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sábado, 19 de julho de 2014

Haddad, com 47% de reprovação, tornou-se uma caricatura de prefeito

Reinaldo Azevedo - Blog - VEJA.com 

Haddad, uma caricatura de prefeito, no traço de Boopo, leitor deste blog
Haddad, uma caricatura de prefeito, no traço de Boopo, leitor deste blog

Pois é, pois é… Que coisa, hein, Fernando Haddad? O negócio tá feio. Vejam bem: há dois dias, Lula afirmou que ele deveria entrar de cabeça na campanha do petista Alexandre Padilha ao governo de São Paulo. Padilha já está com 4% dos votos… Atendendo sei lá a que chamado da (i)lógica, o partido teria decidido que a campanha na TV vai tentar recuperar a imagem do prefeito para, então, o prefeito alavancar o candidato. Então tá. Acho que não funciona, mas dou o maior apoio, se é que me entendem.

Está no ar, saibam os leitores que não são da capital paulista, uma campanha publicitária exaltando a suposta competência da Prefeitura na gestão da cidade durante a Copa. Sabem como é: todos eles tentaram pegar uma carona no evento. Leia o noticiário sobre a Vila Madalena. Cada morador de São Paulo certamente temeu uma Sodoma e Gomorra na porta de sua casa… A propaganda pode muito, sim. Quando, no entanto, ela afronta a realidade de maneira tão cabal, aí pode ser contraproducente.

O Datafolha foi a campo para saber o que a população da cidade acha da administração Haddad. O resultado é devastador pra ele: a rejeição à sua administração subiu de 36% para 47% em três semanas. No mesmo período, o índice de ótimo e bom oscilou para baixo: de 17% para 15%. Caiu até os que consideram a sua gestão regular: de 44% para 37%. 

Vejam quadros publicados pela Folha Online, no Blog do Reinaldo Azevedo na Veja.com

sexta-feira, 16 de maio de 2014

TCM suspende edital de inspeção veicular de Haddad

Corte detectou falhas na proposta de R$ 642 mi que podem dar prejuízo aos cofres públicos; Prefeitura fará reparos

Matéria publicada originalmente pelo Estadão.com.br

O Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo decidiu suspender por 15 dias o edital de licitação da nova inspeção veicular, lançado há um mês pela gestão Fernando Haddad (PT). Os envelopes da concorrência, estimada em R$ 642,7 milhões por cinco anos de contrato, seriam abertos hoje pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
A suspensão foi decretada pelo conselheiro João Antonio, ex-secretário de Haddad, no dia 8, e referendada por unanimidade no plenário do TCM anteontem. O órgão apontou 19 falhas no edital, que poderiam causar prejuízos aos cofres públicos e devem ser sanadas antes da abertura do certame licitatório.
Entre os problemas apontados estão a falta de justificativa para o preço de referência da inspeção, ausência de estudo de impacto orçamentário, falta de planilha de custos e infringência de dispositivos legais. A secretaria tem 15 dias para sanar as irregularidades.
A decisão deve atrasar a retomada do programa, suspenso pela gestão Haddad no fim de janeiro, após a rescisão do contrato com a empresa Controlar, assinado pela gestão Gilberto Kassab (PSD) e suspeito de fraude. A previsão era reiniciar o programa ainda neste mês.
Segundo legislação aprovada pela Câmara Municipal no ano passado, o teste passa a ser exigido só de carros com mais de três anos de uso, e de forma bianual. Somente a partir do 10.º ano a vistoria volta a ser anual. Caminhões, ônibus e vans continuam obrigados a passar pela inspeção todos os anos. Só motoristas que tiverem os veículos reprovados pagarão a taxa.
Em nota, a secretaria informou que "pretende prestar todos os esclarecimentos necessários ao Tribunal de Contas".
É o segundo revés sofrido por Haddad no TCM. Em janeiro, o órgão suspendeu a licitação de R$ 4,7 bilhões para 150 km de corredores de ônibus, alegando falta de projeto básico e de verba para executar a obra. O processo está parado. / F.L.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Chama o sindico!

Haddad compara IPTU a condomínio e diz que paga 'com toda alegria'

O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quarta-feira, 30, que o reajuste do IPTU é um dever do administrador e comparou o tributo ao condomínio dos apartamentos. "Fiz o que os outros prefeitos fizeram", disse. 


Na campanha de 2012


A saúde hoje

Vídeo reportagem: Cátia Toffoletto / Rádio CBN

O posto de saúde, na Zona Oeste de São Paulo, registra reclamações por falta de médicos e remédios. Segundo o secretário Municipal de Saúde, José de Filippi Junior, o processo de 'abertura de agenda' não deveria ser utilizada pois há outro sistema criado justamente para evitar filas.

domingo, 29 de setembro de 2013

São Paulo, o cemitério mais cobiçado pelos políticos brasileiros

'São Paulo é um cemitério de políticos', com esta frase o prefeito Haddad encerrou sua participação no programa Discuta São Paulo realizado pela Rádio CBN. Tentando justificar a frase disse que a cidade enterra políticos pois é difícil de administrar. Ele também afirmou que é um erro achar que ela pode servir como trampolim de cargos.

Horácio Figueira -Especialista e Mobilidade Urbana-, Fernando Abrucio -Comentarista-, Fabíola Cidral -Âncora-, Fernando Haddad -Prefeito- e Gilberto Dimenstein -Comentarista-
Desde sua eleição, ficou claro que os eleitores votaram em marketing e acabaram elegendo um poste. Explico, Fernando Haddad - PT, até então desconhecido do eleitor paulistano -ex-Ministro da Educação do governo Lula- era mais conhecido pelos problemas em sua gestão no ministério do que por algo positivo em sua pasta. Lançado candidato a prefeito por seu padrinho político, sequer conhecia a cidade e seu primeiro desafio foi conhecer as bases eleitorais daqueles que o apoiavam; sendo inclusive considerado pelo ex-presidente em entrevistas como seu segundo poste que ajudaria iluminar São Paulo e, claro que o primeiro já estava plantado em Brasília -a presidente Dilma-.

Promovido por uma forte campanha de marketing, cheia de ideias de ultima hora, sem estudos prévios ou viabilidade de execução em caso de uma possível eleição. O marketing e seu padrinho político venceram e o até então desconhecido passaria a administrar a cidade.

Estamos praticamente em outubro, nove meses depois da posse, e a impressão que passa é que o prefeito continua em campanha eleitoral -cheio de discursos e promessas-. Talvez mal informado, ou assessorado, parece que esta administrando a cidade das maravilhas. Foi a impressão que me passou durante a entrevista de ontem a Rádio CBN, que apresento aqui alguns contrapontos na minha opinião, baseado na região que moro na zona norte da capital, mais precisamente na Cachoeirinha. Sei que a cidade toda está em estado de calamidade, mas vou me ater a meu bairro, onde posso comprovar o que escrevo aqui.

TRANSPORTE PÚBLICO
Questionado se usa transporte público, a pergunta mais enviada a CBN pela população, respondeu que por problemas de segurança não pode usar. Sua mãe, com 75 anos de idade, após ter seu carro roubado foi aconselhada a usar o transporte público; segundo o prefeito ela usou e aprovou. O que não ficou claro foi o itinerário que a passageira ilustre utilizou, com certeza deve ter sido na região nobre da cidade onde mora (Paraíso) e desceu pela porta dianteira, o que é perfeitamente normal pelo fato de tratar-se de uma pessoa idosa e amparada pela lei. O que tira a possibilidade de comparação com o usuário comum de transporte, aquele que usa nos horários de pico para ir e voltar do trabalho.

A discussão girou em torno de faixas exclusivas e o tráfego de táxis pelos corredores, não foi tocado no assunto transporte nas regiões mais periféricas da cidade onde estão os problemas mais graves com superlotação e o número reduzido de ônibus. Onde micro-ônibus andam superlotados, colocando a vida de passageiros em risco, ultrapassando semáforos fechados e disputando passageiros pelos pontos do bairro. Enfim, a mãe dele aprovou o transporte, quem sou eu para discordar.

MEIO AMBIENTE
Questionado por um grupo de manifestantes em prol da criação do parque Augusta, o prefeito foi incisivo e deixou claro que todos os problemas ambientais estão sendo resolvidos com a criação de faixas exclusivas para ônibus, o que é lamentável! Apenas a titulo de registro, aqui na região da Vila Brasilândia existe um terreno onde seria criado um Parque Municipal. A área foi totalmente invadida por moradores sem teto  e a administração está abandonando a ideia sob a alegação de que fica mais cara a remoção dos invasores do que a adequação do terreno a finalidade inicial, ou seja, a criação de um parque onde preservaria várias especies nativas da mata atlântica, nascentes e inúmeros animais que ali vivem -ou deveriam estar vivendo-.

LEI CIDADE LIMPA E OPERAÇÃO DELEGADA
O prefeito afirma não ter simpatia pelo que vem sendo aprovado na Câmara Municipal, já aprovado em 1ª discussão Projeto de Lei que traz de volta a publicidade em ônibus e taxi, o que não significa que seja vetada porque o projeto vem de um vereador de peso em sua base aliada. Na sua opinião a Lei Cidade Limpa trata-se de uma "pseudo industria de multas" produzindo um numero absurdo de multas -causados por excesso de má fiscalização- sem cobranças, segundo ele, menos de 10% das multas foram pagas e que mais de 50% dos casos tratam-se de multas erradas e questionadas na justiça.

O fato é que a paisagem da cidade mudou e com certeza com aprovação do cidadão que paga seus impostos.

Veja hoje como anda a fiscalização hoje:

Cobal Supermercados, na Av. Inajar de Souza, 5646 - Vila Nova Cachoeirinha
Banner's como este estão espalhados por toda a região da Cachoeirinha, os camelôs também estão de volta
Quanto a Lei Delegada, o prefeito nega que camelôs e o comércio irregular estão de volta na cidade. Aqui vale um registro, na Avenida Inajar de Souza na Vila Nova Cachoeirinha existia um feira do rolo que foi retirada pela gestão anterior. Por falta de fiscalização a feira está de volta e cresce a cada final de semana, junto com ela aumentam os furtos e roubos na região, dificuldade de trânsito de pedestres pelas calçadas e veículos pela via causando congestionamento, sem contar a proliferação de flanelinhas pelo local. Isto está na vista, em plena avenida, sem necessidade de denuncia ou exposição do cidadão. Basta um pouco de boa vontade de trabalhar e seriedade na administração pública.

SAÚDE
Este tópico resumiu-se apenas a alguns comentários por ocasião da discussão em torno da volta da cracolândia, que o prefeito também desconhece e alega que não existem  mini-cracolândias esparramadas pela cidade. Como prova tenho uma na porta da minha casa.

Muita coisa precisa ser mudada em termos de saúde pública, o verdadeiro estelionato eleitoral retirado das mangas de seus marqueteiros na reta final da eleição e ficou por aí.

FINALIZANDO
Duas horas de discussão é muito pouco para abordar todos os assuntos pertinentes a péssima administração do prefeito.

Considero de suma importância a disposição da Rádio CBN em promover um encontro como este, só assim a gente pode olhar nos olhos do prefeito antes de tirar nossas conclusões.

Não votei no prefeito e jamais votaria em um produto de marketing, ainda mais vindo de onde veio. Mas já que não tem jeito, vou acompanhar sua administração e continuar cobrando como sempre fiz na região em que moro. Se cada pessoa insatisfeita fizer o mesmo e raciocinar um pouco na hora de colocar seu voto na urna nas próximas eleições, com certeza os problemas como esse tendem a diminuir.

Votou em poste... agora aguenta!

Como diria um amigo meu... "E tenho dito!"

Ouça a entrevista completa:


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Haddad esvazia secretaria recém-criada para fortalecer subprefeituras

Do Blog de Diego Zanchetta

COM ADRIANA FERRAZ
Menos de três meses depois de criar a Secretaria Municipal de Licenciamentos, o prefeito Fernando Haddad (PT) transferiu parte das atribuições da pasta (como a concessão de alvarás para novas obras residenciais e comerciais) para as 31 subprefeituras. Agora as subprefeituras vão poder emitir licenças que eram concentradas até 2012 na Secretaria Municipal de Habitação.
Os fiscais das subprefeituras, muitos dos quais ligados aos vereadores da base governista, vão poder decidir sobre o alvará de reforma, reconstrução, demolição ou de projetos modificativos antes analisados pelos engenheiros da Prefeitura. Na semana passada o prefeito já havia, também por meio de decreto, autorizado agentes das subprefeituras a substituírem engenheiros e arquitetos nas medições de pequenas e médias obras.
Haddad transferiu para as subprefeituras atribuições que eram da Coordenadoria de Edificação de Uso Residencial, da Coordenadoria de Serviços e Uso Institucional, da Coordenadoria de Edificação de Uso Comercial e da Coordenadoria de Parcelamento do Solo e de Habitação de Interesse Social, todas da Secretaria Municipal de Licenciamento.
Os fiscais vão emitir licenças para obras residenciais de até 1.500 metros e industriais e comerciais de até 750 metros. O licenciamento e o controle de novas obras desses portes também serão feitos pelas subprefeituras. Com a medida,
Haddad consegue se fortalecer ainda mais com os vereadores da base governista – os governistas hoje podem indicar chefes de gabinete e funcionários nas subprefeituras de suas regiões.
Hoje, por exemplo, os vereadores devem dar aval para o governo alterar um pacote de obras em Itaquera, no entorno no futuro estádio do Corinthians, na zona leste – o que inclui a polêmica desapropriação de um terreno particular avaliado em R$ 13 milhões. Haddad conta com o apoio de 42 dos 55 parlamentares paulistanos.
A descentralização do poder dos órgãos da Prefeitura para as subprefeituras foi assegurada por Haddad durante sua campanha em 2012. Na visão do governo, o fortalecimento das subprefeituras desburocratiza a vida do comerciante e micro empresário da periferia, que acabava caindo na ilegalidade ao ver seu pedido de alvará parado por anos nos departamentos da Secretaria Municipal de Habitação.
Por outro lado, as subprefeituras hoje estão dominadas por vereadores da base governista, que poderão ter influência sobre a emissão de licenças para novas obras.

Mapa das 31 subprefeituras, hoje loteadas por funcionários e chefes de gabinete indicados por vereadores governistas: mais poder para liberar obras

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Líderes de sem-teto entram para gestão Haddad

Do Blog de Diego Zancnhetta

Dois dos principais líderes de movimentos de sem-teto de São Paulo foram nomeados em cargos comissionados da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT). Osmar Silva Borges, coordenador da Frente de Luta por Moradias (FLM), um dos principais líderes das invasões ocorridas no centro de São Paulo nos meses de fevereiro e outubro de 2012, virou assessor de superintendência na presidência da Cohab, com salário mensal de R$ 5.538,55, conforme relação oficial de funcionários da empresa disponível no portal da transparência da Prefeitura.
A coordenadora da Associação dos Trabalhadores Sem Teto da Zona Noroeste, entidade filiada à União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Vera Eunice Rodrigues da Cunha, virou assessora do gabinete da presidência da Cohab com salário de 5.516,55. Vera e Borges coordenaram as invasões em prédios da Avenida São João em 2012, ano das eleições municipais vencidas na capital paulista pelo PT.
As nomeações fazem parte de um pacote de benefícios que a atual gestão concedeu aos movimentos de moradia que pressionavam Haddad a cumprir promessas de campanha. Na semana passada o prefeito publicou portaria hoje na qual permitiu que entidades organizadas de sem-teto indiquem quem precisa de atendimento no programa do governo federal. Os movimentos querem indicar ao todo 20 mil famílias, o equivalente a 36,6% das 55 mil unidades que a gestão Haddad quer construir até o final de 2016.
O prefeito também quer transformar em moradia popular definitiva 13 dos 47 prédios estão invadidos por movimentos organizados. Outros sete terrenos públicos estão ocupados por entidades na zona sul. Agora esses movimentos também vão poder indicar quem mora nessas ocupações para atendimento no programa do governo federal Minha Casa Minha Vida.
A Cohab, onde Borges e Vera ganharam cargos, é hoje comandada pelo PP do deputado federal Paulo Maluf.
Osmar da Silva Borges, da Frente de Luta por Moradia (FLM), ganhou cargo comissionado na Cohab com salário de R$ 5.538,55

terça-feira, 18 de junho de 2013

Saúde continua um caos, isto é estelionato eleitoral

Na campanha de Haddad:


Realidade de hoje:

Estamos em 18/06/2013, completando quase seis meses de gestão do prefeito Haddad, o que realmente mudou até agora foi o nome do prefeito.

Estou falando da UBS Augusto L. A. Galvão, na Vila Rica, região da Vila Nova Cachoeirinha. A equipe 05 do Programa de Saúde da Família (PSF) está sem médico desde dezembro/2012. Apareceu um médico por lá no início de março, passamos por uma consulta em grupo no dia 08, solicitou que eu passasse por uma série de exames -os resultados estão parados por falta de médico, ele já foi embora- e encaminhamento para a especialidade de OFTALMOLOGIA. No mesmo dia passei pelo setor responsável pelos encaminhamentos e me foi solicitado que aguardasse em casa.

Pois bem, a consulta foi agendada em 08/05/2013 para 23/07/2013 às 13,30 horas no INST. CEMA DE OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA na rua Pascoal Moreira nº 450 na MOOCA.

Aqui fica registrado o estelionato eleitoral, no vídeo acima o prefeito promete a "criação da rede hora certa, consultas, exames e pequenas cirurgias todas no mesmo lugar, assim você não fica sendo jogado de uma unidade para outra e não perde tempo, dinheiro e nem a paciência". Registre-se que moro na Vila Nova Cachoeirinha e o encaminhamento é para a Mooca -nada contra o bairro, lá têm pessoas maravilhosas- trata-se de de estelionato eleitoral. 

Aqueles vereadores petistas que na gestão passada tanto criticavam a saúde pública, hoje estão calados em seus gabinetes (na situação) e raramente manifestam-se em plenário. Não vou falar em oposição, porque isso é coisa desconhecida na Câmara e quase nem existe, lá tudo é na base de acordos e negociatas.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Reforma de Haddad cria 348 cargos para novas secretarias e descongela 390 vagas

Do Blog de Diego Zanchetta

Líder do governo Fernando Haddad na Câmara Municipal, o vereador Arselino Tatto (PT) revelou ao blog que os vereadores devem receber amanhã o projeto do Executivo que prevê uma reforma administrativa na Prefeitura de São Paulo.

Na prática, o projeto autoriza a criação de 348 cargos para as novas secretarias criadas no início do ano pela administração petista, além de permitir o preenchimento de outras 390 funções congeladas desde 2009. Segundo o governo municipal, porém, outros 596 cargos serão extintos, mas os setores atingidos só serão divulgados amanhã.
“Nos próximos 15 dias o debate na casa deve ser esse. Temos uma Controladoria Geral do Município já instalada, o controlador (Mário Vinícius Claussen Spinelli) está lá sozinho trabalhando”, argumentou Tatto. Com apoio de pelo menos 42 dos 55 vereadores paulistanos em sua base governista, Haddad deve conseguir aprovar com facilidade a nova proposta.
Haddad: pedido aos vereadores para criação de novos cargos deve ser atendido
Os cargos serão criados para as secretarias de Igualdade Racial, de Política Especial para Mulheres, de Licenciamentos e para a Controladoria Geral do Município. Outros 390 cargos comissionados que estavam congelados desde 2009 poderão ser preenchidos, se a proposta passar em duas votações no Legislativo.
Tatto ainda não tem uma estimativa de quantos cargos serão criados para as novas pastas. “Isso nós vamos saber amanhã, ao receber o texto do projeto”, disse o líder petista.
A oposição isolada feita hoje Legislativo ao governo do PT se restringe a três vereadores tucanos (Andrea Matarazzo, Floriano Pesaro e Mario Covas Neto), a um do PPS (Ricardo Young) e ao parlamentar do PSOL, Toninho Véspoli.
Outros vereadores que trabalharam na campanha de José Serra (PSDB) e conseguiram a reeleição como campeões de votos – casos de Goulart (PSD), terceiro mais votado da cidade, e de Milton Leite (DEM), quarto colocado – já atuam em parceria com o governo do PT nas regiões onde possuem reduto eleitoral, na periferia da zona sul.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Promessas da gestão Haddad já somam R$ 13,9 bi em 77 dias

GIBA BERGAMIN JR.
DE SÃO PAULO

Desde que assumiu a prefeitura, há 77 dias, o prefeito Fernando Haddad (PT) e seus secretários anunciaram 13 medidas que custarão ao menos R$ 13,9 bilhões para ser colocadas em prática.

As medidas anunciadas incluem promessas de campanha e novos projetos.

As promessas englobam a construção de unidades hospitalares, incentivos financeiros a empresários que construírem creches, o Bilhete Único Mensal, entre outras.

Por dia, são cerca de R$ 180 milhões em promessas desde 1º de janeiro. Para arcar com os custos, além do dinheiro do caixa do município, a prefeitura pretende recorrer a verba dos governos estadual, federal (em ao menos 5 iniciativas) e de empresas, por meio de parcerias público-privadas.

Como comparação, os R$ 13,9 bilhões equivalem a um terço do orçamento da cidade. O valor total é três vezes e meia maior do que o gasto nas obras da 1º fase da linha 4-amarela do Metrô (R$ 3,8 bilhões).

Os anúncios se dão num momento em que não há folga nas finanças paulistanas.

Em janeiro, para tentar equilibrar as contas, Haddad determinou o congelamento de R$ 5,2 bilhões do orçamento deste ano, ou 12% da receita prevista.

Não foi suficiente: há três semanas, o prefeito determinou que seus secretários cortassem 20% de todas as despesas, revendo contratos.

Boa parte das metas é difícil de ser cumprida num único mandato, dizem especialistas ouvidos pela Folha. O quadro ao lado mostra o promessômetro, que aponta a viabilidade dos projetos.

CAMPANHA

Nessa conta, devem-se incluir investimentos para a construção do espaço que pode abrigar a Expo 2020, em Pirituba. São cerca de R$ 4,5 bilhões para desapropriação do terreno e construção do centro de convenções.

O governo federal já anunciou que dará R$ 680 milhões, e a construção também terá parceria com empresas.

Logo no início do mandato, Haddad optou por implementar iniciativas que foram a base de sua campanha: além de criar o Bilhete Único Mensal, acabar com a taxa da inspeção veicular e construir corredores de ônibus, cuja licitação foi feita no mandato anterior.

Com as chuvas de janeiro, Haddad deu fim à lua de mel com Gilberto Kassab (PSD) e criticou a gestão do ex-prefeito, dizendo que os semáforos estavam sucateados. Após a crítica, anunciou R$ 100 milhões para renovar o sistema nos 6.156 cruzamentos semaforizados da cidade.

NADA FÁCIL

Para tentar dar fim à fila de 94 mil crianças à espera de creche, Haddad prevê buscar ajuda de empresários para que eles construam unidades para filhos de funcionários.

Por meio do Fundeb (Fundo Nacional de Educação Básica), seriam oferecidos R$ 5.500 por aluno ao ano como incentivo para a construção.

Sem valores previstos para investimentos, essa deve ser uma das promessas mais difíceis de cumprir.

"É uma responsabilidade enorme para as empresas assumir a gestão de uma instituição de educação. As empresas podem não aceitar esse tipo de iniciativa", diz Ilona Becskeházy, consultora na área de gestão educacional.
Colaboraram ANDRÉ MONTEIRO, EVANDRO SPINELLI, FÁBIO TAKAHASHI e TALITA BEDINELLI
Arte Folha

Publicado na Folha de S.Paulo

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Virou vidraça... mudou o discurso!

Entrevista com Fernando Haddad, prefeito de São Paulo

"Nossos vereadores vão colaborar com o MP na investigação de denúncias"
.

Jornalista Fabíola Cidral - CBN/SP


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Haddad escolhe Netinho e Tripoli para o secretariado

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO


O secretariado do prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), contará com os vereadores reeleitos Netinho de Paula (PC do B) e Roberto Tripoli (PV). Ele estão na lista dos sete nomes que o petista vai anunciar hoje.

Netinho, que ficou famoso por integrar grupo de pagode, atuar na TV e na Câmara, vai assumir a Secretaria Promoção da Igualdade Racial, pasta a ser criada por Haddad.

A trajetória de Netinho sofreu um baque em 2010, quando perdeu a disputa pelo Senado em meio a denúncia de ter agredido a ex-mulher no passado. Com a escolha de Netinho, o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva Jr. vai para a Câmara.

"Nos sentimos contemplados. Não reivindicamos nada", afirmou Wander Geraldo, presidente municipal do PC do B. O partido ocupa hoje a Secretaria Especial da Copa do Mundo e pretendia manter as atribuições.

A Folha apurou que a vice-prefeita eleita, Nádia Campeão (PC do B), pode assumir as atribuições da secretaria especial, mas sem ter cargo.

O vereador mais votado na última eleição, Roberto Tripoli (PV), assumirá o Verde e Meio Ambiente, responsável pelo gerenciamento de parques e pelo licenciamento e fiscalização ambiental de empreendimentos imobiliários. Com a escolha de Tripoli, Abou Anni vai para Câmara.

Tripoli é o líder do prefeito Gilberto Kassab (PSD) na Câmara. O PV apoiou José Serra (PSDB) na eleição e está dividido em relação a Haddad.

Gilberto Natalini, por exemplo, reiterou ontem na Câmara que fará oposição.

"O mundo pode desabar que eu sou oposição ao PT. Nada me demove de ser oposição ao PT", afirmou.

Eliseu Gabriel, vereador e presidente municipal do PSB, assumirá Desenvolvimento Econômico e Trabalho, que será fundida a Microempreendedor Individual.

Em seu lugar na Câmara assumirá Alessandro Guedes (PT). Outro que volta para o Legislativo é Wadih Mutran (PP), com a definição de Antonio Donato (PT) para a Secretaria de Governo.

Editoria de Arte/Folhapress

ACOMODAÇÃO

O PMDB deve ter três secretarias. Duas serão anunciadas hoje. A médica Marianne Pinotti, vice de Gabriel Chalita (PMDB), será a secretária da Pessoa com Deficiência. A advogada Luciana Temer, filha do vice-presidente da República, Michel Temer, assumirá a Assistência e Desenvolvimento Social.

O partido também deve ficar com a Segurança Urbana, mas o nome não foi definido.

O futuro secretário das Subprefeituras será o vereador Chico Macena (PT).

Tesoureiro da campanha de Haddad, ex-presidente da CET, ele será o responsável pela transição do atual modelo das subprefeituras, dirigida por militares, para uma gestão descentralizada, como Haddad prometeu em campanha.

O deputado estadual e ex-vereador João Antonio (PT) será o Secretário de Relações Institucionais. Nessa função, será responsável pela articulação política de Haddad.

Sua primeira tarefa será tentar eleger um petista para a presidência da Câmara. O candidato do partido é José Américo. O líder do governo também deve ser um petista -a disputa está entre Arselino Tatto e Paulo Fiorilo.

Matéria publicada originalmente no Jornal Folha de S.Paulo

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Haddad admite que dívida paulistana compromete projetos de longo prazo se não for renegociada

Prefeito eleito de São Paulo também afirmou que quer investir no bem-estar da população.


Nota do blog:

Já que estão faltando terrenos na área central da cidade para construção de escolas e creches, o prefeito eleito poderia começar seu mandato revogando aquela lei que doa o terreno ao Instituto Lula.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Para acompanhar pelos próximos quatro anos: 73 promessas de Fernando Haddad durante a campanha

Matéria publicada originalmente no site da CBN Eleições 2012

A CBN listou 73 promessas de Fernando Haddad durante a campanha para você acompanhar a administração do novo prefeito de São Paulo. O conteúdo foi reunido a partir do programa de governo, de material de campanha, da propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na TV e de entrevistas e declarações à imprensa.

Educação

  • 1) Expandir o programa Mais Educação do Governo Federal
  • 2) Atender a 100 mil alunos na primeira fase do programa Educação Integral, com implementação inicial em escolas de regiões com maior vulnerabilidade social
  • 3) Ampliar a jornada escolar para sete horas, de forma gradativa. A meta é incluir 100 mil novos alunos na Educação Integral nos próximos quatro anos
  • 4) Universalizar o atendimento de crianças na faixa etária entre 4 e 5 anos nos dois primeiros anos de gestão
  • 5) Unificação progressiva do Centro de Educação Infantil (CEI) com a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI), que passará a atender crianças de 0 a 5 anos em um único local
  • 6) Construção de pelo menos 172 CEIs, por meio de adesão ao Programa Pró-Infância do Governo Federal
  • 7) Atender a 150 mil novas matrículas na Educação Infantil em rede própria e por meio de parcerias com os governos federal, estadual e entidades comunitárias conveniadas
  • 8) Ampliar a oferta de Educação de Jovens e Adultos (EJA), reabrindo as escolas no período noturno e utilizando os espaços ociosos no período diurno, bem como oferecendo atividades culturais, esportivas e de lazer para os alunos
  • 9) Implantação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) na cidade de São Paulo, com 100 mil beneficiados nos quatro próximos anos

Saúde

  • 10) Implantar gradativamente, com apoio de recursos federais, 43 novas UBS em acréscimo às 440 existentes
  • 11) Reformar e melhorar os PS existentes (18 hospitalares, 12 isolados e quatro pronto-atendimentos) com o apoio dos recursos federais destinados à melhoria da rede de urgência, utilizando também o modelo conceitual das UPA para equipar e qualificar os PS municipais
  • 12) Implementar cinco novos PS (três hospitalares e dois isolados)
  • 13) Construir e instalar, com apoio de recursos estaduais, federais e do BNDES, os três hospitais prometidos pela gestão atual e não entregues – em Parelheiros, na Vila Matilde e Brasilândia – e promover ampliação dos atuais hospitais, com a meta de oferecer mil novos leitos, sendo 500 na Região Sul, 334 na Região Leste e 166 na Região Norte
  • 14) Reabrir o Hospital Sorocabana para a atividade de internação, como Hospital Geral, sob a gestão da SMS-SP, impedindo a perda de mais 156 leitos SUS
  • 15) Reorganizar a gestão da saúde municipal, promovendo a descentralização com transferência de recursos e poder para unidades regionais da Secretaria Municipal de Saúde
  • 16) Retomar, sem prejuízo dos condicionantes contratuais legais e após providências administrativas necessárias, a direção pública da gestão regional e microrregional do sistema municipal de saúde
  • 17) Reforçar a gestão pública dos serviços públicos municipais de saúde e, gradativamente, a direção das unidades de saúde estatais do município, mediante processo que assegure:
    • a) Quadro de servidores municipais contratados por meio de processos seletivos públicos;
    • b) Aprofundamento do processo de controle social do SUS no âmbito da gestão dos serviços e instituição de processos de gestão participativa;
    • c) Cumprimento dos princípios da administração pública da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
  • 18) Assumir e estruturar o sistema municipal de regulação do acesso, incluindo todos os serviços do SUS que tenham como missão fundamental a assistência no âmbito municipal, incluindo nessas condições os que hoje estão sob gestão do estado ou que venham a ser municipalizados
  • 19) Desenvolver iniciativas visando à municipalização, com respectiva transferência dos recursos financeiros, dos hospitais gerais e dos ambulatórios que tenham papel assistencial municipal, mas que hoje se encontram sob a gestão do estado
  • 20) Implementar o Fundo Municipal de Saúde, hoje em situação irregular, subordinado à Secretaria Municipal de Saúde, cumprindo as determinações do SUS e do Tribunal de Contas do Município
  • 21) Recuperar e adequar a área física das atuais UBS, contemplando todas as atividades previstas, incluindo a assistência ao não agendado e garantindo também ambiente humanizado

Transporte

  • 22) Recuperação dos atuais corredores de ônibus
  • 23) Construção de 150 quilômetros de novos corredores, dentre os quais Celso Garcia, Ragueb Chohfi, Radial Leste, Aricanduva e Jacú Pêssego que atenderão a Zona Leste
  • 24) Implantação de 150 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus
  • 25) Adoção de Bilhete Único diário, semanal e mensal. Com validade temporal definida, o Bilhete Único permitirá que o usuário realize tantas viagens quantas deseje nesse período de tempo, e ainda tenha descontos maiores
  • 26) Obras para a melhoria do trânsito e estruturação do Arco do Futuro
    • a) Construção de apoio norte à Marginal do Tietê;
    • b) Construção de apoio sul à Marginal do Tietê;
    • c) Prolongamento da Av. Chucri Zaidan;
    • d) Construção de viaduto ligando os dois lados da Raimundo Pereira Magalhães;
    • e) Criação de alça na Ponte do Aricanduva, viabilizando mais um acesso ao bairro da Penha;
    • f) Alargamento da Av. Dona Belmira Marim;
    • g) Alargamento da Estrada do M’Boi Mirim;
    • h) Duplicação da Estrada do Alvarenga;
    • i) Prolongamento da Av. Carlos Caldeira Filho;
    • j) Execução das obras viárias licitadas nas gestões anteriores;
    • k) Execução das obras viárias previstas em editais das gestões anteriores;
    • l) Construção de túnel que interligará a Av. Jornalista Roberto Marinho com a Rodovia Imigrantes.

Saneamento e Meio Ambiente

  • 27) Controle e gerenciamento da poluição e dos recursos naturais, com atenção especial aos recursos hídricos, às unidades de conservação e áreas verdes públicas e privadas
  • 28) Introdução de um novo conceito de cidadania, baseado em uma relação de responsabilidade ambiental da população para com a cidade e seu território, por meio da construção da Agenda 21 e outros instrumentos de participação e controle social
  • 29) Universalização do saneamento até 2018: embora o serviço seja fornecido pela Sabesp, a Prefeitura vai exigir a ampliação progressiva do acesso de todos os domicílios ocupados ao abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e limpeza urbana
  • 30) Desenvolvimento de políticas e programas de redução na geração de resíduos sólidos e de incentivo à reciclagem, com inclusão social dos catadores
  • 31) Implantação de Sistema de Gestão e Gerenciamento de riscos ambientais com ampla participação das comunidades
  • 32) Implantar um sistema de controle da densidade construtiva provocada pela implantação de grandes empreendimentos verticais, de forma a evitar a sobrecarga da infraestrutura instalada (água, esgotos etc.), o congestionamento do sistema viário e o estacionamento na via pública, decorrentes desta sobrecarga
  • 33) Instituir um sistema de informações geográficas das áreas verdes públicas da cidade, contendo a descrição completa da área, a situação atualizada, entre outros dados
  • 34) Realizar Conferência Municipal do Meio Ambiente e incrementar mecanismos de controle social sobre a política ambiental da cidade
  • 35) Proceder ao levantamento das larguras das calçadas das vias (com caracterização e tipificação: local, coletora, coletora com comércio, estrutural e estrutural com comércio) nos 96 distritos da cidade, e apontar onde é possível arborizar
  • 36) Apoio da Prefeitura ao munícipe na conservação das calçadas, realizando campanhas, plantando árvores ou fornecendo mudas
  • 37) Ajuste da cartilha existente e conclusão do “Manual de arborização urbana”, que está em elaboração por comissão de agrônomos da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, no qual constarão a forma e as espécies de árvores adequadas ao plantio na cidade
  • 38) Participação dos agentes vistores nos levantamentos e orientações, bem como das equipes de técnicos e estagiários da área de gestão ambiental para cadastro, orientação e acompanhamento do munícipe. Os técnicos e agrônomos das subprefeituras e dos Núcleos de Gestão Descentralizado da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente prestarão assessoria ao programa de forma a:
    • a) Aplicar todas as definições da Política Nacional de Saneamento – Lei nº 11.445/07:
    • b) Propor estudos para a revisão do Plano Municipal de Saneamento e do contrato/convênio de prestação de serviço da Sabesp, com a redefinição de metas e plano de investimentos;
    • c) Fortalecer todos os instrumentos que tenham como objetivo proteger os mananciais produtores de água para a cidade e Região Metropolitana de São Paulo;
    • d) Atuar como indutora da criação de instrumentos de controle social sobre a prestação dos serviços conforme preconizado pela Lei nº 11.445/07 e deverá realizar a Conferência Municipal de Saneamento;
    • e) Implementar gestão municipal sobre os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem, com vistas à melhoria da qualidade e à eficiência no controle, fiscalização e regulação dos serviços;
    • f) Atuar efetivamente para que o município exerça o papel de titular dos serviços de saneamento e tenha participação ativa na Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP), responsável pela regulação dos serviços;
    • g) Criar sistema de indicadores para avaliação dos serviços bem como divulgar os índices de cobertura de abastecimento de água e esgotamento sanitário;
    • h) Pactuar com a Sabesp que até 2018 toda a população da cidade tenha acesso pleno ao abastecimento de água em quantidade e qualidade adequadas, bem como à coleta e ao tratamento de esgoto;
    • i) Integrar as políticas de saneamento e de habitação como forma de garantir a universalização;
    • j) Participar da elaboração da política tarifária e exigir que se garanta o acesso ao saneamento pleno a toda a população através de tarifa social abrangente e mecanismos de subsídio, quando necessário;
    • k) Fiscalizar e acompanhar a aplicação do contrato existente entre a Sabesp e o município;
    • l) Retomar a responsabilidade pela elaboração e controle do planejamento das ações de saneamento.
  • 39) Criar mecanismos para, em conjunto com o Ministério Público e a Sabesp, garantir que toda a população da cidade que habita áreas ocupadas em processo de regularização tenha acesso aos serviços de saneamento
  • 40) Promover a integração das políticas de drenagem e de resíduos sólidos com as de abastecimento de água e esgotamento sanitário
  • 41) Garantir a participação da administração municipal no Comitê de Bacias do Alto Tietê, de forma a fortalecer esse importante instrumento de gestão dos recursos hídricos e exercer papel de protagonista na articulação metropolitana
  • 42) Elaborar Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) baseado na nova Política Nacional de Resíduos Sólidos:
    • a) Reaproveitamento e minimização de resíduos por meio de reciclagem e sistemas de tratamento (compostagem, biodigestão e outros), de forma a encaminhar somente os rejeitos aos aterros sanitários;
    • b) Feira Limpa com reaproveitamento de resíduos orgânicos e recicláveis;
    • c) Valorização de resíduos de poda;
    • d) Manejo e gestão de Resíduos de Construção e Demolição (RCD);
    • e) Incentivo à utilização de agregados e artefatos produzidos com materiais oriundos do RCD (em especial nas obras públicas);
    • f) Reestruturação e ampliação de rede de Ecopontos bem como sua redefinição com revisão das metas e remodelação de suas funções. Ampliar os Ecopontos de 56 para 140 nos quatro anos de governo.
  • 43) Erradicação da disposição irregular de resíduos em vias públicas
  • 44) Instituir leis municipais para coibir o aumento da geração de resíduos, incentivando a reutilização de materiais e estabelecendo metas setoriais (contrapondo-se a proposições casuísticas e pontuais)
  • 45) Ampliar a coleta seletiva de 1% para 10% nos quatro anos de governo
  • 46) Dar continuidade à inspeção veicular, reformulando o modelo hoje em vigor e com a revogação da taxa criada pela gestão anterior
  • 47) Adotar um sistema de indicadores de poluição e uma política de metas para a melhoria das condições ambientais
  • 48) Implantar um sistema de informação regionalizada da qualidade do ar
  • 49) Estabelecer parceria com os demais municípios e com o governo do estado, com o objetivo de implantar política metropolitana pela melhoria da qualidade do ar
  • 50) Promover o uso de energias renováveis e a substituição gradual dos combustíveis fósseis, com metas definidas, por outros de menor potencial de emissão de gases de efeito estufa e da poluição atmosférica, como está explicitado no Programa de Mobilidade Urbana e Transportes
  • 51) Criar um programa de remoção progressiva de moradores de áreas de risco, com recomposição da vegetação nativa das áreas degradadas, em conformidade com a política habitacional que prevê oferta de moradias para alocar a população removida
  • 52) Fortalecer o Programa Municipal de Informação e Monitoramento de áreas de risco
  • 53) Construir dois piscinões: um na Avenida Prof. Luis Ignácio de Anhaia Mello e outro no Anhangabaú

Habitação e Urbanismo

  • 54) Criar 55 mil unidades novas de habitação no período 2013/2016
  • 55) Concentrar os recursos municipais no atendimento a famílias que se encontram na faixa de renda de zero a três salários mínimos
  • 56) Articular o programa municipal com o Programa Minha Casa Minha Vida e com os demais programas estaduais e federais de produção habitacional
  • 57) Organizar a composição dos condomínios a partir de critérios de diversidade: selecionar famílias com perfil heterogêneo de renda, origem, tamanho, faixa etária, incluindo em especial aquelas em que haja parentes idosos e portadores de deficiências
  • 58) Estimular a participação de associações e cooperativas populares na produção habitacional, retomando o programa de empreendimentos autogeridos e mutirões
  • 59) Limitar o tamanho do condomínio, priorizando a construção em terrenos menores, de modo a pulverizar a produção habitacional por todo o território da cidade
  • 60) Assentar todas as famílias que atualmente se encontram nos programas de bolsa-aluguel e outros programas de atendimento habitacional provisório similares, herdados do atual governo
  • 61) Reformar, requalificar o uso e utilizar para fins habitacionais edifícios localizados no centro histórico
  • 62) Produção direta pela prefeitura: preferencialmente em projetos de reestruturação de áreas ociosas e no Programa Novas Centralidades, no qual serão produzidas unidades habitacionais para usos mistos
  • 63) Parceria com a iniciativa privada para produção de habitações de interesse social, através de programas federais e estaduais de financiamento e subsídio
  • 64) Locação Social, para demandas específicas (idosos, população em situação de rua, trabalhadores de baixa renda nas áreas centrais), integrada a outras políticas de assistência social, saúde, qualificação profissional
  • 65) Auxílio-aluguel como alternativa provisória de moradia para casos que necessitem de atendimento emergencial não programado: situações de risco, calamidades e remoção de moradores para execução de obras de urbanização
  • 66) Consolidar a inserção das favelas no processo de planejamento da cidade, incluindo-as na legislação, nos programas sociais, nos mapas e cadastros relativos ao controle do uso e ocupação do solo, assim como na programação de serviços de manutenção e conservação de equipamentos públicos
  • 67) Criar na favela condições urbanísticas para viabilizar a prestação de serviços públicos, particularmente de saúde, segurança, limpeza e infraestrutura urbana
  • 68) Implementar obras de engenharia e/ou remoção de moradias com o objetivo de eliminar situações de risco
  • 69) Introduzir na favela valores urbanísticos da cidade formal, como ruas, praças, infraestrutura e serviços públicos, proporcionando sua transformação em bairro da cidade
  • 70) Abrir espaço para implantação de equipamentos urbanos, praças, áreas livres e de lazer
  • 71) Implantar, até 2016, todos os projetos de urbanização previstos no Renova São Paulo, correspondentes a 22 perímetros, atendendo a 70 mil famílias
  • 72) Ampliação do acesso da população de baixa renda à terra urbanizada e regularizada, assegurando sua permanência na área ocupada, com melhoria das condições de moradia e sustentabilidade urbanística, social e ambiental
  • 73) Estímulo à resolução extrajudicial de conflitos. Com o programa, pretende-se alcançar a meta de 200 mil famílias beneficiadas com a regularização fundiária, incluindo loteamentos irregulares e clandestinos, favelas e conjuntos habitacionais

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Haddad diz que é degradante ser ligado a Dirceu e Delúbio


DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

A campanha de Fernando Haddad (PT), candidato à Prefeitura de São Paulo, declarou à Justiça Eleitoral ser "manifestamente degradante" para ele ser associado aos colegas de partido José Dirceu e Delúbio Soares e ao deputado federal Paulo Maluf (PP), que integra sua chapa.
Danilo Verpa/Folhapress
O candidato a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT)
O candidato a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT)
Dirceu e Delúbio encabeçam a lista de réus políticos do processo do mensalão. Maluf responde a ações por desvio de recursos públicos.

A declaração foi feita para justificar ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) um pedido para que a corte proibisse a exibição de uma propaganda produzida pela campanha de José Serra (PSDB), seu rival.

A peça tucana vincula o petista aos três personagens.

Nela, Haddad aparece ao lado de fotos de Dirceu, Delúbio e Maluf. "Sabe o que acontece quando você vota no PT? Você vota, ele volta", repete o narrador a cada personagem exibido.

"A publicidade é manifestamente degradante porque promove uma indevida associação entre Fernando Haddad e pessoas envolvidas em processos criminais e ações de improbidade administrativa", afirmam os advogados do petista, Hélio Silveira e Marcelo Andrade.

Na ação, a campanha ressalta que Haddad não é réu do mensalão.

"Haddad não é réu naquela ação penal originária do Supremo. (...) Não pode por isso ter sua imagem conspurcada por episódios que são totalmente estranhos à sua esfera de responsabilidade."

O texto diz ainda que "sempre que teve poder de nomeação", quando era ministro, Haddad "nunca nomeou Delúbio, Maluf ou Dirceu".

"Se tais pessoas jamais foram nomeadas por Fernando Haddad, o que sobra então a intenção dessa propaganda? Sobra a intenção de degradar através da associação da imagem do candidato às pessoas que surgem na tela."

Os advogados de Haddad indagam se "seria correto" "pela simples razão da coincidência de filiações partidárias" transportar para José Serra a "carga pejorativa que existe em torno do nome de Marconi Perillo", em referência a suspeitas que ligam o nome do governador tucano de Goiás ao escândalo envolvendo Carlos Cachoeira.

A Justiça negou o pedido do PT. O juiz Manoel Luiz Ribeiro afirma que "não se há que falar em degradação e ridicularização quando se estabelece a ligação entre o candidato e outros filiados a seu partido ou a partido coligado, ligação esta de conhecimento público e notório".

"Da mesma forma que um candidato pode ser beneficiado pelo apoio de correligionários bem avaliados pela população, pode ele ser prejudicado pela associação feita a políticos não tão bem avaliados", conclui o juiz.

Os principais fiadores da campanha de Haddad são o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e a ex-prefeita Marta Suplicy.

Procurado, o advogado de Haddad, Hélio Silveira, disse que, "de maneira alguma" tratou como degradantes os personagens citados na ação.

"Degradante é a forma feita pela campanha de Serra, o modo como ele usou as imagens para vincular Haddad ao processo do mensalão e outras denúncias", afirmou.

Ontem, na tentativa de atacar Serra e se defender da associação ao mensalão, Haddad, disse que "sabe montar equipe" porque nenhum colaborador de sua gestão no Ministério da Educação responde a processos.

"Meus colaboradores, ao contrário dos dele [Serra], não estão respondendo a processo de improbidade", disse, se referindo a ações contra secretários de Gilberto Kassab, sucessor do tucano.

Matéria publicada originalmente no Jornal Folha de S.Paulo

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

‘Não abrirei mão de uma linha do meu plano de governo’, diz Fernando Haddad sobre aliança com partido de Maluf

Em entrevista, candidato do PT à prefeitura de São Paulo defendeu coligação com o PP para 'dar sustentação ao governo' e a criação de uma Controladoria Geral do Município para fomentar a transparência na administração pública.


Dando continuidade a série de entrevistas com os candidatos à Prefeitura de São Paulo, o CBN São Paulo entrevistou nesta quarta-feira, Fernando Haddad do PT. Formado em Direito, Fernando Haddad é professor da Universidade de São Paulo e ocupou o cargo de ministro da educação nos governos Lula e Dilma Roussef. Tendo o ex-presidente Lula com seu maior cabo eleitoral, Haddad ocupa o terceiro lugar nas pesquisas e prega a renovação política na cidade. Em entrevista a Fabíola Cidral, o petista afirmou que é a favor do financiamento público de campanha. Se comprometeu ainda implantar a escola integral e combater a desigualdade nas periferias. Haddad não considerou um erro político a polêmica aliança com Paulo Maluf e a perda de apoio do prefeito Gilberto Kassab...

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