quinta-feira, 28 de junho de 2012

Kassab cumpriu 36% das metas, diz balanço de rede de ONGs

Pré-candidatos, Haddad, Soninha, Chalita e Gianazzi foram ao evento. Coordenador defende trabalho técnico e político por democracia.

Roney DomingosDo G1 SP
Pré-candidatos a prefeito participam de balanço de metas da Prefeitura  (Foto: Roney Domingos/ G1)Pré-candidatos a prefeito participam de balanço de metas  (Foto: Roney Domingos/ G1)
Quatro pré-candidatos a prefeito da cidade de São Paulo nas eleições de outubro participaram nesta quinta-feira (28) do balanço do Programa de Metas apresentado pela Rede Nossa São Paulo. Carlos Gianazzi (Psol), Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB) e Soninha (PPS) debateram os problemas da cidade com a integrantes de organizações não-governamentais que fiscalizam a administração pública da cidade.
Segundo acompanhamento da Rede Nossa São Paulo apresentado durante o evento, 81 das 223 metas (36,77%) da gestão de Gilberto Kassab (PSD) foram cumpridas, 141 (63,23%) estão em andamento e uma (0,45%) não foi iniciada.
Em evento paralelo, o prefeito Gilberto Kassab divulgou o penúltimo balanço do Plano de Metas da Prefeitura de São Paulo. Ele aponta que, das 223 metas propostas, 84 foram concluídas, 138 estão em andamento e uma não está sendo tocada. Segundo a Prefeitura, das que estão em andamento, 64 já beneficiam a população, faltando pouco para serem finalizadas.
Os quatro pré-candidatos que compareceram ao evento se comprometeram a, se eleitos, apresentar em 90 dias após a posse um plano de metas com cem indicadores mínimos reivindicados pela sociedade civil e apresentados pela Nossa São Paulo.
O coordenador do Nossa São Paulo, Oded Grajew, afirmou que o trabalho de tornar transparentes as metas e os resultados da administração pública é técnico, mas também político. "A primeira coisa que uma ditadura faz é cortar a informação. A primeira coisa que a democracia faz é abrir as informações. Informação é poder político. essa é uma batalha política. Recomendo a todos a olhar o mapa da desigualdade na cidade de são Paulo", afirmou
Haddad afirmou que o plano de governo em estudo por sua equipe tem quatro eixos: moradia, saúde, educação e transporte público. "O conceito que articula esses eixos é o conceito de um tempo novo para a cidade de São Paulo. Tempo é o bem mais escasso para o paulistano", afirmou. O candidato se comprometeu a fazer valer a lei que pune com imposto mais alto quem especula com imóveis e a implementar a redução de impostos para empresas instaladas na periferia.
Soninha afirmou que pretende ampliar e aprofundar o programa de metas. "Além do compromisso de zerar o desmatamento, temos de assumir meta com arborização e permeabilização do solo. São Paulo precisa se preocupar com outros indicadores, como a redução do nível de ruido. Tem ruas onde as pessoas não querem mais morar. Barulho dos ônibus, das obras, casas noturnas e muitas vezes, um carro com porta-malas e equipamento gritando funk com letras absolutamente desagradáveis", afirmou.
Ex-secretário estadual da Educação, Chalita afirmou que vai promover enxugamento da máquina administrativa da Prefeitura e descentralização da administração. O pré-candidato também afirmou que vai ampliar o número de creches. "O que não pode é criança de 0 a 6 anos ficar desassistida", afirmou. Para ele, o problema da falta de segurança pode ser minimizado com medidas simples, como melhorar a eficiência da iluminação pública.
Gianazzi foi aplaudido pela plateia que lotou o teatro do Sesc Consolação ao desafiar seus colegas pré-candidatos a rejeitar financiamento de campanha oferecido por empreiteiras. Ele afirmou que vai buscar limitar os contratos de terceirização dos serviços de saúde pública e estimular a construção de transporte público sobre trilhos com apoio do governo federal. Ao lado de Haddad, ele criticou Paulo Maluf, aliado do petista, e disse que foi expulso do PT durante o governo Marta quando votou contra a redução das verbas para educação.

Matéria publicada originalmente no Portal G1

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