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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Agnaldo Timoteo e Netinho de Paula não devolvem notebooks da Câmara

COM RODRIGO BURGARELLI
Lançado em 2011 para tornar a Câmara Municipal de São Paulo mais ecológica, o programa “Papel Zero” registrou suas primeiras baixas no início deste ano. Dois vereadores da última legislatura não devolveram equipamentos como notebooks e tablets que foram cedidos a cada um dos 55 parlamentares e sequer informaram se vão fazê-lo, segundo a Presidência da Casa. São eles os cantores Agnaldo Timóteo (PR) e Netinho de Paula (PCdoB).
Não reeleito para o seu terceiro mandato no Palácio Anchieta, Timóteo ainda não devolveu o notebook que foi comprado pela Câmara no ano passado. Segundo o órgão, o cantor será notificado em breve para que faça a devolução do equipamento, avaliado em cerca de R$ 2 mil. No total, o Legislativo municipal pagou R$ 143,5 mil pela aquisição de 70 notebooks.
Questionado pela reportagem, Timóteo diz não saber onde está o notebook. “Pode sim ter sido algum canalha que trabalhava no meu gabinete”, disparou o vereador. “Sou semialfabetizado, fiz só até a terceira série do primário. Não sei nem ligar um aparelho desses. Estou na verdade ajuntando dinheiro para comprar um para minha filhinha”, argumentou.
Já Netinho de Paula não devolveu nem o notebook nem o tablet cedido pela Câmara. Ele foi reeleito para um novo mandato mas foi nomeado secretário de Igualdade Racial pelo prefeito Fernando Haddad (PT) no começo do ano. “O secretário municipal Netinho de Paula foi oficiado posteriormente para entregar seu notebook e o tablet”, informou a Casa. A internet 3G de seus equipamentos ficarão desligados até a devolução.
A reportagem procurou a assessoria de imprensa de Netinho e também a da Prefeitura, mas não obteve resposta até as 20h30. Cada um dos tablets vai custar cerca de R$ 4,1 mil para a Câmara, valor que compreende o aluguel por dois anos e o pagamento da internet 3G. No total, o gasto previsto para todos os tablets é de R$ 115,3 mil – mais do que os R$ 90 mil que deixariam de ser gastos pela Câmara por causa da economia de papéis, conforme anunciado pelo ex-presidente da Casa, José Police Neto (PSD), em 2011.
Para saber a situação de cada um dos equipamentos que foram cedidos aos parlamentares, a nova Mesa Diretora eleita em janeiro deste ano realizou um levantamento dos tablets e notebooks de cada um dos vereadores. O relatório constatou que os ex-vereadores Quito Formiga (PR) e Adolfo Quintas (PSDB), além de um antigo funcionário da Rádioweb, também não haviam devolvido seus tablets. Segundo a Casa, os três foram notificados e devolveram os equipamentos ainda em fevereiro.
Agnaldo Timoteo (PR) não se reelegeu, mas levou notebook da Câmara para casa; cantor já foi notificado pela presidência da Casa

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vereadores de SP receberão tablets na primeira sessão da Câmara

Gasto com aluguel do equipamento é superior à economia com papel. Police Neto, no entanto, diz que medida dará transparência ao Legislativo. 


Letícia Macedo do G1/SP
Os 55 vereadores de São Paulo receberão tablets na primeira sessão do ano da Câmara Municipal, na tarde desta quarta-feira (1º). A iniciativa, que faz parte do programa Papel Zero, tem o objetivo de fazer uma economia na compra de papel de cerca de R$ 90 mil por ano. O gasto com o aluguel dos equipamentos, com uma conexão 3G, no entanto, prevê um investimento anual de R$ 115.381,20.

Embora o valor gasto seja maior que a economia a ser realizada pela Casa, para o presidente da Câmara, Police Neto, a inclusão dos tablets na rotina dos vereadores trará mais transparência ao processo legislativo. “É uma questão de economia de dinheiro e nós deixaremos de derrubar parte da nossa floresta. Mais importante ainda é a percepção de que o cidadão pode ter acesso a tudo que os parlamentares também têm acesso”, diz.

O objetivo é que, posteriormente, os cidadãos tenham acesso mais amplo aos processos que tramitam pela Câmara, já que eles estarão digitalizados. Atualmente, apenas pareceres e justificativas estão disponíveis no site da Casa.

Ele diz que o aluguel do equipamento com direito ao acesso 3G é mais vantajoso que a aquisição do aparelho pela Câmara e a posterior contratação do serviço de comunicação. “O aluguel do equipamento com a conexão de internet representa uma economia de 20 a 25% se compararmos ao valor que seria gasto com a aquisição de um equipamento, mais as despesas com seguro e manutenção”, afirma. Além da economia com papel, Police Neto ressalta que a compra dos tablets vai gerar uma economia com toners e energia elétrica.

A Vivo e a Claro participaram da licitação em 2011, de acordo com o presidente da Câmara, mas só a segunda apresentou uma proposta. Após negociação, a Claro apresentou um preço de R$ 174,82 para o aluguel do tablet e da conexão 3G. A Câmara poderá alugar até 102 aparelhos por um período de até 24 meses, mas, por enquanto, apenas os vereadores receberão o benefício, de acordo com o Police Neto. “Pode ser que o processo evolua para outros serviços, como protocolo, mas até o momento apenas os 55 vereadores receberão os aparelhos”, diz.

Segundo a Câmara Municipal, o contrato prevê a migração para a tecnologia 4G assim que ela passar a ser utilizada no país.

Papel Zero
O primeiro passo do programa Papel Zero foi a digitalização de 11 milhões de páginas de documentos, concluída em 2011. A partir deste ano, quatro estações serão responsáveis pela digitalização dos documentos que chegarem à Câmara. “Todo papel que vier de fora será digitalizado para entrar nesse mundo virtual”, diz Police Neto.

O secretário do Departamento de Tecnologia e Informática da Câmara, Eduardo Miyashiro, estima que 1 milhão de folhas ofício, modelo A4, sejam utilizadas atualmente nas atividades plenárias. Com a utilização dos tablets, a expectativa é reduzir esse número em até 80%.

Fonte: Portal G1

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