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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Jaguariaíva - PR, uma semana após a tragédia de Santa Maria - RS

Foto: Tiago Mendes

Inaugurado no final de 2012, o Cine Teatro Municipal Valeria Luercy não possui ar condicionado. O fato foi constatado e registrado pelo amigo Tiago Mendes neste domingo (03), uma verdadeira gambiarra para refrescar um pouco o ambiente foi montada colocando em risco a segurança dos espectadores da casa.

'Gastar centenas de reais numa estrutura, in tese, adequada e "esqueceram" do ar condicionado. Dai o jeito brasileiro entra em ação. Ventiladores com inúmeras extensões pelo chão. Sem comentários!', postou  Tiago em seu perfil no Facebook.
 Triste e lamentável uma situação como esta, fica a palavra com o Dr. Otélio Baroni (PT), prefeito da cidade  e responsável por este caso de polícia.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Processo de tombamento do Cine Belas Artes é aberto

Imóvel não poderá ser alterado pelos próximos três meses.
Medida não garante, porém, que cinema continue funcionando no edifício.


Foi aberto nesta terça-feira (18) o processo de tombamento do Cine Belas Artes, tradicional cinema de São Paulo localizado na esquina da Avenida Paulista com a Rua Consolação. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do cinema.

Na prática, o processo aberto pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) impede que o proprietário modifique o imóvel pelos próximos três meses. Nesse período, devem ser apresentados argumentos que justifiquem o tombamento.

Isso não garante, porém, que o o cinema permaneça instalado no imóvel. Segundo anúncio da administração feito no começo do mês, suas atividades serão encerradas em 27 de janeiro.

A estrutura do Cine Belas Artes inclui seis salas de projeção, distribuídas por três andares. A maior delas tem 290 poltronas. Ao todo, são 1,009 lugares.

O Cine Belas Artes, que funciona na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista desde 1943. O processo de tombamento do edifício foi aberto na manhã desta terça (18). Mas isso não garante a permanência do cinema no imóvel. (Foto: Felipe Rau/Agência Estado)

No final de março de 2010, o banco HSBC anunciou que deixaria de patrocinar o cinema. Desde então, seu proprietário André Sturm passou a procurar parcerias que mantivessem o local aberto. Em julho, em uma ação batizada de "Salve o Belas Artes", 16 restaurantes da cidade davam um ingresso - e uma sobremesa - aos consumidores que doassem R$ 5.
Segundo a assessoria de imprensa, caso o Belas Artes saia de seu atual endereço, Sturm tem o projeto de abrir um novo cinema com a mesma proposta, preservando inclusive o Noitão, uma sessão mensal durante a madrugada em que o público assiste a três filmes na sequência.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Grupo protesta contra fechamento do Belas Artes

Manifestantes ganharam apoio de frequentadores que saíam do cinema. Aberto em 1943, ele fecha as portas no dia 27


Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo

Estudantes e um produtor de documentários de Salvador iniciaram, na noite de ontem, o primeiro protesto contra o fechamento, previsto para 27 de janeiro, do Cine Belas Artes, que funciona na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista desde 1943.
Com cartazes e filmadoras, os integrantes do grupo se conheceram na frente do cinema, após a manifestação ser divulgada no fim de semana em redes sociais como Twitter e Facebook. Nenhum ator, cineasta ou personalidade ligada à cultura paulistana participou do ato.
Ao longo de uma hora, os manifestantes ganharam o apoio de cerca de 30 pessoas que estavam no cinema. Eram principalmente jovens que deixavam as salas ou estavam chegando para comprar bilhetes das próximas sessões. "Foram apenas quatro dias de divulgação, nem todo mundo ficou sabendo. Vamos fazer outro ato na sexta. É uma pena que artistas e cineastas consagrados não usem a força de seus nomes neste momento, contra essa tragédia que é o fechamento do principal cinema de rua da cidade", disse o estudante de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Eduardo de Oliveira, de 21 anos.
Mobilização. Oliveira carregava um cartaz com a inscrição em guache "A favor do tombamento do Belas Artes". Ele também distribuiu quatro outras cartolinas e tintas para quem apareceu no ato. Um deles foi o produtor baiano Fabrício Lima, de 29 anos. "Quando cheguei a São Paulo, em 2008, fiquei deslumbrado com esse cinema, com a programação eclética. Não podemos permitir essa perda para a cultura nacional", disparou.
Lima conseguiu arrastar para a pequena passeata um casal de Natal que estava a passeio na Avenida Paulista. "Quando soube que o cinema ia fechar, inclui uma sessão nas minhas férias por aqui. Lá em Natal não tem cinema de rua com essa programação de artes. Era um passeio na capital que agora vamos perder", reclamava o professor de artes Fábio Fon, de 31 anos, ao lado da mulher, a artista visual Soraya Braz, de 30.
Como o casal de Natal e outros manifestantes que não se importaram com a buzina de motoristas enfurecidos, a artista plástica Valquíria Fercundini, de 56 anos, criticou a ausência de personalidades no protesto.
"Já vi o Fernando Henrique (Cardoso) aqui, o (cineasta Fernando) Meirelles, o (José) Serra. Todo mundo vem a esse cinema e agora se cala em um momento desses." 

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