Sindicato dos Químicos diz que 20 mil empregos serão perdidos; autor do projeto rebate
Italo Reis e Solange Spigliatti, do estadão.com.br
Cerca de 150 pessoas do Sindicato de Químicos e Plásticos de São Paulo protestaram nesta quarta-feira, 17, em frente à Câmara dos Vereadores, no centro da cidade, contra o projeto de lei 528/2009, do vereador Carlos Alberto Bezerra (PSDB), que proíbe a distribuição gratuita de sacolas plásticas em supermercados e estabelecimentos comerciais.
Por causa disso, o vereador Francisco Chagas (PT), contrário a PL, se pronunciou no plenário da Câmara, mas, ao contrário do que o estadão.com.br tinha informado anteriormente, o projeto, barrado na semana passada, não voltou à pauta da Casa nesta tarde. "Não concordo em 'fulanizar' um único projeto, no caso a sacolinha, como sendo grande vilã", se posicionou.
De acordo com o sindicato, o projeto pode causar a demissão de cerca de 20 mil pessoas e precisa ser discutido de forma mais profunda antes da determinação da lei. O autor do projeto, que o assina com outros vereadores, no entanto, rebate o real motivo do protesto. "Não estou propondo um projeto do dia para a noite. Tivemos sugestões, respaldo técnico e apoio de entidades da sociedade civil. Não há um argumento que refute a tese. Esse é o mesmo argumento dos donos de bingo assim que entrou em pauta (o projeto que proíbe casas de jogos de azar e cassinos no País). Baseado em que eles (sindicato) dizem isso?".
Segundo Bezerra, o projeto dá tempo para todos os setores se adaptarem e tem caráter educativo, assim, os cidadãos irão se adaptar e preferir, com o tempo, não utilizar as sacolas plásticas. "Não tenho dúvida que o projeto coloca São Paulo em sintonia com a legislação ambiental do resto do mundo", disse. Chagas afirma, porém, que o projeto se põe contra a legislação federal. " (O projeto) supõe uma logística reversa que supõe o compartilhamento de responsabilidade de todas as cadeias produtivas", comentou.
O sindicato, em protesto, também reivindica que os trabalhadores possam opinar e que sejam procuradas alternativas para essa substituição. Os vereadores paulistanos não entraram em consenso sobre a votação na semana passada. Segundo petistas e membros do Centrão, um novo projeto substitutivo deve ser analisado nesta semana, mas sem chance de entrar na pauta ainda este ano.
Do Estadão.com.br
O conceito de cidadania sempre esteve fortemente atrelado à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto).
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagens populares
-
Acidente deixou pelo menos 80 desabrigados, segundo a Defesa Civil. Engenheiros inspecionam 120 moradias na área do deslizamento.
-
A partir da esq.: Adolfo Quintas (PSDB), Valdecir Cabrabom (PTB) e Coronel Camilo (PSD) Foto: André Bueno DA REDAÇÃO Na tarde des...
-
Por uma nova agenda de inclusão social dos moradores de rua Avenida Duqe de Caxias, região central É hora de repensar o atendimento...
-
Roseli e Pedro Galuchi moram há 50 anos na rua Tranquili e reclamam da verticalização (Foto: JF Diorio/AE) Mônica Pestana e Thiago Dantas...
-
DIMMI AMORA DE BRASÍLIA A CGU (Controladoria-Geral da União), órgão responsável por auditar gastos públicos, não tem estrutura para fazer...
-
ANDRÉ MONTEIRO DE SÃO PAULO O Pateo do Collegio, o vale do Anhangabaú e a praça Roosevelt, no centro de São Paulo, estão entre as prim...
-
Mais de 70 profissionais de saúde foram investigados, na capital e no interior de SP. Segundo as investigações, a maioria recebia salário, m...
-
Matéria publicada originalmente pelo Portal G1/Fantástico Vereadores alugam carros, compram combustível, contratam serviços, mas na hora de...
Nenhum comentário:
Postar um comentário