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sábado, 29 de dezembro de 2012

No Ano Novo bote fé no coração e jogue o lixo no Facebook


Dona Leonice de Almeida, de Perus, extremo norte da capital paulista, está injuriada com a quantidade de lixo na rua.

Ao tomar conhecimento do projeto/campanha 2013 - Ano da Limpeza em São Paulo - manda dizer que pode contar com o apoio da comunidade .

"Em 8 anos, quase nada mudou em Perus", reclama. Leonice tem na ponta da língua o nome das empreiteiras de varrição e coleta da região.

"Vamos ajudar o  prefeito Haddad  pôr a cidade em ordem", diz a líder comunitária". Ela mora ao lado da igreja e concorda com "o tolerância zero" para quem suja e também para quem  finge que limpa.

Espera uma solução definitiva para o entulho que ocupa a frente da Igreja Deus Pai dos Humildes, no Recanto dos Humildes, na rua Antule, 1.

O Recanto dos Humildes se prepara para uma revolução do lixo no Facebook. Não vai escapar um ponto de descarte irregular e, se possível, fotos de sujismundos.


A comunidade de  Leonice de Almeida estará presente  na reunião do Fórum Lixo Vivo no dia 12 de janeiro, sábado, às 15 horas, na sede da ONG Educa São Paulo, Praça da Bandeira , 69 - Centro.

Também estarão presentes  representantes da Subprefeitura da Sé e Departamento de Limpeza Urbana (LIMPURB).

Recado do Padre Mário Geremia, da Igreja Nossa Senhora da Paz, na rua Glicério, região central da cidade:

"Os bueiros  do bairro estão entupidos, quando chove forte, o lixo da Liberdade deságua ladeira a baixo transformando a baixada do Glicério em pantanal de sujeira. O problema se soma a obras de engenharia mal planejadas e executadas."

O  Fórum Lixo Vivo - criado para discutir a gestão do lixo em São Paulo - tem o objetivo de colaborar com a administração municipal com ideais e sugestões para melhorar a limpeza urbana.

Texto e foto: Devanir Amâncio da ONG Educa SP

domingo, 23 de dezembro de 2012

2013 - Ano da Limpeza em São Paulo

 Paz no lixo
 Lixo na rua: tolerância zero



A mensagem de paz de Bob Marley : " Se todos dermos as mãos, quem sacará as armas?", grafitada em uma parede, na Rua Terra Portugalense, altura do número 22, no Jardim Irene, Zona Sul, continua ofuscada pelo lixo.

E se todos dermos as mãos  para limpar a cidade - vamos ter um ambiente melhor e mais humano!

Se todos sacarem as armas da consciência e do bom senso - haverá menos conflitos e agressão planejada contra a natureza, à cidade e aos homens.

A ONG Educa São Paulo entrega  nesta semana ao  deputado estadual João Antonio (PT), futuro Secretário de  Relações  Governamentais do prefeito eleito Fernando Haddad,  proposta/projeto para proclamar 2013 como  o "Ano da Limpeza em São Paulo". Cópia do documento também será encaminhada à presidência da Câmara Municipal  de São Paulo em 01 de janeiro.

O projeto consiste no envolvimento de Prefeitura e sociedade civil em  um amplo esforço para uma cidade mais limpa, cidadã e solidária.

Escolas, ONGs, clubes de serviço, subprefeituras, secretarias municipais,comunidades religiosas, catadores de recicláveis, grafiteiros, artistas plásticos, educadores sociais e meios de comunicação unidos pela civilidade urbana.

Não ao hábito feio de jogar lixo na rua, não ao vandalismo, não ao comodismo cívico.

A campanha também tem como objetivo melhorar a autoestima do paulistano e deixar a cidade  mais bonita para a Copa do Mundo de 2014.

Texto e foto: Devanir Amâncio da ONG Educa SP

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Lixos e luxos

Nelson Motta - O Estado de S.Paulo
Por que cargas d'água uma grande empreiteira, com obras milionárias em todo o Brasil, especializada em construção civil e sem nenhum know how ou experiência no ramo, vai se interessar em recolher o lixo de uma cidade? Por que tanta voracidade para abocanhar um trabalho tão sujo? Claro, feito pelos lixeiros e varredores que eles alugam para as prefeituras e limpam a sujeira alheia. Ganhar o contrato é o trabalho deles, sujo também, mas os lixos são diferentes: um é físico, o outro moral.
Nos contratos da Delta para limpar Brasília e Anápolis, nas sujeiras da coleta de lixo em Santo André que podem ter levado ao assassinato do prefeito Celso Daniel, nos rolos da Leão & Leão com a Prefeitura de Ribeirão Preto na administração de Palocci, o metafórico se mistura ao explícito e se espalha, pestilento e insalubre, pelas prefeituras do Brasil. Paradoxal e ironicamente, há cada vez mais sujeira na limpeza pública, com o lixo urbano pagando o luxo mundano de empresários, políticos e funcionários. Mas só Freud pode explicar por que, com tantas formas mais fáceis de roubar dinheiro público, como obras, aditivos e convênios, a opção preferencial deles, a atração fatal, é logo pelo lixo.
Não por acaso, durante décadas, tanto em prefeituras democratas como republicanas, a coleta do lixo de Nova York foi um monopólio da máfia. Em 2011, na Itália, um confronto entre a Camorra napolitana e o Estado deixou montanhas de lixo apodrecendo durante meses nas ruas de Nápoles, em imagens fétidas que correram o mundo.
Falando em lixo, há um bom tempo não se via uma novela tão boa como Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro, que tem um de seus principais núcleos no mundo dos lixões, com os que vivem dos restos e dejetos da sociedade consumista em contraste com uma nova classe popular que começa a consumir.
Entre o lixo material que os catadores vendem para viver e o lixo moral que a sociedade rejeita para conviver, a novela recicla e atualiza ancestrais paixões humanas no dilema da protagonista: viver o luxo do grande amor, ou o lixo da grande vingança.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Prédios perdem lixo reciclável por falta de coleta em São Paulo

Grandes condomínios reclamam de coleta seletiva e têm de desperdiçar material com o lixo comum


Fabiano Nunes - Jornal da Tarde

SÃO PAULO - Os condomínios da cidade de São Paulo têm acumulado lixo reciclável por falta de coleta seletiva. A demanda está cada vez maior, mas a estrutura da Prefeitura, com 21 centrais de triagem, não consegue atender ao processamento diário de todo o material produzido na capital. Os síndicos jogam o lixo que poderia ser reciclado com os detritos comuns.
O problema tem ocorrido com frequência no Edifício Saint Moritz, na Avenida Moema, na zona sul de São Paulo. Há quatro anos, o prédio aderiu à coleta seletiva. Neste ano, no entanto, teve de despejar o material reciclado com o lixo comum por atraso na coleta.
A Ecourbis, empresa responsável pela coleta de lixo na zona sul e parte da leste da cidade, tem se recusado a levar o material, dizem os responsáveis pelo condomínio. "Eles (funcionários da Ecourbis) alegaram que não tinham para onde levar, porque as centrais de triagem estavam lotadas. Como o contêiner de reciclado estava transbordando, tivemos de despejá-lo no lixo comum", contou a fisioterapeuta Patrícia Botto, de 35 anos, subsíndica do prédio. A coleta seletiva no edifício é feita uma vez por semana.
Longe do ideal. De 2009 para 2011, o volume médio de resíduos coletados diariamente na cidade de São Paulo teve um aumento de 12,5%. Passou de 16 mil toneladas por dia para 18 mil. A quantidade de itens enviados para a reciclagem, porém, continua por volta de 1% do total. Passou de 120 toneladas (0,71%) por dia em 2009, para 214 (1,13%) em 2011.
"O ideal é que a cidade estivesse reciclando cerca de 25% do total do lixo produzido", disse a arquiteta e urbanista Nina Orlow, da Rede Nossa São Paulo.
De acordo com Nina, a cidade precisa fazer um estudo gravimétrico (separação e pesagem) do lixo coletado diariamente, o que traduz o porcentual de cada componente recolhido.
"O que afinal temos no nosso lixo da varrição? Quanto há nele de plástico, papel, que poderia ser reaproveitado? Enquanto a cidade não fizer essa análise, fica impossível traçar planos e metas para a reciclagem", disse a especialista, ao analisar o atual sistema de coleta e reciclagem.
Iniciativa pontual. O Edifício Copan, no centro da capital, que tem cerca de 5 mil moradores, chega a produzir 75 toneladas de lixo por mês. Desse total, consegue enviar para a reciclagem 15 t.
O prédio também tem encontrado dificuldades na hora da coleta do material reaproveitável. "As cooperativas nem sempre funcionam. Como sou grande gerador de lixo, fiz uma parceria com uma ONG para a coleta, mas tem semanas que eles não recolhem o material reciclável e ele fica se acumulando na garagem", disse o síndico do condomínio, Affonso Celso Prazeres de Oliveira, de 73 anos.
Só de pilha de recicláveis ele tem cerca de uma tonelada que ainda não teve destinação adequada. "Nessa semana não vieram coletar o lixo, a gente quer ajudar, mas tem horas que dá vontade de descartar o lixo para reciclagem com o lixo comum", disse Oliveira.
Sem sucesso. A síndica do Edifício Rio Sena, na Rua Henrique Schaumann, em Pinheiros, zona oeste da capital, tenta há um ano instituir a coleta seletiva no seu prédio. Em vão. Chegamos a fazer a coleta seletiva por quatro anos, mas a empresa que coletava parou de fazer o serviço. Mantivemos a filosofia da coleta seletiva, pois temos os contêineres, mas o lixo reciclável é despejado com o lixo comum, pois a Loga (empresa responsável pela coleta) não incluiu nossa rua no itinerário da coleta seletiva", disse.
A Loga informou que o serviço não ocorre porque a via não está cadastrada para coleta seletiva.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ano novo... problema antigo!

Córrego Una, localizado na Vila Rosária  bairro de São Miguel Paulista- Zona Leste de SP
Clique aqui para ver mais fotos do local!


Os moradores da rua Ubirajara Pereira Madeira estão aborrecidos com a situação de descaso, pois há anos pedem a canalização do córrego e até o momento nenhuma resposta da Prefeitura de São Paulo.


Em período de chuvas ocorrem alagamentos  (como registramos anteriormente aqui no blog em 10/12/11)  que além de espalhar a sujeira  prejudica também a circulação  na Avenida Rosária, quem mora alí tem na  "porta de casa " muito lixo, mau cheiro, insetos, e agora o mato  toma conta, como mostra o registro feito em 29/12/11, vale lembrar que parte do córrego está despencando devido erosão e que ao lado do córrego, onde o mato já passa de um metro, funciona  um CEI (Centro de Educação Infatil - Jardim São Vicente).


Marcos Paulo Dias.
Jornalista e colaborador do blog

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Falta de Cidadania

Atualizado em 14/12/2011 - as 9,25 hrs.


Logo pela manhã identifiquei alguns pontos de descarte irregular de lixo na região de São Miguel Paulista - Zona Leste de SP.

Na rua Cembira - Vila Curuçá - o que impressiona é a quantidade de restos de construção aparentemente de uma mesma obra despejada no local, na Rua Maria Branca -Vila Rosária- entulhos, restos de construção, móveis, lixo, ratos e todo tipo de insetos.

Já em  outro ponto localizado na  rua Jacarandá do Campo - Vila Jacuí o que desperta  a atenção é a quantidade e variedade de lixo e  entulho descartado em um "campinho de futebol ".

É lamentável registrar situações como esta, que sinaliza a falta de educação, respeito e cidadania praticada por uma parcela da população que descarta lixo , entulho, sucatas, em "pontos viciados de lixo "causando sérios problemas de saúde, sujeira , insetos , mal cheiro, além de alagamentos em períodos de chuva.

Vale lembrar que este tipo de atitude é proibido podendo gerar multas.

Marcos Paulo Dias.
Jornalista
marcos.diasjornalista@hotmail.com

Atualização:


"Ficou no esquecimento"

Há exatamente nove dias postamos aqui no blog, o registro do alagamento que ocorreu na avenida Rosária e parte da rua Ubirajara Pereira Madeira -na Vila Rosária-São Miguel Paulista- Zona Leste de SP.

Ontem terça feira (13/12), passei por lá e para minha surpresa,  lixo, entulho, restos de madeira, sofá ou seja todo "material" que provavelmente  foi  descartado irregularmente  em algum ponto da região foi arrastado pela inundação ocorrida no dia ( 08/ 12 ). Pelo visto ficou no esquecimento, pois nenhuma providência foi tomada pelo serviço público de limpeza após o córrego transbordar, toda imundíce continua lá na Parte Superior de um Bueiro.

Marcos Paulo Dias.

Para ver as fotos clique aqui!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Analfabetismo cidadão


Foto: Marcos Paulo Dias
“Apesar da simpatia do grafite, o descarte irregular de lixo ocorre naturalmente na calçada da Escola Estadual Professor Astrogildo Arruda, na Avenida Afonso Lopes Baião – Vila Jacuí, bairro de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo”, escreveu Marcos Paulo Dias, colaborador do Blog do Mílton Jung. É o que dá não ir à escola, vira analfabeto cidadão.

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