Reajuste de 17,4% acumula inflação dos últimos 3 anos; integração com o metrô vai a R$ 4
A partir de hoje, a tarifa de ônibus em São Paulo passa a ser de R$ 2,70, valor 17,4% maior do que a tarifa anterior, de R$ 2,30. Desde 2006, o preço da passagem não era reajustado. Em 2008, para cumprir uma promessa eleitoral, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) manteve a tarifa congelada. Segundo a Prefeitura, o novo valor "corresponde apenas à defasagem provocada pela inflação desde novembro de 2006".
De acordo com a administração municipal, o dinheiro gasto pela população com as passagens de ônibus ainda não cobre as despesas com o transporte público. No ano passado, a Prefeitura gastou mais de R$ 800 milhões com subsídios, valor que superou em mais de R$ 200 milhões o orçamento previsto.
Para manter o valor da tarifa em R$ 2,30 por três anos, a Prefeitura precisou usar no setor parte do dinheiro que seria investido em obras do Rodoanel e na expansão do metrô. Neste ano, a previsão é de que a Prefeitura repasse R$ 360 milhões, em subsídios, às empresas.
O último reajuste, em novembro de 2006, foi de 15% e elevou o preço da passagem de R$ 2 para R$ 2,30.Com o novo valor, sobe também o preço da integração do ônibus com o metrô. Até ontem, os passageiros podiam fazer a transição entre os sistemas pagando R$ 3,65. Agora, o valor sobe para R$ 4.
Os usuários tiveram até ontem para recarregar o bilhete único e economizar até 12 viagens. Nos próximos meses, as tarifas do metrô, trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e também dos ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) também sofrerão reajustes. As passagens, que hoje custam R$ 2,55, devem subir para R$ 2,70, de acordo com a inflação acumulada em 2009, mas os valores oficiais ainda não foram divulgados.
Somente a cidade de Osasco acompanhará o reajuste. As passagens já subiram para R$ 2,70. Na região do ABC Paulista os valores não sofrerão mudanças. Atualmente os usuários pagam R$ 2,50 em todas as cidades.
Do Estadão de Hoje
O conceito de cidadania sempre esteve fortemente atrelado à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto).
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