração Regional da Vila Prudente na época da máfia dos fiscais – as Regionais foram substituídas pelas subprefeituras na gestão Marta Suplicy –, Zancra é figura presente no comitê de Russomanno. Na segunda-feira, 1, por exemplo, passou a tarde no QG da campanha, na zona sul.
O ex-vereador também organizou um evento para o candidato, no dia 25, no Círculo dos Trabalhadores Cristãos, na Vila Prudente.
Zé Índio, que agora ajuda a pedir votos para Russomanno no Tatuapé e na Vila Prudente, era um dos chefes da Administração Regional da Mooca quando estourou o escândalo de achaque de vereadores contra camelôs.
Vereador por três mandatos e ex-deputado federal, ele também foi investigado pela Operação Hurricane, da Polícia Federal, sob suspeita de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e concussão no caso da máfia dos bingos, em 2006.
Matéria publicada originalmente no jornal Estado de São paulo
Matéria publicada originalmente no jornal Estado de São paulo
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Como escolher o seu candidato a vereador (TV Mackenzie)
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Pra que serve um vereador?
Este ano é preciso escolher um, então melhor pensar em como ele pode ajudá-lo
por César Cerqueira
Créditos: Sendi Morais e O Silva
É ano bissexto, de Olimpíadas e de que mais mesmo? Ah, sim, eleições municipais. Isso significa que em 7 de outubro, além do prefeito você terá que escolher um vereador para uma das 57.429 cadeiras disponíveis nas câmaras dos municípios do Brasil. Mas se o prefeito e seus secretários planejam e coordenam toda a administração da cidade, o que sobra ao vereador, esse cargo que em 2012 será disputado por cerca de 440 mil pessoas? (Há mais candidatos a vereador do que a soma de budistas e judeus no Brasil segundo o Censo de 2010.)
A Constituição de 1988 ajudou a definir a função desses políticos, apontando suas competências genéricas. Segundo a Carta, as principais são legislar e fiscalizar. As leis que eles redigem e aprovam não podem contrariar as das esferas superiores (estadual e federal), mas podem regulamentar algumas coisas importantes, como restrições a fumo em locais fechados e regras para venda de carne moída. Mas outras nem tanto, como o nome novo daquela rua que você nem sabe que existe. Na área de fiscalização, cabe a eles acompanhar gastos do município, avaliar ações do prefeito e cobrar transparência. Além disso, eles devem atuar como administradores das próprias Câmaras, e às vezes até como juízes, ao processar e julgar o prefeito e os próprios colegas em caso de irregularidades. Isso é o que diz a lei.
No dia a dia, porém, a atividade que toma mais tempo dos vereadores é o atendimento de pedidos de indivíduos, comunidades e outros grupos de eleitores. Sabe aquelas faixas que dizem “Obrigado vereador Fulano por trazer o asfalto à comunidade da Vila Ribeirinha”? Pode ser asfalto, mas também pode ser emprego, remédio, óculos, dinheiro para pagar contas, material de construção. Ou seja, atender a demandas específicas e imediatas, sejam individuais ou coletivas. Isso é o que a maioria dos vereadores tenta fazer — até porque é justamente isso que os eleitores esperam dele.
Uma pesquisa publicada pelo Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) em 2009 mostra como um vereador da zona oeste do Rio construiu sua fama a partir da manutenção de “centros sociais” privados, com 80 funcionários cada um, que ofereciam desde cursos de lambaeróbica até consultas médicas e jurídicas. O Brasil está cheio de exemplos assim. E como essas atividades não estão proibidas em lei — ao menos fora do período eleitoral —, é complicado dizer se isso é certo ou errado.
“Medir o clientelismo, a troca de benefícios entre pessoas com diferentes níveis de poder, é muito difícil. A fronteira ética neste caso é muito borrada, porque por mais que isso possa ter uma conotação negativa, o vereador é importante como canal para resolver problemas pontuais da população”, diz Felix Lopez, cientista político do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ele lembra que, afinal, esse é o representante político mais acessível ao cidadão comum.
A Constituição de 1988 ajudou a definir a função desses políticos, apontando suas competências genéricas. Segundo a Carta, as principais são legislar e fiscalizar. As leis que eles redigem e aprovam não podem contrariar as das esferas superiores (estadual e federal), mas podem regulamentar algumas coisas importantes, como restrições a fumo em locais fechados e regras para venda de carne moída. Mas outras nem tanto, como o nome novo daquela rua que você nem sabe que existe. Na área de fiscalização, cabe a eles acompanhar gastos do município, avaliar ações do prefeito e cobrar transparência. Além disso, eles devem atuar como administradores das próprias Câmaras, e às vezes até como juízes, ao processar e julgar o prefeito e os próprios colegas em caso de irregularidades. Isso é o que diz a lei.
No dia a dia, porém, a atividade que toma mais tempo dos vereadores é o atendimento de pedidos de indivíduos, comunidades e outros grupos de eleitores. Sabe aquelas faixas que dizem “Obrigado vereador Fulano por trazer o asfalto à comunidade da Vila Ribeirinha”? Pode ser asfalto, mas também pode ser emprego, remédio, óculos, dinheiro para pagar contas, material de construção. Ou seja, atender a demandas específicas e imediatas, sejam individuais ou coletivas. Isso é o que a maioria dos vereadores tenta fazer — até porque é justamente isso que os eleitores esperam dele.
Uma pesquisa publicada pelo Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) em 2009 mostra como um vereador da zona oeste do Rio construiu sua fama a partir da manutenção de “centros sociais” privados, com 80 funcionários cada um, que ofereciam desde cursos de lambaeróbica até consultas médicas e jurídicas. O Brasil está cheio de exemplos assim. E como essas atividades não estão proibidas em lei — ao menos fora do período eleitoral —, é complicado dizer se isso é certo ou errado.
“Medir o clientelismo, a troca de benefícios entre pessoas com diferentes níveis de poder, é muito difícil. A fronteira ética neste caso é muito borrada, porque por mais que isso possa ter uma conotação negativa, o vereador é importante como canal para resolver problemas pontuais da população”, diz Felix Lopez, cientista político do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ele lembra que, afinal, esse é o representante político mais acessível ao cidadão comum.
“A maioria dos eleitores acha inadequado o vereador dizer: ‘Meu papel é legislar e fiscalizar e não vou fazer isso que você está pedindo’”, afirma Lopez, co-autor de um estudo que analisou em detalhes a rotina de vereadores de 12 cidades de Minas Gerais. Quando questionados sobre o que era mais importante em seu trabalho, 60% deles responderam que era “atender a pedidos individuais ou coletivos de eleitores” (veja à direita). Não por acaso, 44% deles disseram que essa era a atividade que mais ocupa seu tempo de trabalho.
No estudo, os autores apontam 3 fatores que ajudam a explicar esse perfil assistencialista do vereador. Um deles é a natureza quase amadora da gestão municipal brasileira, baseada em redes de contato pessoal. Outro seria o tamanho relativamente pequeno dos municípios do país — nos 89% com menos de 50 mil habitantes, não existe mesmo tanta coisa sobre o que legislar. Inclusive, a maior parte das câmaras nessas cidades só tem uma ou duas sessões por semana. A última explicação seria o poder reduzido desses políticos: questões importantes, como a definição do orçamento, acabam na mão dos prefeitos.
Para compensar e mostrar serviço na Câmara, os vereadores acabam sugerindo e aprovando um grande volume de leis que pouco ajudam a vida do cidadão. Uma análise dos 1.148 projetos aprovados na atual legislatura pelos vereadores de São Paulo, por exemplo, mostra que 63% deles servem apenas para mudar a denominação de ruas e logradouros ou criar datas comemorativas e homenagens.
Apesar de não afetar em nada a vida dos paulistanos — ou quem sabe até piorar a vida de quem tenta se localizar na metrópole —, isso é coisa séria na Câmara da cidade. Lá existem pelo menos 7 modalidades de honrarias: medalha Anchieta, diploma de gratidão, título de cidadão, medalha Tiradentes, diploma de reconhecimento, Salva de Prata e medalha civil municipal. Lembrando que essas homenagens também são muito úteis à manutenção de apoios políticos. Se você acha tudo isso um grande desperdício de dinheiro público, talvez seja melhor começar a pesquisar e escolher muito bem quem vai levar o seu voto de 5 dígitos.
Matéria publicada originalmente na Revista Galileu
No estudo, os autores apontam 3 fatores que ajudam a explicar esse perfil assistencialista do vereador. Um deles é a natureza quase amadora da gestão municipal brasileira, baseada em redes de contato pessoal. Outro seria o tamanho relativamente pequeno dos municípios do país — nos 89% com menos de 50 mil habitantes, não existe mesmo tanta coisa sobre o que legislar. Inclusive, a maior parte das câmaras nessas cidades só tem uma ou duas sessões por semana. A última explicação seria o poder reduzido desses políticos: questões importantes, como a definição do orçamento, acabam na mão dos prefeitos.
Para compensar e mostrar serviço na Câmara, os vereadores acabam sugerindo e aprovando um grande volume de leis que pouco ajudam a vida do cidadão. Uma análise dos 1.148 projetos aprovados na atual legislatura pelos vereadores de São Paulo, por exemplo, mostra que 63% deles servem apenas para mudar a denominação de ruas e logradouros ou criar datas comemorativas e homenagens.
Apesar de não afetar em nada a vida dos paulistanos — ou quem sabe até piorar a vida de quem tenta se localizar na metrópole —, isso é coisa séria na Câmara da cidade. Lá existem pelo menos 7 modalidades de honrarias: medalha Anchieta, diploma de gratidão, título de cidadão, medalha Tiradentes, diploma de reconhecimento, Salva de Prata e medalha civil municipal. Lembrando que essas homenagens também são muito úteis à manutenção de apoios políticos. Se você acha tudo isso um grande desperdício de dinheiro público, talvez seja melhor começar a pesquisar e escolher muito bem quem vai levar o seu voto de 5 dígitos.
Matéria publicada originalmente na Revista Galileu
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Haddad diz que é degradante ser ligado a Dirceu e Delúbio
DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
A campanha de Fernando Haddad (PT), candidato à Prefeitura de São Paulo, declarou à Justiça Eleitoral ser "manifestamente degradante" para ele ser associado aos colegas de partido José Dirceu e Delúbio Soares e ao deputado federal Paulo Maluf (PP), que integra sua chapa.
| Danilo Verpa/Folhapress |
| O candidato a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) |
Dirceu e Delúbio encabeçam a lista de réus políticos do processo do mensalão. Maluf responde a ações por desvio de recursos públicos.
A declaração foi feita para justificar ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) um pedido para que a corte proibisse a exibição de uma propaganda produzida pela campanha de José Serra (PSDB), seu rival.
A peça tucana vincula o petista aos três personagens.
Nela, Haddad aparece ao lado de fotos de Dirceu, Delúbio e Maluf. "Sabe o que acontece quando você vota no PT? Você vota, ele volta", repete o narrador a cada personagem exibido.
"A publicidade é manifestamente degradante porque promove uma indevida associação entre Fernando Haddad e pessoas envolvidas em processos criminais e ações de improbidade administrativa", afirmam os advogados do petista, Hélio Silveira e Marcelo Andrade.
Na ação, a campanha ressalta que Haddad não é réu do mensalão.
"Haddad não é réu naquela ação penal originária do Supremo. (...) Não pode por isso ter sua imagem conspurcada por episódios que são totalmente estranhos à sua esfera de responsabilidade."
O texto diz ainda que "sempre que teve poder de nomeação", quando era ministro, Haddad "nunca nomeou Delúbio, Maluf ou Dirceu".
"Se tais pessoas jamais foram nomeadas por Fernando Haddad, o que sobra então a intenção dessa propaganda? Sobra a intenção de degradar através da associação da imagem do candidato às pessoas que surgem na tela."
Os advogados de Haddad indagam se "seria correto" "pela simples razão da coincidência de filiações partidárias" transportar para José Serra a "carga pejorativa que existe em torno do nome de Marconi Perillo", em referência a suspeitas que ligam o nome do governador tucano de Goiás ao escândalo envolvendo Carlos Cachoeira.
A Justiça negou o pedido do PT. O juiz Manoel Luiz Ribeiro afirma que "não se há que falar em degradação e ridicularização quando se estabelece a ligação entre o candidato e outros filiados a seu partido ou a partido coligado, ligação esta de conhecimento público e notório".
"Da mesma forma que um candidato pode ser beneficiado pelo apoio de correligionários bem avaliados pela população, pode ele ser prejudicado pela associação feita a políticos não tão bem avaliados", conclui o juiz.
Os principais fiadores da campanha de Haddad são o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e a ex-prefeita Marta Suplicy.
Procurado, o advogado de Haddad, Hélio Silveira, disse que, "de maneira alguma" tratou como degradantes os personagens citados na ação.
"Degradante é a forma feita pela campanha de Serra, o modo como ele usou as imagens para vincular Haddad ao processo do mensalão e outras denúncias", afirmou.
Ontem, na tentativa de atacar Serra e se defender da associação ao mensalão, Haddad, disse que "sabe montar equipe" porque nenhum colaborador de sua gestão no Ministério da Educação responde a processos.
"Meus colaboradores, ao contrário dos dele [Serra], não estão respondendo a processo de improbidade", disse, se referindo a ações contra secretários de Gilberto Kassab, sucessor do tucano.
Matéria publicada originalmente no Jornal Folha de S.Paulo
domingo, 16 de setembro de 2012
Algumas incoerências da política paulistana
A nomeação de Marta Suplicy, do PT de São Paulo, para o Ministério da Cultura chamou atenção para algumas das muitas distorções do processo político e eleitoral do Brasil.
A saída temporária dela do Senado abre espaço para seu suplente assumir o cargo. Você deve lembra, os candidatos a senador quando concorrem ao cargo têm dois suplentes, muitas vezes quem financia a campanha, um parente mais próximo ou alguém para compor um acordo político. Hoje, no Senado, parte das cadeiras é ocupada por estes senadores sem voto, que lembram os biônicos nomeados durante o Regime Militar.
No caso da chapa de Marta, o PT, para ter o apoio do PR de Waldemar da Costa Neto a candidatura de Aloysio Mercadante ao Governo do Estado, em 2010, cedeu a vaga de primeiro suplente para Antonio Carlos Rodrigues, vereador paulistano das antigas e ex-presidente da Câmara Municipal, casa que tocou com mão de ferro. Carlinhos, como é conhecido entre os parceiros, tem 60 dias para assumir o cargo no Senado, portanto pode seguir sua campanha à reeleição, garantir vaga na Câmara Municipal, e depois de levar o voto de parcela do eleitorado paulistano, pedir licença do cargo, fazer as malas e ir para Brasília.
Como as coligações partidárias não têm nenhuma coerência, a situação, neste caso, fica ainda mais complicada. Marta antes de deixar o Senado era relatora do projeto de lei que criminaliza a homofobia e defende a legalização do aborto e do casamento gay. Antonio Carlos Rodrigues, seu parceiro de chapa, tem o apoio de alas conservadoras da Igreja Católica, é contrário ao aborto e crítico de projetos como o que autoriza o casamento de homossexuais, a tal ponto que é taxado de homofóbico por ONGs que defendem os direitos dos gays.
Quer ver como as coisas podem ficar ainda mais complicadas? Se você ligar a televisão, hoje, vai perceber que no horário eleitoral obrigatório, Antonio Carlos Rodrigues, que virou senador graças aos votos de Marta do PT, aparece no programa de José Serra, do PSDB. Isto porque o presidente do PR Waldemar da Costa Neto, um dos réus do mensalão, decidiu apoiar o tucano, que, por sinal, tem feito críticas aos mensaleiros do PT.
Para dar um nó ainda maior na sua cabeça, veja a situação na campanha eleitoral em São Paulo: Haddad do PT critica Russomano do PRB, partido que apoia Dilma do PT, que é defendida por Chalita do PMDB, que diz ser próximo de Alckmin do PSDB, que apoia Serra, que está ao lado do PR, envolvido no Mensalão.
E depois de tudo isso você ainda quer que o eleitor seja coerente na hora de votar e eleger seus representantes para a prefeitura e para a Câmara Municipal.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Subcelebridades tentam repetir o efeito Tiririca
Sem reduto eleitoral nem experiência política, eles sonham transformar fama em votos
Débora Álvares, de O Estado de S.Paulo
Nomes conhecidos antes de assumirem carreira política, como Agnaldo Timóteo, Netinho de Paula, Adilson Amadeu e Aurélio Miguel ocupam hoje uma cadeira na Câmara Municipal. Em outubro, nova leva de subcelebridades tentará uma vaga no Legislativo. O fenômeno iniciado nos anos 80, que transformou em vereadores os ex-jogadores Biro-Biro e Ademir da Guia e o boxeador Eder Jofre, se repete a cada nova eleição e ganhou ímpeto após o efeito Tiririca, em 2010.
André Lessa/AE
Marquito, Sonrisal, Mulher Pêra, Serginho e Marcos Oliver
Entre as personalidades em campanha neste ano há nomes conhecidos e renomados no esporte, na música e na televisão, mas também pessoas que desfrutaram seus 15 minutos de fama e vão tentar a sorte. A maioria coloca questões como segurança, educação, creches e emprego entre as melhorias necessária, sem no entanto apresentar grandes projetos para a cidade.
Este tipo de candidatura se tornou estratégia dos partidos para conquistar mais cadeiras - manobra possível graças ao sistema de eleição proporcional. É essa a arma do presidente municipal do PTB em São Paulo, Campos Machado, que aposta na candidatura de Marco Antônio Ricciardelli, conhecido pelo personagem que representa no Programa do Ratinho, o Marquito. Ele é uma saída para ampliar a participação da sigla, hoje com três cadeiras na Casa. Sem acompanhar assuntos da política, nem saber detalhar o trabalho de um vereador, o humorista fala com confiança. "Não adianta dizer que sei de política, mas tenho boa assessoria."
Suellem Aline Mendes Silva é o nome de batismo, mas todos a conhecem como Mulher Pêra. Apesar de só ter 25 anos, esta é a segunda vez que ela tenta se eleger - em 2010, tentou uma vaga de deputada estadual pelo PTN. Saindo desta vez pelo PT do B, ela não dispensa decotes e saias curtas. "Não acompanho política, mas, se eu for eleita, vou descobrir como é."
Também em sua segunda eleição, Mauricio Bonatti, de 49 anos, apresenta-se com o apelido pelo qual é chamado desde os 8 anos - Sonrisal, seu personagem no programa A Praça é Nossa. Em 2010, ele tentou se eleger deputado estadual pelo PPS, mas recebeu apenas 5,5 mil votos. Filiado ao PHS, ele aposta em projetos voltados para a comunidade carente.
É o mesmo caminho usado pelo protagonista do programa Teste de Fidelidade, Marcos Flávio de Oliveira Roberto, o Marcos Oliver (PSDB). "Quem debocha e critica é porque não teve a oportunidade de me conhecer, e é isso que quero."
Participante do Big Brother Brasil de 2010, Sergio Luiz de Barros Franceschini, ou apenas Serginho, de 27 anos, admite também que vai usar a fama para tentar ser vereador. A luta política será pela busca de igualdade e pela criminalização da homofobia. Os cantores Ângela Maria, Kiko, do KLB, e os jogadores de futebol Dinei e Marcelinho Carioca engordam a lista dos que disputarão o voto do eleitorado.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Cidade é repartida em pedaços para que parlamentares façam campanha
Em época de eleição, áreas são loteadas para que ‘dono do pedaço’ possa fazer propaganda política sem concorrência
Diego Zanchetta e Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo
Dominar um território específico da cidade é essencial para quem busca uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo. Com o apoio de associações de moradores, igrejas e escolas de samba, entre outros grupos organizados, parlamentares paulistanos construíram "feudos" onde nenhum adversário ousa fazer campanha. Não à toa, a disputa no município acaba ganhando ares de uma eleição distrital. É assim em bairros do extremo sul, onde dois parlamentares chegam a ter um pacto de respeito aos "limites" territoriais, apesar da notória inimizade.
Antonio Goulart (PSD) sabe que não pode fazer campanha na Avenida M’Boi Mirim, dominada por Milton Leite (DEM), que também não pede votos na área norte da Capela do Socorro. Mais abaixo, quem manda é Arselino Tatto (PT) e seus irmãos deputados. A área é apelidada, inclusive, de Tattolândia.
Milton Leite ainda mantém acordo de divisão territorial com o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), ex-presidente da Câmara cuja área de influência é o Campo Limpo. "O Milton fica no Jardim São Luís, e eu pego essa área do Campo Limpo", diz Carlinhos, como é conhecido. Os dois são aliados há três legislaturas.
Carlinhos, por sua vez, procura não adentrar no território do Capão Redondo dominado pelo vereador Antonio Donato, presidente do PT municipal e com forte influência sobre líderes católicos da região. "Em São Paulo, quem esquece a comunidade e fica só no plenário dança nas urnas", resume.
Do outro lado da cidade, em Guaianases, na zona leste, poucos candidatos ousam fazer campanha nos bairros dominados pelo vereador Senival Moura (PT). Ligado a uma cooperativa com 1.500 perueiros, o petista conta com o apoio de líderes comunitários, diretores de creches e times de futebol de várzea. "Vou fazer uma campanha neutra. Me falaram para ter cuidado por aqui", diz Armandinho Ferreiro, candidato pelo PMDB e morador na região onde Senival mantém forte influência.
Na Vila Maria, zona norte, dificilmente alguém se arrisca a tentar pedir votos em entidades, igrejas ou nos Clubes Escolas da Prefeitura. Faz três décadas que o vereador "oficial" do bairro é Wadih Mutran (PP), dono de 16 ambulâncias que levam e buscam moradores em hospitais e prontos-socorros da região. Hoje, ele é o decano da Câmara.
Até os vereadores chamados "classe média", aqueles com apoio disperso por toda a cidade - que obtém os votos de opinião - acabam adotando o trabalho regional como prioridade do mandato.
José Police Neto (PSD), atual presidente do Legislativo municipal e com reconhecido trânsito em bairros como Vila Mariana e Moema, na zona sul, conquistou 20% de seus votos em 2008 em Perus, uma das regiões mais pobres da zona norte. No mandato, concentrou trabalho para levar iluminação e asfalto a uma das partes mais carentes do bairro, quase no limite com o município de Caieiras, na região metropolitana.
"Ninguém nunca se preocupou com a gente, muita gente votava em Caieiras e por isso nenhum vereador nos ajudava. O único que conseguiu trazer asfalto pra cá foi o Police", diz Amanda Castanho de Oliveira, 44 anos, moradora de Perus.
Nem bandeiras politicamente corretas, como o esporte ou a defesa dos animais, são garantias de consagração nas urnas se o vereador não tiver uma base sólida em algum bairro. Com trabalho voltado para evitar o abandono de cães e gatos, o vereador Roberto Tripoli (PV) mantém forte reduto em Pinheiros, zona oeste, onde mantém uma rede de contatos com comerciantes e associações de moradores. O judoca campeão olímpico Aurélio Miguel (PR) montou base regional na Vila Sônia, bairro de classe média na zona sul. O parlamentar encampou a defesa de moradores que são contrários ao projeto do monotrilho e hoje conta com uma rede de apoios na região que inclui paróquias católicas e centenas de lojistas.
Fonte: Estadão. com.br
Fonte: Estadão. com.br
sábado, 8 de setembro de 2012
Pastores pedem voto para Russomanno durante pregação
Pastores da Assembleia de Deus - Ministério de Santo Amaro transformaram um culto de aniversário de seu presidente, pastor Marcos Galdino, ontem à noite, em um ato da campanha de Celso Russomanno à Prefeitura.
Os pregadores pediram que cada fiel consiga cem votos para o candidato do PRB, que teve seu número de urna divulgado no púlpito.
"Eu quero pedir um presente pra vocês. Levem o nome do Celso Russomanno para mais cem pessoas. Vocês têm família, parentes, pessoas onde vocês trabalham. Temos uma meta a ser alcançada", disse o pastor Galdino.
Ele afirmou que a sede da igreja, em Santo Amaro (zona sul), recebeu 2.000 pessoas ao longo do dia. "Se todos alcançarem [a meta], com certeza conseguiremos mais de 500 mil votos pra abençoar sua vida", continuou.
O pastor também instou os fiéis a gritar "glória a Deus" se quisessem "melhor saúde, transporte e educação para nossa cidade" e que os que acreditassem na vitória de Russomanno levantassem a mão. "Vocês creem que ele será o próximo prefeito de São Paulo?", pregou.
Boa parte da plateia levantou a mão, aos gritos de "aleluia". O pastor disse que falava como "profeta de Deus".
DEZ ABRAÇOS
Após uma oração para que Russomanno seja "bem sucedido em prol dos desígnios dessa cidade", Galdino orientou cada fiel a cumprimentar a pessoa ao seu lado no templo falando "dez, dez abraços", em referência ao número do PRB na urna eletrônica.
Ele também criticou o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o candidato do PSDB, José Serra, que teriam sido apoiados pela igreja no passado.
"O Kassab veio aqui, o José Serra veio. Quantas vezes vocês viram eles aqui? Levaram os votos, foram eleitos, desapareceram.", disse.
Outro pastor, José Geraldo Eugênio, pediu votos em Russomanno para prefeito e na vereadora Noemi Nonato (PSB), cujo partido apoia Fernando Haddad (PT).
A Lei Eleitoral veda a veiculação de propaganda eleitoral em templos, sob pena de multa de até R$ 8.000. O candidato não quis comentar a possibilidade de a igreja ter cometido infração.
"[Pedir votos] É iniciativa do pastor. Não tenho nada a declarar sobre isso", disse, irritado. No culto, ele pediu "força" para a campanha.
"A gente precisa de muita força para essa jornada, considerando. Nos últimos dias estamos sofrendo muita pancada, talvez por estarmos bem nas pesquisas. E essa força vem de Jesus", disse.
O pastor Renato Galdino, presidente do "conselho político" da igreja, disse que os pregadores falaram como "pessoas físicas".
HADDAD
À tarde, o petista Haddad disse ver "risco de fundamentalismo" na mistura entre fé e política. Reportagem publicada ontem no jornal "O Estado de S. Paulo" relatou que os pastores do Ministério de Santo Amaro anunciariam a meta de votos em Russomanno no culto.
"Jamais partidarizaria uma igreja. É uma mistura equivocada", disse Haddad, após ato na zona sul. "Não comento o que ele fala", rebateu Russomanno. (DIÓGENES CAMPANHAE BERNARDO MELLO FRANCO)
Matéria publicada originalmente na Folha de S.Paulo
Matéria publicada originalmente na Folha de S.Paulo
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Kassab tem rejeição recorde a quatro meses do fim do mandato
A proporção dos eleitores que consideram ruim ou péssima a gestão de Gilberto Kassab (PSD) na Prefeitura de São Paulo saltou nos últimos dias de 36% para 48%.
O índice representa o recorde negativo de toda a administração do prefeito, revela o Datafolha.
A avaliação positiva caiu de 24% para 20%.
Kassab assumiu o posto em 2006 em substituição ao tucano José Serra, que na ocasião deixou a prefeitura para disputar o governo do Estado. Hoje o prefeito é um dos principais cabo-eleitorais do tucano.
Desde o dia 21 vem sendo veiculada na TV e no rádio a propaganda eleitoral dos candidatos a prefeito.
Apesar de a campanha de Serra defender ações tocadas hoje por Kassab, a atual administração sofre ataque dos adversários, principalmente de Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB), que têm o 2º e o 3º maior tempo na propaganda.
O Datafolha mostra que Kassab tem os maiores índices de rejeição entre os homens (53%), entre os que têm entre 35 e 44 anos (55%) e entre os que ganham de cinco a dez salários mínimos (54%).
Até agora, Kassab havia atingido seu pior índice em março de 2011, período que coincidiu com sua saída do DEM para fundar o PSD. Na época, o prefeito também havia passado por desgaste por causa de enchentes e do aumento da tarifa de ônibus de R$ 2,70 para R$ 3.
Dos seis antecessores pós-redemocratização, três atingiram em determinado período da administração índices maiores de reprovação --Jânio Quadros (66%), Luiza Erundina (51%) e Celso Pitta (83%).
Matéria publicada originalmente na Folha de S.Paulo
terça-feira, 4 de setembro de 2012
'Incentivo fiscal é o método utilizado no mundo todo para levar empregos para a periferia', diz Paulinho da Força
Em entrevista à CBN, o candidato do PDT afirmou que é possível levar as empresas para a periferia com a redução de três pontos percentuais do ISS.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
‘Não vamos usar política clientelista’ na relação a Câmara Municipal, diz Carlos Giannazi
Em entrevista à CBN, o candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo critica articulação do PT com a base aliada, a política de meritocracia na educação e a 'limpeza de pobres' da gestão Kassab.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
'Igreja Universal não deu um real à minha campanha', diz Celso Russomanno
Em entrevista à CBN, o candidato do PRB à prefeitura de São Paulo afirma ainda que relação com Maluf é 'página virada na Justiça', alfineta Haddad por aliança com o PP e declara que toparia fazer 'recall de si mesmo'.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Ana Luiza defende calote na União e pagamento de dívida social com os trabalhadores
Questionada sobre viabilidade desta proposta, candidata do PSTU à prefeitura de São Paulo ataca lei de responsabilidade fiscal e diz que é necessário discutir a política de endividamento do governo federal.
Dando continuidade a série de entrevistas com os candidatos à Prefeitura de São Paulo, o CBN São Paulo entrevistou nesta quarta-feira, Ana Luiza do PSTU. A candidata de 53 anos, gaúcha, servidora pública federal, participou da fundação do PT de onde foi expulsa em 1992. Já disputou outras eleições, mas não venceu nenhuma delas. O lema da campanha é um governo para os trabalhadores. Em entrevista a Fabíola Cidral, Ana Luiza, defendeu o não pagamento da dívida do município e o fim dos contratos de terceirização...
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
‘Nossa legenda resgata a história do primeiro partido do Brasil’, diz Miguel Manso
Em entrevista à CBN, o candidato à prefeitura de São Paulo pelo PPL defende a nacionalização da economia e a atuação da administração municipal no combate à desindustrialização da capital paulista.
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