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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Elas voltaram com tudo!

Loja do Extra Supermercados na Vila Nova Cachoeirinha
Hoje estive fazendo uma pesquisa na Loja do Extra Supermercados na Vila Nova Cachoeirinha, Av. Inajar de Souza, sobre o uso da sacolinha plástica. Permaneci durante 15 minutos em frente a este caixa e cheguei ao seguinte resultado: Entre 10 clientes apenas um levou sacola reutilizável e outro usou a caixa de papelão ofertada pelo supermercado, vale salientar que estes dois clientes também não dispensaram as sacolinhas e fizeram questão de levá-las também, o que faz 100% de utilização.

Quem está feliz com isso é o vereador Francisco Chagas (PT) que comemora em seu site a liberação do fornecimento das sacolas plásticas pelo Tribunal de Justiça. Francisco Chagas é Diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e Plásticas de São Paulo e Região e tem lutado pela liberação das sacolas plásticas na Câmara Municipal e na Justiça.

Contradição

O vereador Francisco Chagas é aquele que luta contra a construção do Rodoanel -trecho norte- com a alegação de que a obra prejudica o meio ambiente. Dois pesos e duas medidas, quando não "prejudica" sua classe representativa é a favor da conservação do meio ambiente, caso contrário que se dane o meio ambiente.

O resultado


As sacolinhas estão voltando aos aterros sanitários acondicionando o lixo doméstico:


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Afiliados de sindicato protestam contra projeto que proíbe sacolinhas em SP

Sindicato dos Químicos diz que 20 mil empregos serão perdidos; autor do projeto rebate

Italo Reis e Solange Spigliatti, do estadão.com.br

Cerca de 150 pessoas do Sindicato de Químicos e Plásticos de São Paulo protestaram nesta quarta-feira, 17, em frente à Câmara dos Vereadores, no centro da cidade, contra o projeto de lei 528/2009, do vereador Carlos Alberto Bezerra (PSDB), que proíbe a distribuição gratuita de sacolas plásticas em supermercados e estabelecimentos comerciais.

Por causa disso, o vereador Francisco Chagas (PT), contrário a PL, se pronunciou no plenário da Câmara, mas, ao contrário do que o estadão.com.br tinha informado anteriormente, o projeto, barrado na semana passada, não voltou à pauta da Casa nesta tarde. "Não concordo em 'fulanizar' um único projeto, no caso a sacolinha, como sendo grande vilã", se posicionou.

De acordo com o sindicato, o projeto pode causar a demissão de cerca de 20 mil pessoas e precisa ser discutido de forma mais profunda antes da determinação da lei. O autor do projeto, que o assina com outros vereadores, no entanto, rebate o real motivo do protesto. "Não estou propondo um projeto do dia para a noite. Tivemos sugestões, respaldo técnico e apoio de entidades da sociedade civil. Não há um argumento que refute a tese. Esse é o mesmo argumento dos donos de bingo assim que entrou em pauta (o projeto que proíbe casas de jogos de azar e cassinos no País). Baseado em que eles (sindicato) dizem isso?".

Segundo Bezerra, o projeto dá tempo para todos os setores se adaptarem e tem caráter educativo, assim, os cidadãos irão se adaptar e preferir, com o tempo, não utilizar as sacolas plásticas. "Não tenho dúvida que o projeto coloca São Paulo em sintonia com a legislação ambiental do resto do mundo", disse. Chagas afirma, porém, que o projeto se põe contra a legislação federal. " (O projeto) supõe uma logística reversa que supõe o compartilhamento de responsabilidade de todas as cadeias produtivas", comentou.

O sindicato, em protesto, também reivindica que os trabalhadores possam opinar e que sejam procuradas alternativas para essa substituição. Os vereadores paulistanos não entraram em consenso sobre a votação na semana passada. Segundo petistas e membros do Centrão, um novo projeto substitutivo deve ser analisado nesta semana, mas sem chance de entrar na pauta ainda este ano.

Do Estadão.com.br

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Câmara se omite e não discute limite para sacola plástica

Por Milton Jung


Os vereadores decidiram adiar a votação do projeto de lei que restringe o uso de sacolas plásticas no comércio de São Paulo. A resistência da indústria do plástico e a falta de interesse de partidos de oposição em apoiar proposta que tem a autoria do vereador Carlos Alberto Bezerra Jr do PSDB eram as principais barreiras.
Do que se falava desde cedo nos gabinetes e celulares ao impasse no plenário, bastou iniciar a sessão na Câmara Municipal na tarde dessa quarta-feira. Bezerra, indignado, usou a expressão “inexplicável” para definir o que havia acontecido.
Mas tem muitas explicações.
No CBN São Paulo, na manhã dessa quarta, o presidente do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastividas) Francisco de Assis Esmeraldo já havia deixado algumas no ar. A instituição representa os interesses da indústria do setor que fatura algo próximo de R$ 40 bilhões por ano, no Brasil. Defende a redução no consumo a partir do uso de sacolas mais resistentes, capazes de transportar até 6 quilos, e se nega a apoiar outras medidas que possam significar em perdas para o setor.
Na defesa do ponto de vista dos fabricantes, o executivo alegou, inclusive, que o plástico não causa prejuízos ao meio ambiente, contrariando todas as afirmações que já havia ouvido até hoje.
Além da influência econômica, que costuma sensibilizar vereadores, houve fatores políticos que atrapalharam o andamento do projeto de lei. Alguns colegas de Bezerra dizem que teria faltado habilidade ao parlamentar tucano que assumiu a autoria de projeto de impacto quando deveria ter dividido a decisão com outros companheiros, a medida que a ideia há algum tempo circula na Câmara.
Ciúmes à parte (e isto move o homem, tenha certeza), o fato de o projeto estar nas mãos de um vereador do PSDB pesou na decisão do PT e Centrão – formado por alguns parlamentares do PR, DEM, PTB e PMDB – que têm andado de mãos dadas devido a eleição para a presidência da Câmara, que deve ocorrer em 15 de dezembro.
A oposição ao projeto teria sido comandada pelo vereador petista Francisco Chagas, ligado ao Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Químicas, Farmacêuticas e Plásticas de São Paulo. A justificativa de que o projeto de lei precisará ser mais bem discutido na Câmara servirá para que a ideia já vigente em outras cidades brasileiras acabe esquecida mais uma vez.
Carlos Alberto Bezerra que se elegeu deputado estadual anunciou que vai apresentar o mesmo projeto na Assembleia Legislativa com alcance para todo o Estado de São Paulo.
Há três anos, lei aprovada pelos deputados estaduais que obrigava a troca dos sacos plásticos por material biodegradável, de autoria de um deputado do PT, foi vetado pelo então governador José Serra, do PSDB.
Mílton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo, idealizador do Adote um Vereador e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".

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